17/11/2014 Incêncio criminoso atinge Estação Ecológica de Carijós

Incêncio criminoso atinge Estação Ecológica de Carijós

Foto: divulgação.

Este foi o segundo caso em menos de dois meses.

 

Um incêndio criminoso atingiu a Estação Ecológica (Esec) Carijós (SC) na segunda semana de novembro. As chamas começaram na manhã do dia 10, próximo à entrada do bairro Ratones, em Santa Catarina, que fica no entorno imediato da Unidade de Conservação (UC). O fogo era tão alto que chamou a atenção de motoristas que trafegavam pela rodovia estadual SC-401. Essa mesma área foi atingida por outro incêndio, também de origem criminosa, há menos de dois meses.


"Nossa equipe de fiscalização, que ainda não dispõe de uma equipe de Brigadistas para combater incêndios, acionou o Corpo de Bombeiros e foi até o local avaliar o nível de ameaça à Estação Ecológica e áreas de preservação permanente", destacou Silvio de Souza Junior, chefe da Unidade.


No dia seguinte, já com as chamas controladas, os analistas ambientais da Esec voltaram à área para fazer a perícia técnica, que constatou que o fogo atingiu uma área de 2,2 hectares, queimando vegetação de transição de manguezal e prejudicando algumas espécies de animais que vivem no local.


"O fogo foi combatido logo no início e totalmente extinto em uma tarde, mas nossa perícia comprovou que teve causa criminosa. Apesar de a área atingida ser pequena, qualquer perda é perda, principalmente para o nosso patrimônio natural. Tudo indica que alguém acendeu um isqueiro para queimar o capim nativo para o crescimento de capim novo e palatável para gado. Ainda não descobrimos os responsáveis, mas já temos suspeitos", salientou Júnior.


A queima do capim, segundo o analista ambiental Paulo Amozir, especialista em combate a incêndios florestais e instrutor nacional de Emergências Ambientais do ICMBio, é um combustível leve e que gera calor de até 350 C°. Esse calor provoca a destruição das plantas, queima de animais, principalmente os de menor mobilidade, como cobras e lagartos. A maioria dos pássaros voa para áreas não atingidas pelas chamas, mas alguns perdem a orientação e são queimados, além de todos os ninhos serem destruídos.


"Quando o fogo atinge as bordas de uma área de capão, como neste incêndio, os danos causados são ampliados, uma vez que este tipo de vegetação é menos resistente e a consequência é a morte de muitas espécies. A geração de gás carbônico contribuiu para o aumento do efeito estufa e todos os efeitos que já foram comprovados pela ciência", conclui Amozir.

Fonte: ICMBio.




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