20/02/2017 Araupel e MST selam acordo com intermediação do Governo do Paraná

Araupel e MST selam acordo com intermediação do Governo do Paraná

O governador Beto Richa recebeu nesta segunda-feira (20), no Palácio Iguaçu, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da madeireira Araupel, que selaram um acordo para resolver os conflitos nas cidades de Rio Bonito do Iguaçu e Quedas do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado. Presentes: secretário especial de Assuntos Fundiários, Hamilton Serighelli, secretário chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, procurador do minietário público, Olympio Sotto Mayor, presidente do IAP, Tarcisio Mossato, comandante geral da PMPR, cel. Tortato, representante do Exército Brasileiro, cel. Marinho, diretor da Araupel, Norton Fabris, coordenador estadual do MST, Roberto Baggio, membro da executiva nacional do MST, Diego Moreira, deputados, Luiz Claudio Romanelli e professor Lemos, entre outros.Curitiba, 20-02-17. Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

O governador Beto Richa recebeu nesta segunda-feira (20), no Palácio Iguaçu, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da madeireira Araupel, que selaram um acordo de convivência pacífica nas cidades de Rio Bonito do Iguaçu e Quedas do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado. O termo é resultado de seis meses de negociações intermediadas pela Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos, do Governo do Estado, e foi firmado pelo Ministério Público do Paraná no dia 9 de fevereiro.

Com o acordo, a Araupel poderá fazer a extração das florestas de pinus e eucalipto na Fazenda Pinhal Ralo, em Rio Bonito do Iguaçu, com acesso pelas pontes do Rio das Cobras e do Rio das Despedidas. O MST, por sua vez, pode manter no local o acampamento onde vivem três mil famílias.

Richa destacou que o acordo só foi possível graças a um entendimento entre todas as partes que estavam dispostas a negociar. “Conseguimos um ótimo acordo, que garante a operação da Araupel, preservação de empregos na região e o sossego e paz para o movimento, que pode tratar de forma mais tranquila suas necessidades”, disse o governador. “Quando as coisas caminham de forma harmônica, conseguimos avançar e trazer boas soluções para todos”, afirmou.


SOLUÇÕES – Richa lembrou que se reuniu em Brasília, no ano passado, com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, para buscar soluções para os conflitos agrários no Paraná. Ele também ressaltou que o governo sempre aposta no diálogo para resolver as questões que envolvem os cidadãos paranaenses.

“Acima da competência, de medidas importantes e de um bom planejamento de governo, é preciso haver sensibilidade por parte do governante”, disse. “Nós temos sensibilidade de entender a importância das reivindicações dos movimentos sociais e sempre procuramos dialogar para resolver essas questões”, salientou.

JUSTIÇA - O assessor especial de Assuntos Fundiários, Hamilton Serighelli, destacou que o acordo garante a convivência entre as partes enquanto ainda não há uma decisão sobre a propriedade da área, que corre na Justiça Federal. “Com isso, a empresa volta a trabalhar em Rio Bonito do Iguaçu, já que em Quedas do Iguaçu a situação não há mais restrições”, explicou. “O MST continua ocupando e plantando nessas áreas e a Polícia Militar dá a segurança necessária para que haja convivência até que saia a decisão judicial”, disse.

ESFORÇO – Diego Moreira, membro da Coordenação Nacional do MST, elogiou o esforço do Governo do Estado em buscar uma solução para os conflitos e garantir a estabilidade na região. “É um acordo simbólico, principalmente no momento que o Brasil vive. É uma atitude que manifesta os passos que precisamos dar para o fortalecimento da democracia”, afirmou.

“Ele permite que as famílias possam trabalhar, que as 750 crianças que vivem lá possam estudar e também desvincula do movimento a falsa ideia de que o MST esteja furtando madeira nessa área. Queremos resolver de forma pacífica esse conflito que é de grande dimensão”, explicou Moreira.

O diretor de Operações da Araupel, Norton Fabris, ressaltou que o acordo permite que a empresa continue operando nos dois municípios. De acordo com ele, a madeireira é responsável por 40% da economia da região e gera mil empregos diretos e outros três mil indiretos.

“Fazemos este acordo como uma trégua emergencial para que possamos dar continuidade à nossa operação. Éramos muito prejudicados com a falta de acesso às florestas e teríamos um horizonte muito curto de trabalho se essa situação continuasse”, contou. “Também é fundamental o apoio das forças de segurança do Estado para acabar com os furtos de madeira que ocorrem a luz do dia”, disse Fabris.

FURTO DE MADEIRA – Além de garantir a convivência pacífica, o objetivo do acordo é também acabar com os furtos de madeira na região, denunciados tanto pela Araupel como pelo MST. Para isso, será formada uma força-tarefa envolvendo as polícias Militar, Civil, Ambiental e Rodoviária Estadual e o Instituto Ambiental do Paraná para eliminar a extração ilegal de madeira.

“No dia 2 de março teremos uma reunião em Laranjeiras do Sul para começar efetivamente este trabalho em conjunto e ajustar a questão da segurança pública na região”, afirmou Serighelli.

O comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, Maurício Tortato, explicou que as forças de segurança atuarão tanto na busca de soluções pacíficas para o conflito como para evitar os furtos. “Vamos intensificar a atuação da Polícia Ambiental para evitar os crimes ambientais e o furto de madeira. Também iremos compor um quadro para uma atuação presente da Polícia Militar, com o objetivo de viabilizar a atividade econômica da Araupel e alcançar a paz no campo”, afirmou.

PRESENÇAS - Participaram da solenidade a vice-governadora Cida Borghetti; o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni; o procurador do Ministério Público do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior; o presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Luiz Tarcísio Mossato Pinto; a representante da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Juliana Romano; o subcomandante-geral da PM, coronel Arildo Dias; e os deputados estaduais Luiz Cláudio Romanelli e Professor Lemos.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em: http://www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br

Fonte: Instituto Ambiental do Paraná (IAP).




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