20/09/2016 PNUD e governo brasileiro debatem alternativas para preservar camada de ozônio sem aumentar aquecimento global

PNUD e governo brasileiro debatem alternativas para preservar camada de ozônio sem aumentar aquecimento global

PNUD lidera esforços no Brasil para combater destruição da camada de ozônio. Foto: Observatório da Terra da NASA.

Parceria entre PNUD e governo brasileiro permitiu eliminação de 17 mil toneladas de substâncias com potencial de destruição da camada de ozônio. Em evento comemorativo do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, agências da ONU e representantes do governo, sociedade civil e setor privado debateram novos caminhos do Protocolo de Montreal.

 

Em comemoração ao Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio — celebrado na última sexta-feira (16) —, o Ministério brasileiro do Meio Ambiente reuniu em Brasília especialistas e representantes do governo, setor privado e organizações internacionais para debater a implementação do Protocolo de Montreal.

 

No Brasil, as metas do tratado têm sido buscadas pela indústria e o Estado sob a liderança do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que lidera as iniciativas nacionais do Protocolo desde 2012. A parceria entre a ONU e o governo para o tema, porém, já dura quase três décadas.

 

A agência da ONU presta assistência técnica e operacional à pasta do meio ambiente para desenvolver estratégias de redução das emissões de HCFCs — substâncias danosas à camada de ozônio.

 

“Essa cooperação possibilitou a eliminação de 17 mil toneladas de substâncias com potencial de destruição da camada de ozônio e de aquecimento global”, destacou o diretor nacional do PNUD no Brasil, Didier Trebucq.

 

O representante das Nações Unidas ressaltou ainda que, “sob o aspecto social e econômico, o trabalho que o PNUD vem executando, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente, tem permitido que as pequenas e médias empresas recebam os recursos e assistência técnica do Fundo Multilateral garantindo a sua sustentabilidade econômica”.

 

“Graças às ações conjuntas, o excesso da radiação ultravioleta sobre os seres vivos têm sido evitado. Espera-se que a recuperação da camada de ozônio ocorra até a metade deste século”, afirmou o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério, Everton Lucero.

 

O integrante da pasta falou ainda do legado positivo do Protocolo de Montreal para outros tratados internacionais sobre questões ambientais. “Estamos diante de uma história de sucesso que espero sirva de exemplo para outras iniciativas, e possamos ter esse mesmo grau de engajamento com as metas do Acordo de Paris”, disse.

 

“O acordo do Protocolo é um dos mais bem-sucedidos, ele conseguiu realmente reduzir o impacto sobre a camada de ozônio”, acrescentou o representante-adjunto da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) no Brasil, Clóvis Zapata.

 

Preocupação em combater mudanças climáticas

 

Os debates promovidos por ocasião do Dia Internacional lembraram que substâncias usadas no lugar dos HCFCs são, muitas vezes, propulsoras do efeito estufa e das mudanças climáticas. Entre elas, estão os HFCs, grupo de compostos associados ao aquecimento global.

 

Por isso, os países que integram o Protocolo de Montreal têm monitorado o crescimento acelerado do uso desses substituintes aos tradicionais HCFCs.

 

“Nossa perspectiva é a adoção de emenda para redução dos HFCs na reunião das partes do Protocolo de Montreal, que acontece em Ruanda em outubro deste ano”, afirmou o secretário do Ministério das Relações Exteriores, Rafael da Soler.

 

“Já se definiu que os países em desenvolvimento terão acesso aos recursos do Fundo Multilateral para implementar os projetos de eliminação dos HFCs. Em termos de estrutura do compromisso, é algo que temos muito parecido com o processo de eliminação dos HCFCs”, explicou.

 

No entanto, o objetivo não será a eliminação desses compostos, mas sim a redução do consumo e da produção. “Ainda não temos substituição da substância em todos os setores. Estima-se que será mantido cerca de 15% do uso dos HFCs”, disse Soler.

 

Programa brasileiro começa segunda etapa

 

Nas comemorações da sexta-feira (16), o PNUD e o Ministério do Meio Ambiente também deram início à segunda fase do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), que ajudar empresas a converterem suas cadeias, deixando de utilizar os HCFCs em seu processo produtivo.

 

Na primeira etapa da iniciativa, foram adaptadas cerca de 400 empresas de espumas de poliuretano. Para a segunda, governo e ONU esperam beneficiar cerca de 800.

Fonte: ONU Brasil.




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