19/02/2014

Em reunião com Zimmermann, indústria do Sul busca ampliação do fornecimento de gás

Reunião entre o Fórum Industrial Sul e as bancadas federais dos três Estados. Foto: Sérgio Amaral

Em reunião no Ministério de Minas e Energia (MME), o Fórum Industrial Sul, composto pelas Federações de Indústria da região, coordenadores das bancadas federais dos três Estados e representantes da SCGás, Sulgás e Compagas defenderam a inclusão de projetos de gás natural para a região no Plano Decenal de Expansão da Malha de Transporte Dutoviário (PEMAT, ciclo 2013-2022). O encontro foi realizado nesta quarta-feira (19), em Brasília, com o secretário-executivo da pasta, Márcio Zimmermann, técnicos do MME, além do presidente da FIESC, Glauco José Côrte, da FIERGS, Heitor Müller, e do vice-presidente da FIEP, Hélio Bampi.


Côrte destaca que foi constituído um grupo de trabalho para analisar medidas de curto prazo relacionadas com o suprimento de gás. "Há possibilidade de instalação de um terminal de GNL e ao mesmo tempo a ampliação do gasoduto que leva o gás até o Rio Grande do Sul. Essas são duas questões específicas e concretas que serão determinadas pelo grupo de trabalho", explica. Outros assuntos de longo prazo como o uso do gás de xisto e a possibilidade extração de gás natural nas jazidas de carvão serão estudadas. Os representantes do Ministério informaram aos industriais que o fornecimento de gás não é só um problema do Sul, mas também de outras regiões do Brasil. "O Ministério está com a incumbência de buscar alternativas", afirma o presidente da FIESC. 


Os empresários destacaram a preocupação com o atual cenário de fornecimento do insumo enfrentado pelas empresas da região, abastecidas somente pelo gasoduto Bolívia-Brasil, que está operando próximo do limite. Em documento entregue ao secretário-executivo do MME, as Federações ressaltam que o Sul tem mais de 155 mil indústrias, que contribuem com 16,2% do PIB e são responsáveis por 39% dos empregos gerados no setor industrial do País, com 13,4% de arrecadação das receitas federais. 


Conforme o documento, a ampliação no volume de suprimento e transporte é justificada pelo crescimento da demanda das indústrias atualmente atendidas e, também, pela necessidade de atender novos clientes. A limitação de suprimento é fator inibidor de investimentos nos Estados do Sul para os setores dependentes do uso do gás. Isso causa impactos negativos no PIB, nas receitas federais e estaduais, na geração de empregos e no desenvolvimento industrial e econômico. 


Também participaram da reunião no Ministério os coordenadores das bancadas federais de Santa Catarina, Marco Tebaldi; do Rio Grande do Sul, Alceu Moreira; do Paraná, Marcelo Almeida; além dos deputados Ronaldo Benedet e Celso Maldaner. 


Indústria e parlamentares: Nesta quarta-feira (19) também foi realizada reunião das Federações de Indústria com os coordenadores das bancadas federais do Sul. No encontro, realizado em Brasília, industriais e parlamentares elaboraram uma pauta mínima de trabalho que contempla assuntos como o fornecimento de gás, a instituição de uma política industrial para o carvão mineral, meio ambiente e investimentos em infraestrutura na região. A partir deste ano, as bancadas e as Federações terão reuniões nos Estados. A primeira será em março, no Rio Grande do Sul. Também participaram do evento representantes das distribuidoras SCGás, Sulgás (RS) e Compagas (PR).

Fonte: Dâmi Cristina Radin / Assessoria de Imprensa da FIESC




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