19/05/2017 Lagos do Ibirapuera serão despoluídos com plantas filtrantes nativas

Lagos do Ibirapuera serão despoluídos com plantas filtrantes nativas

Durante o processo, não será necessário esvaziar os lagos ou retirar os animais que vivem neles. Foto: iStock by Getty Images.

Processo é coordenado por mesma empresa que limpou Rio Sena

 

A Prefeitura de São Paulo fechou uma parceria com a empresa francesa Phytorestore para despoluir os dois lagos do Parque Ibirapuera, na Zona Sul. A empresa foi premiada pela despoluição do Rio Sena, em Paris. A limpeza usará plantas nativas, em um processo sem agentes químicos e que não gera lodo ou odor. O valor estimado desta iniciativa é de R$ 1,2 milhão e será feita por doação, sem contrapartidas para o município.

 

“É um programa lindo que vai permitir não apenas a preservação do próprio lago, mas, também, dos animais que vivem nele. Uma solução definitiva e natural, que vai despoluir completamente os lagos”, disse o prefeito João Doria, que se coloca à disposição de outros representantes da iniciativa privada que desejarem contribuir com a cidade.

 

Em São Paulo, o processo será semelhante ao utilizado no Rio Sena. Por meio da biotecnologia, serão criados nos lagos jardins filtrantes com plantas aquáticas nativas, que irão despoluir a água de forma natural e constante, utilizando as raízes. Durante o processo, não será necessário esvaziar os lagos ou retirar os animais que vivem neles.

 

O projeto também agregará valor paisagístico ao parque, pois as plantas utilizadas florescem em até 70 dias. A Prefeitura recebeu para o projeto a doação de 16 mil mudas. Atualmente, a biotecnologia dos Jardins Filtrantes já é utilizada no tratamento de esgotos sanitários, efluentes industriais e até do chorume em aterros.

 

Os estudos para o início do projeto começam nos próximos dias e irão determinar o tamanho do jardim, de acordo com o volume atual de água e do estágio de poluição dos lagos.

 

O Parque Ibirapuera ganhará também um Centro de Educação Ambiental, fomentado por meio de um acordo de cooperação de pesquisa científica entre a França e o Brasil. Além de receber visitas monitoradas, o local irá promover a troca de informação e tecnologia sobre a água e o solo entre universidades paulistas e francesas.

Fonte: CicloVivo.




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