19/08/2013

Epagri é premiada com dois troféus do 20º Prêmio Expressão de Ecologia

Cassiano, Palladini e Newton, da Epagri, recebem a premiação de Sérgio Gargioni, presidente da FAPESC
Fotos: Edson Junkes

O pesquisador da Estação Experimental e o extensionista da Gerência Regional de Lages, respectivamente Cassiano Eduardo Pinto e Newton Borges da Costa Júnior e o extensionista da Epagri de Frei Rogério, Élcio Pedrão receberam o troféu Onda Verde do Prêmio Expressão de Ecologia na sexta-feira, 16 de agosto, em evento que reuniu na Fiesc em Florianópolis, presidentes de entidades e indústrias, prefeitos, Ongs, ambientalistas e especialistas em desenvolvimento sustentável dos três Estados do Sul. 

 

O diretor de pesquisa da Epagri, Luiz Antonio Palladini participou do evento que premiou mais dois projetos da Epagri, que entram para a galeria das premiações, uma vez que a Empresa é a que recebeu mais prêmios, ao longo dos 20 anos de existência do Prêmio Expressão de Ecologia. Os projetos vencedores foram manejo sustentável da pecuária de corte na região Serrana Catarinense, da Estação Experimental de Lages e o de carneiro hidráulico, da Epagri de Frei Rogério. “Parabenizo os nossos ganhadores pelo relevante trabalho que estão desenvolvendo nas suas regiões e pela oportunidade de mostrá-lo, destacando a importância e qualidade da pesquisa e da extensão rural e pesqueira em toda Santa Catarina”, afirmou Palladini, lembrando que o presidente da Fapesc, Sérgio Gargioni, integrante da mesa de honra do prêmio, fez questão de cumprimentar o grupo da Epagri pela premiação. 

 

Os projetos premiados
Intitulado Rede de Propriedades de Referência Tecnológica (Reprotec), o projeto nasceu em 2011, atendendo sugestão do governador Raimundo Colombo que destacou a necessidade de desenvolver mais e de maneira sustentável a atividade histórica da região Serrana Catarinense, que é a pecuária de corte. 

“O projeto vem sendo desenvolvido em parceria, envolvendo a Epagri e a Associação Rural de Lages e busca desenvolver a pecuária de corte com base nas pastagens naturais e foco no manejo adequado”, informa o engenheiro agrônomo da Estação Experimental da Epagri de Lages e coordenador de pesquisa do projeto, Cassiano Eduardo Pinto, revelando que é possível preservar a biodiversidade, conservar o solo, a água, sequestrar carbono e aumentar a rentabilidade do pecuarista, conciliando o anseio da sociedade no momento atual, que é de preservação e produtividade. 

 

“O Reprotec atua com ações desde o mapeamento das propriedades, manejo sanitário, implantação de pastos cultivados, subdivisão de invernadas, manejo reprodutivo, manejo das pastagens naturais até o gerenciamento contábil”, explica o engenheiro agrônomo e coordenador de Ater, Newton Borges da Costa Júnior, lembrando que, em sua fase inicial, o Reprotec foi desenvolvido nos seis municípios de maior rebanho de bovinos de corte da região do Planalto Catarinense, com pesquisadores e extensionistas das gerências e estações experimentais de Lages e São Joaquim e escritórios municipais de Bom Jardim da Serra, São Joaquim, Painel, Lages, Capão Alto e São José do Cerrito. Com os primeiros resultados as propriedades de referência tornaram-se unidades didáticas para divulgação das ações executadas, por meio de dias de campo, palestras e excursões, entre outros. A ideia é mostrar que é possível obter maior rentabilidade com a pecuária de corte, aproveitando o ótimo momento econômico da atividade e otimizando as potencialidades das pastagens naturais da região.

 

Carneiro Hidráulico
Os agricultores precisam bombear a água para regiões mais altas e tentavam de várias formas, utilizando desde motores elétricos, motores estacionários e bomba de irrigação com trator. “O custo operacional com motor elétrico é altíssimo, tornando o método financeiramente inviável, sem falar que por ser distante da residência era alvo de vândalos, que danificavam ou furtavam motor e fios”, explica o extensionista da Epagri de Frei Rogério, Élcio Pedrão, comentando que motor estacionário ou bomba com trator também tem custo alto, tornando a operação onerosa demais. A água impulsionada ou bombeada é utilizada nos bebedouros de bovinos de leite, nos piquetes, irrigação de jardins e em estufa de olerícolas, sem contaminar o solo e as águas.

 

O funcionamento do carneiro hidráulico é simples, segundo Élcio, e foi a solução para muitos agricultores da região - um fluxo de água percorre um tubo de captação, atravessa o aparelho e quando atinge certa velocidade e pressão a válvula de poço (sucção) se fecha, interrompendo bruscamente o fluxo de água, surgindo o “golpe de aríete”. A bomba carneiro hidráulico utiliza este “golpe de aríete” para bombear água de um nível mais baixo para um nível mais alto. Utiliza a própria força da gravidade para obter pressão interna suficiente para impulsionar uma quantidade de água para um reservatório a uma determinada altura sem a necessidade de combustível fóssil ou uso de eletricidade. Seu rendimento é pequeno, porém contínuo, tendo manutenção mínima, vale a pena investir nessa forma de economizar eletricidade. No momento da regulagem, deve-se apertar ou afrouxar o parafuso de modo que o fluxo de água abra e feche a válvula de 40 a 50 vezes por minuto.

 

“Estou muito feliz com este prêmio e considero como uma vitória pessoal e profissional, pelo reconhecimento de um trabalho que é de formiguinha, mas que para mim é muito importante e gratificante, graças aos resultados alcançados. Compartilho este prêmio com meus colegas que me ajudam a desenvolver esse trabalho”, declarou Élcio.

Fonte: Márcia Sampaio / Epagri Florianópolis




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