19/10/2018 Cerveja pode ficar mais cara devido a mudanças climáticas

Cerveja pode ficar mais cara devido a mudanças climáticas

Foto: divulgação.

Já é esperado que eventos climáticos extremos reduzam a produção global de cevada

 

Secas mais frequentes e ondas de calor no século XXI reduzirão a produção global de cevada, segundo estudo publicado na última segunda-feira (15 de outubro) na Nature Plants. O conteúdo aponta que com menor oferta de cerveja, consequentemente, os preços serão elevados -, mesmo sob os modelos de melhor cenário climático da mudança climática.

 

Muitos estudos têm explorado como a mudança climática afetará a produção de alimentos básicos, como trigo e arroz, e alguns pesquisadores também observaram como bens de luxo, como o vinho, poderiam ser afetados. Mas ninguém considerou como a cerveja se sairá, afirma Dabo Guan, economista da Universidade de East Anglia, em Norwich, no Reino Unido.

 

Guan e seus colegas combinaram uma série de modelos climáticos e econômicos para prever como o clima extremo, produzido pela mudança climática, pode afetar as plantações de cevada.

 

Cerveja importa

 

A produção de cerveja pode parecer uma consideração trivial quando se trata de mudança climática. Mas Guan espera que destacar um único produto de luxo leve as pessoas a pensar sobre as amplas implicações do aquecimento global.

 

“O que estou tentando enfatizar aqui é que a mudança climática terá impacto sobre o estilo de vida das pessoas”, afirma o pesquisador. Ou seja, mesmo quem vive em países industrializados, que podem estar protegidos dos piores efeitos das mudanças climáticas no suprimento de alimentos, estão livres de serem afetados.

 

O pesquisador espera que ajudar as pessoas a entender como as mudanças climáticas podem afetar suas vidas diárias irá motivá-las a tomar medidas contra as mudanças climáticas. Se as pessoas “querem beber cerveja quando assistem futebol, então temos que fazer alguma coisa”, diz ele.

 

Sobre o estudo

 

A pesquisa combina clima, agricultura e modelos econômicos. Entre as previsões foram considerados quatro possíveis futuros: do melhor cenário, que vê níveis relativamente baixos de gases de efeito estufa, até, na pior das hipóteses, onde as emissões são altas.

 

Em cada um desses casos, os pesquisadores descobriram que a probabilidade de clima extremo nas regiões produtoras de cevada em todo o mundo aumentou em comparação a eventos similares registrados no final do século XX e início do século XXI. Na melhor das hipóteses, essa chance aumentou em um modesto 4%, mas o pior cenário foi um aumento de 31%.

 

Globalmente, o clima extremo reduziria o rendimento da cevada entre 3% e 17%. Alguns países se saíram melhor do que outros: áreas tropicais, como a América Central e a América do Sul, foram gravemente atingidas, mas o rendimento das colheitas aumentou em certas áreas de clima temperado, incluindo o norte da China e os Estados Unidos.

 

Mesmo sob o melhor cenário, o modelo previu uma redução de 4% no consumo de cerveja e um aumento de 15% no preço. No pior cenário, a oferta reduzida de cevada em todo o mundo resultaria em uma redução de 16% no consumo global e os preços dobrariam, em média. O estudo completo você encontra aqui.

Fonte: Redação CicloVivo.




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