21/09/2016 Acordo de Paris para o clima avança e fica pouco abaixo da meta para entrar em vigor

Acordo de Paris para o clima avança e fica pouco abaixo da meta para entrar em vigor

Solo ressecado próximo ao rio Nilo Branco, em Cartum, Sudão.
Foto:
Banco Mundial/Arne Hoel.

Cerimônia promovida nesta quarta-feira (21) pelo secretário-geral da ONU impulsionou ratificação de tratado sobre mudanças climáticas pelos Estados-membros; 60 países ratificaram Acordo de Paris, que precisava de 55 ratificações. Total de emissões globais, no entanto, ainda não foi alcançado: faltam 7,5% para alcançar os 55% necessários; secretário-geral da ONU se disse confiante sobre entrada em vigor ainda este ano.

 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, promoveu nesta quarta-feira (21) uma cerimônia para impulsionar a ratificação do Acordo de Paris, tratado global sobre mudanças climáticas aprovado em dezembro do ano passado.

 

No total, 60 países ratificaram o Acordo, que precisava de 55 ratificações.

 

O total de emissões globais, no entanto, ainda não foi alcançado: falta 7,5% para alcançar os 55% necessários à entrada em vigor do documento. O Brasil foi um dos países que entregou o instrumento de ratificação nesta quarta.


 

 

Ban Ki-moon disse estar confiante na sua entrada em vigor até o fim de seu mandato como secretário-geral, ainda em 2016. Clique aqui para conferir o status de ratificação.

 

“O que antes parecia impossível agora é inevitável. Estou confiante de que, no momento em que eu deixar o cargo, o Acordo de Paris terá entrado em vigor. Esta será uma grande conquista para o multilateralismo”, disse Ban.


 

 

“[O Acordo de Paris] vai marcar uma nova era de cooperação global na construção de um mundo mais seguro, mais resiliente e mais próspero. E vai catalisar a ação em muitos níveis”, destacou o chefe da ONU.

 

“Ele vai ajudar a acelerar os esforços para proteger os pobres e os mais vulneráveis contra o aumento dos impactos climáticos. Vai estimular os governos na implementação rápida dos seus planos climáticos nacionais. E enviará um sinal forte para o setor privado de que o futuro pertence àqueles que investirão no desenvolvimento de baixo carbono e em uma economia resiliente climática”, acrescentou.

 

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante cerimônia de ratificação do Acordo de Paris, no dia 21 de setembro. Foto: ONU/Rick Bajornas

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante cerimônia de ratificação do Acordo de Paris, no dia 21 de setembro. Foto: ONU/Rick Bajornas

 

Durante a cerimônia, chefes de Estado e de Governo entregaram seus instrumentos de ratificação ou enviaram vídeos informando sobre o status da ratificação.

 

A secretária-executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Patricia Espinosa, afirmou que este é um “momento extraordinário” para as nações e um “sinal claro” de sua determinação em implementar o Acordo de Paris e aumentar a ambição ao longo das próximas décadas.

 

 

“Estamos agora ansiosos para alcançar o mínimo (de emissões) que fará com que, 30 dias mais tarde, entre em vigor o Acordo”, disse Espinosa, se referindo aos 55% de emissões globais de gases de efeito de estufa previstos no texto do tratado.

 

“Hoje podemos dizer com cada vez mais confiança que este momento histórico provavelmente virá muito em breve, talvez até mesmo no momento em que os governos se encontrarem para a próxima rodada de negociações sobre o clima em Marrakech, Marrocos, em novembro”, acrescentou a chefe da UNFCCC.

Fonte: ONU Brasil.




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