17/02/2014

Em Blumenau, FIESC propõe pacto pelo desenvolvimento da educação

Especialistas, empresários e autoridades debateram o tema. Foto: Ivonei Fazzioni.

Tornar a educação prioridade na agenda catarinense por meio de um regime de colaboração é o pacto proposto às lideranças ligadas ao tema que participaram de encontro promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) em Blumenau na noite desta segunda-feira (17). O desafio é alavancar a qualidade da educação no Estado por meio de ações conjuntas entre os governos estadual e municipal, além da FIESC e outras organizações.

Para o presidente da Federação, Glauco José Côrte, o investimento em educação tende a aumentar, especialmente por conta da conscientização da sociedade sobre a relevância deste fator. "Ainda temos pelo menos 47% dos nossos trabalhadores com a escolaridade básica incompleta. A culpa não é do trabalhador. Ao longo dos anos não existia oportunidade de acesso ao ensino e estamos mudando esta realidade", comentou ao citar o Movimento A Indústria pela Educação. "Exemplo desta ampliação de acesso são nossas ofertas educacionais. Apenas em 2013 foram 291,4 mil matrículas em cursos de educação básica, continuada, profissional e em estágios", salientou.

O desafio também é comum ao ensino público, segundo o secretário estadual de Educação, Eduardo Deschamps. "É importante ver lideranças de todos os setores preocupadas com o tema, colocando a mão na massa. Temos, por exemplo, a menor taxa de alfabetização do País, mas ainda precisamos progredir em muitos aspectos como ter o aluno no centro do processo, professores capazes de inspirá-los, práticas pedagógicas eficazes e sistemas de gestão eficientes", citou. 

O prefeito municipal Napoleão Bernardes, que aceitou de imediato o pacto proposto para o desenvolvimento da educação, afirmou que o protagonismo da indústria em relação ao tema instiga outros atores a participar ativamente do processo de melhoria dos indicadores educacionais. "Percebo avanços significativos na universalização do acesso ao ensino, mas é preciso ter noção do quanto a primeira infância representa em termos de efeitos humano, econômico e social", defendeu Bernardes ao lembrar. 

O diretor da Coteminas e conselheiro da FIESC Eliezer Matos apresentou um conjunto de ações desenvolvidas pela indústria que dirige, como exemplos da contribuição que as empresas podem oferecer para apoiar a melhoria da qualidade da educação no País. "O mercado passa por mudanças e exige que o profissional da indústria esteja constantemente atualizado. As entidades de ensino também precisam estar preparadas para atender estas demandas", destacou. Ele assinalou a meta da empresa de que todos os seus colaboradores tenham a escolaridade básica concluída nos próximos anos. Para isso, ela incentiva os colaboradores a participar dos programas, com premiações, bonificações, liberação de jornada, entre outras atitudes.

O conselheiro dos movimentos Todos pela Educação e A Indústria pela Educação, Mozart Ramos, conduziu os debates e destacou que ações na área devem ser mais velozes. "A demora em agir em prol da educação pode comprometer as futuras gerações. Isso envolve desenvolvimento social, alinhamento econômico e, por fim, um país mais justo", concluiu.

Unidade Móvel

Durante o encontro, a FIESC oficializou a entrega de uma unidade móvel de educação digital para atender trabalhadores do Vale do Itajaí. A estrutura conta com instalações necessárias para levar o conhecimento aos trabalhadores como 17 computadores, além de material didático impresso e atenderá, prioritariamente, micro e pequenas empresas da região. 

Fonte: Ivonei Fazzioni / Assessoria de Imprensa da FIESC




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