20/10/2017 ONU Meio Ambiente e banco holandês investirão US$ 1 bilhão em agricultura sustentável

ONU Meio Ambiente e banco holandês investirão US$ 1 bilhão em agricultura sustentável

Parceria entre ONU Meio Ambiente e banco holandês prevê envolvimento de pequenos agricultores nos projetos financiados. Foto: PEXELS.

A ONU Meio Ambiente e o banco holandês Rabobank anunciaram neste mês (16) uma parceria para investir 1 bilhão de dólares em projetos de agricultura sustentável. O programa de fomento concederá subvenções e crédito a clientes envolvidos na produção, processamento ou comércio de commodities agrícolas. Brasil e Indonésia serão os primeiros países a utilizar recursos da cooperação. Proprietários brasileiros que recebem investimentos da instituição financeira administram 17 milhões de hectares de terras.

 

A ONU Meio Ambiente e o banco holandês Rabobank anunciaram neste mês (16) uma parceria para investir 1 bilhão de dólares em projetos de agricultura sustentável. O programa de fomento concederá subvenções e crédito a clientes envolvidos na produção, processamento ou comércio de commodities agrícolas. Brasil e Indonésia serão os primeiros países a utilizar recursos da cooperação.

 

Para ter acesso aos fundos que serão disponibilizados pelo Rabobank, empresas deverão respeitar exigências de proteção e restauração florestal, bem como promover o envolvimento de agricultores familiares. A agricultura responde por cerca de um quarto do total anual de emissões de gases do efeito estufa, sendo o segundo principal responsável pelas mudanças climáticas.

 

A parceria da instituição financeira e da agência das Nações Unidas foi formalizada no dia 17 de outubro, durante o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, na Cidade do México, onde o CEO do Rabobank, Wiebe Draijer, encontrou-se com o diretor regional da ONU Meio Ambiente para a América Latina e o Caribe, Leo Heileman. O Conselho convidou parceiros globais dos setores de produção primária, indústria alimentar e finanças a trabalharem juntos para promover o programa.

 

No Brasil, a coalizão entre a ONU, o Rabobank e outros organismos se compromete a promover e a financiar — quando possível — práticas agrícolas que combinam lavoura-pecuária-floresta (iLPF). Ações se estenderão pelos 17 milhões de hectares de terras cultiváveis sob administração de proprietários financiados pelo Rabobank. A estratégia para o território brasileiro é parte de uma estratégia conjunta do banco com a WWF.

 

Na Indonésia, entidades financiarão iniciativas de replantio em conjunto com empresas. O pacote de ações inclui medidas para a proteção e restauração de florestas e da biodiversidade, além de promover a certificação do óleo de palma.

 

“Queremos que todo o setor de finanças mude seu crédito agrícola, afastando-se do desmatamento e (caminhando) em direção a paisagens integradas, que oferecem bons empregos, protegem a biodiversidade e são boas para o clima”, defendeu o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim.

 

“O uso sustentável da terra e a restauração de paisagem são fundamentalmente investimentos sólidos e bons negócios. Precisamos acelerar essa tendência de modo que ela se torne o “novo normal” para a indústria financeira”, acrescentou o dirigente.

 

“Enquanto líder mundial (no setor) de alimentação e agricultura, o Rabobank reconhece sua responsabilidade em combinar a estabilidade a longo prazo da produção de alimentos para a crescente população global com a transição para o uso sustentável da terra”, afirmou Draije. “Nossa meta é aumentar substancialmente a qualidade da terra atualmente arável, ao mesmo tempo em que protegemos a biodiversidade e reduzindo as mudanças climáticas em todo o mundo”.

 

O CEO do Rabobank afirmou que, “enquanto líder mundial (no setor) de alimentação e agricultura, o banco reconhece sua responsabilidade em combinar a estabilidade a longo prazo da produção de alimentos para a crescente população global com a transição para o uso sustentável da terra”.

 

“Nossa meta é aumentar substancialmente a qualidade da terra atualmente arável, ao mesmo tempo em que protegemos a biodiversidade e reduzindo as mudanças climáticas em todo o mundo”, disse Draijer.

Fonte: ONU Brasil. 




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