22/02/2018 Energia solar autofinanciável para a indústria catarinense

Energia solar autofinanciável para a indústria catarinense

A primeira fase do Programa Indústria Solar, lançado em 20 novembro de 2017, recebeu mais de 1250 inscrições em três meses. Foto: divulgação.

FIESC, ENGIE e WEG lançam nesta sexta-feira (23), a segunda etapa do Programa Indústria Solar, na Federação das Indústrias de Santa Catarina, em Florianópolis

 

Nesta sexta-feira (23) será lançada na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina, FIESC, em Florianópolis, a segunda etapa do Programa Indústria Solar. Iniciativa da FIESC e das empresas ENGIE e WEG, que fornecem e instalam os sistemas. Com o apoio da Centrais Elétricas de Santa Catarina (CELESC) e das instituições financeiras Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e Cooperativa Central de Crédito Urbano (CECRED).

 

O Programa Indústria Solar é uma ação inédita e tem potencial para ser a maior ação de popularização da energia solar, já realizada no Brasil. “Seu objetivo é incentivar a geração de energia solar pelas mais de 50 mil indústrias do Estado. Ajudando a construir um futuro mais sustentável. Tornando o setor produtivo catarinense mais moderno, eficiente e competitivo”, explica o presidente da FIESC, Glauco José Côrte.

 

A segunda etapa do Programa estenderá às pequenas e médias indústrias catarinenses. As facilidades para aquisição de sistemas fotovoltaicos que na primeira etapa eram destinadas aos sistemas residenciais. “A iniciativa trará muitos benefícios para a nossa indústria. Como maior sustentabilidade e proteção aos reajustes no preço da energia”, completa Côrte.

 

Serão três modelos de geradores ofertados às indústrias catarinenses. Com preços diferenciados e condições especiais de financiamento, que tornam o investimento autofinanciável. O valor economizado na fatura da energia elétrica poderá ser próximo ao da parcela do financiamento dos sistemas fotovoltaicos adquiridos por meio do Programa.

 

“Os cálculos das ofertas do Programa foram feitos de maneira a equacionar os valores. Assim, o valor economizado na fatura da energia elétrica servirá para pagar a parcela do financiamento. Caso o empresário opte pelo parcelamento, livrando a empresa de ter que mexer no seu fluxo de caixa. Tornando o investimento autofinanciável” explica Rodolfo de Sousa Pinto, presidente da Engie Geração Solar Distribuída.

 

“A conta de luz tem um impacto significativo nos custos de uma indústria de pequeno e médio porte.  A economia gerada através da mudança de matriz energética pode impulsionar os negócios. Além disso, a energia solar é uma energia limpa e inesgotável. Esse é um investimento que vale a pena por diversos aspectos.”, concluiu João Paulo Gualberto da Silva, diretor de Novas Energias da WEG.

 

ENGIE e WEG irão credenciar fornecedores para instalação e prestação de serviços

 

O país conta atualmente com 22,7 mil sistemas fotovoltaicos em operação, sendo 2,2 mil em Santa Catarina. E, pelo potencial que tem, o Programa Indústria Solar deverá ampliar consideravelmente a quantidade de sistemas solares fotovoltaicos instalados no Estado em curto prazo. Abrindo oportunidades de crescimento para toda a cadeia fotovoltaica.

 

“Esta é uma oportunidade para todo o mercado de energia solar catarinense. A ENGIE e a WEG são as fornecedoras dos sistemas, mas irão buscar parcerias locais para a implementação do Programa. Abrindo oportunidades nas áreas de instalação e prestação de serviços”, explica Rodolfo de Sousa Pinto, presidente da ENGIE Geração Solar Distribuída.

 

Primeira fase do Indústria Solar alcançou 1250 inscritos em três meses

 

A primeira fase do Programa Indústria Solar, lançado em 20 novembro de 2017, recebeu mais de 1250 inscrições em três meses. Projeto-piloto do Programa, a primeira etapa teve as ofertas de sistemas residenciais direcionadas exclusivamente aos cerca de 40 mil colaboradores das empresas e entidades participantes. Sistema FIESC, ENGIE, WEG, CECRED e CELESC.

 

Para as pessoas físicas, o Programa oferece duas opções de sistemas residenciais ao custo de R$ 10.428 (potência de 1,95 kWp) ou R$ 16.338 (potência de 3,25 kWp). Podendo ser pagos a vista ou financiados em 60 vezes. A partir desta segunda fase, a oferta de sistemas residenciais poderá ser aberta aos colaboradores das indústrias que aderirem ao Programa. E optarem por estender essa opção também aos seus funcionários por meio de convênio.

 

O prazo de retorno do investimento nos sistemas residenciais do Programa Solar é estimado em até cinco anos. Após este período, a conta mensal de energia elétrica das residências poderá ser reduzida à taxa mínima cobrada pela concessionária.

 

Como funciona a geração distribuída

 

Normalmente instalados nos telhados, os sistemas solares fotovoltaicos geram energia elétrica a partir da luz do sol. Essa é a tecnologia mais disseminada no planeta para a microgeração distribuída de energia renovável.

 

A energia solar oferece não apenas a satisfação de ter uma fonte limpa de energia como também economia na conta da luz. Além de suprir o consumo de energia da residência no momento em que é gerada. A legislação da Geração Distribuída (GD) permite que o consumidor deposite na rede o excedente da energia produzida pela sua microusina particular. Sendo transformado em créditos junto à concessionária de energia.

 

Esses créditos possuem validade de cinco anos. São utilizados nos momentos em que a unidade estiver consumindo mais energia do que gerando, como dias de chuva ou à noite.

Fonte: Portal Economia SC.




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