17/06/2015 Setor de papel e celulose aposta na sustentabilidade para seguir crescendo em Santa Catarina

Setor de papel e celulose aposta na sustentabilidade para seguir crescendo em Santa Catarina

Durante os debates foram destacados pontos positivos e negativos da realidade atual do setor no Estado. Foto: Fábio Almeida.

Painel realizado pela FIESC reuniu em Lages 47 industriais e especialistas para discutir os desafios e potencialidades do segmento.

 

O melhor aproveitamento da celulose de eucalipto, a intensificação da cadeia de reciclagem e o desenvolvimento de embalagens que combinem materiais foram algumas das principais tendências discutidas pelos 47  especialistas que participaram do painel da indústria de Papel e Celulose. O evento foi realizado em Lages e integra o Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense (PDIC), desenvolvido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). Os debates reuniram industriais, profissionais e pesquisadores para debater e traçar a rota de crescimento para o setor em Santa Catarina até 2022.

 

Para o vice-presidente da FIESC para a Serra, Israel José Marcon, este planejamento é importante para que as empresas do setor possam tomar suas decisões de investimento. Ele destacou também a importância do setor para a geração de empregos, a arrecadação de impostos e a preservação do meio ambiente, através da manutenção de áreas de preservação florestal.

 

O diretor de desenvolvimento institucional e industrial da FIESC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, destacou que a Federação tem papel motivador no PDIC, cabendo aos industriais e especialistas a definição das visões de futuro de cada setor. Ele revelou que os 18 painéis já realizados envolveram 1.700 participantes de todas as regiões do Estado.

 

Durante os debates foram destacados pontos positivos e negativos da realidade atual do setor no Estado. O presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel de Santa Catarina, Nereu Baú, destacou que o Estado se diferencia pela boa combinação de clima e solo, permitindo que a cultura de pinus se dê em tempo muito inferior ao registrado nos países europeus. Já a ausência de ferrovias e a inadequação das rodovias foram apontadas como um dos principais obstáculos à competitividade do setor.  Também foi indicado como motivo de preocupação a recente alta no custo da energia elétrica, importante insumo para o setor.

 

Nas discussões sobre as perspectivas para o futuro do setor foi apontada a necessidade de reforçar o caráter ambiental do setor, com geração de créditos de carbono por sistemas florestais. Os especialistas debateram ainda tendências como o uso da biotecnologia para aumentar o aproveitamento da celulose presente no eucalipto, a obtenção de celulose de fontes alternativas, como o bambu, o uso de enzimas que melhoram a qualidade do papel reciclado e o desenvolvimento de embalagens que combinem materiais, como papel e plástico reciclado.

 

Faça o download do estudo de tendências para o setor de papel e celulose.

 

Estatísticas - Dados apresentados no evento mostram que Santa Catarina emprega 11% do total de trabalhadores do setor no Brasil. Entre os municípios, os cinco maiores empregadores são Três Barras, Caçador, Lages, Blumenau e Otacílio Costa.  O Estado responde por 12% das exportações de papel, ficando atrás apenas de Bahia e São Paulo. Do total de exportações do setor em Santa Catarina, a Argentina responde por 43%, seguida por Venezuela (6%) e Paraguai (6%).

 

A produtividade por trabalhador na fabricação de celulose e papel cresceu 30% entre 2007 e 2012 no Estado, chegando a R$ 129 mil. O indicador ainda é, no entanto, inferior à média nacional, que atinge R$ 153 mil. As instituições de ensino de Santa Catarina mantêm 114 grupos de pesquisa ligados ao setor. Eles estão concentrados na UFSC (30), Epagri (15), Furb (13), Udesc (10) e IFC (10).

 

Faça o download do estudo socioeconômico do setor de papel e celulose.

 

Programa - O PDIC vai propor ações futuras e promover, no longo prazo, uma dinâmica de prosperidade industrial. Já foram realizados 18 painéis e consolidadas as rotas de crescimento de 12 setores produtivos do Estado. Ainda em 2015, o programa irá consolidar estas rotas em um Masterplan, com os principais pontos críticos que afetam o desenvolvimento da indústria em Santa Catarina. Este material irá conter um portfolio de projetos estruturantes, que terão sua execução acompanhada pela FIESC.

Fonte: Assessoria de Imprensa da FIESC.




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