21/06/2016 Coca-Cola e Braskem apresentam iniciativas para prevenir mudanças climáticas na Conferência Ethos

Coca-Cola e Braskem apresentam iniciativas para prevenir mudanças climáticas na Conferência Ethos

Foto: Thais Berlinsky.

Coca-Cola e Braskem compartilharam os desafios e oportunidades para empresas

 

A Conferência Ethos 2017 no Rio de Janeiro discutiu as diversas temáticas transversais ao desenvolvimento sustentável, entre eles as mudanças climáticas. Na mesa, “As empresas e a adaptação à mudança do clima: inovação nas práticas empresariais”, oferecida pela Coca-Cola, empresas discutiram seu papel nas mudanças climáticas e como projetos inovadores, incluindo sua cadeia de valor, propõe novos olhares sob a questão.

 

Ao início da mesa, o climatologista Carlos Nobre deu um parecer amplo sobre a realidade brasileira frente às mudanças climáticas e à que tipo de mudanças e riscos o país está suscetível e destacou que o caminho para reduzir radicalmente as causas do aquecimento global é a redução da emissão dos gases do efeito estufa. Entre as consequências do aquecimento global para o Brasil estão o aumento do nível dos mares e as cidades litorâneas brasileiras; o abastecimento de água e a produção agrícola.

 

“São muitos os desafios brasileiros frente às mudanças climáticas, entre eles o desaparecimento da vila olímpica construída, no Rio de Janeiro para as Olimpíadas, devido ao aumento do nível dos mares. A produção de soja no cerrado brasileiro também está ameaçada por conta do aumento da temperatura. Com temperaturas mais elevadas, a produtividade cai e pode vir a se tornar inviável”.

 

O pesquisador do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas observou que o Brasil vinha diminuindo a emissão de gases do efeito estufa, mas voltou a crescer no último ano e complementa “não podemos ficar parados esperando que os governos tomem medidas para diminuir as emissões. É preciso uma ação urgente, em especial quanto a tomada de consciência das empresas neste papel”.

 

Os caminhos possíveis para reduzir o avanço das mudanças climáticas são muitos e Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem compartilhou o caminho percorrido pela organização para avançar de políticas de mitigação, para políticas de adaptação. “Percebemos que as políticas de mitigação não eram suficientes e para entender os outros caminhos possíveis de atuação procuramos especialistas no tema para avaliar os riscos e oportunidades existentes no nosso negócio em relação às mudanças”. Entre as ações desenvolvidas pela empresa está a de tratamento e prevenção de perda da água e o mapeamento, acompanhamento e redução das emissões de gases em seus processos.

 

“A chave de virada foi a percepção de como as mudanças climáticas podem impactar os negócios de maneira negativa, o que pode causar prejuízos na entrega de produtos aos nossos clientes ”. Soto avalia que um dos maiores aprendizados deste processo é que as ações devem ser coletivas, feitas em conjunto com o objetivo de alcançar resultados em escala para que as empresas e a sociedade possam superar este desafio.

 

Sobre as possibilidades de criação de alternativas para as mudanças climáticas nas empresas, Flavia Neves, gerente de sustentabilidade e valor compartilhado da Coca-Cola Brasil, relatou a experiência da companhia neste caminho. “Nós nos perguntamos, é possível alinhar os interesses do business, com os interesses da sociedade? E entendemos que sim, é possível. No nosso novo modelo de valor compartilhado, os problemas da sociedade são foco de ação da empresa. Não focamos mais em projetos isolado é necessário ter um esforço coletivo dos diferentes setores da sociedade”, apresentou Neves.

 

Com isso Neves compartilhou que as ações começaram com mitigação e depois partiram para a adaptação às mudanças climáticas, por entenderem que apenas a mitigação não era suficiente. Um exemplo apresentado foi a ação com a água, que está no core do trabalho da empresa e pode ser afetado pelas mudanças. A Coca-Cola atuou em diversas frentes no projeto Água Mais, que tem três pilares: mais eficiência, mais preservação, mais acesso. Entre as ações está a diminuição do uso da água nos processos de produção e o investimento em iniciativas que promovem acesso à água de qualidade.

 

“Nosso desafio agora é engajar ainda mais a nossa cadeia de valor, em especial nossos fornecedores, nos processos e projetos de adaptação às mudanças”, finalizou a gerente de sustentabilidade e valor compartilhado da Coca-Cola Brasil.

Fonte: Bianca Cesário - Instituto Ethos.




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