17/05/2017 Tartaruga-verde desova em praia de Santa Catarina

Tartaruga-verde desova em praia de Santa Catarina

Técnicos dizem que há chances de a tartaruga retornar para nova postura.
Foto:
Divulgação Seman.

Os 86 ovos foram transferidos para outra área, na mesma praia, já que estavam muito perto do mar. Expectativa é que levem até 80 dias para eclodirem. Tamar pede que população ajude a proteger o local

 

Brasília (17/05/17) - Uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) desovou 86 ovos na praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC), na noite de domingo (14). Na manhã de segunda-feira (15), os ovos foram colocados em uma caixa de isopor e transferidos para cerca de 50 metros acima, na mesma praia, já que estavam muito próximos do mar.

Segundo o biólogo Eron Paes e Lima, da base do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Tamar) em Santa Catarina, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a área comum de desova desse animal é do norte do Rio de Janeiro ao Nordeste do País, onde o clima é quente. Em condições normais, os ovos costumam levar cerca de 60 dias para eclodirem, mas, com o frio, devem levar até 80.

“Ela desovou no frio, fora de época, então estamos na torcida para que realmente produza filhotes e tudo ocorra bem. A temperatura vai ser a grande aliada para desenvolver bem esses ovos, mas estamos apreensivos com relação a isso, já que o inverno está começando”, disse Eron.

Placa de sinalização


A área em que os ovos foram enterrados foi sinalizada e uma placa será colocada no local pela Prefeitura de Camboriú. “A intenção é que a população nos ajude e colabore para que tudo dê certo. Os próprios pescadores da praia nos ajudaram a localizar os ovos e se comprometeram a proteger o local. Está todo mundo envolvido, pesquisadores e a comunidade do local”, frisa o biólogo.

O local da desova será monitorado e há chance de a tartaruga retornar para uma nova postura em cerca de 15 dias em alguma praia do litoral catarinense. Caso os moradores encontrem o animal marinho, não devem se aproximar e, sim, entrar em contato com a Secretaria de Meio Ambiente (Seman), Polícia Ambiental, Ibama ou Tamar.

A partir desse acionamento poderão ser tomadas providências como isolamento e identificação do local. Quaisquer atividades suspeitas percebidas pela comunidade do local podem ser denunciadas à Seman (47-3363-7145) ou com à Guarda Ambiental de Santa Catarina (153).

Fonte: ICMBio.




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