22/04/2016 Na ONU, Dilma diz que Acordo de Paris é apenas o começo do combate ao aquecimento global

Na ONU, Dilma diz que Acordo de Paris é apenas o começo do combate ao aquecimento global

Foto: ONU/Mark Garten.

Presidente declarou que países em desenvolvimento como o Brasil têm apresentado resultados expressivos na redução de emissões, e se comprometeram com metas ambiciosas, tornando imprescindível o aumento progressivo do nível de ambição dos países desenvolvidos.

 

A presidente Dilma Rousseff defendeu a contribuição brasileira para o Acordo de Paris sobre o clima, em sessão de coleta de assinaturas nesta sexta-feira (22) na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, completando que os próximos passos serão mais desafiadores: transformar as ambiciosas aspirações do acordo em resultados concretos.

 

“Tenho orgulho do trabalho desenvolvido por meu país e meu governo para que, coletivamente, chegássemos a esse acordo”, disse a presidente.  “Países em desenvolvimento como o Brasil têm apresentado resultados expressivos na redução de emissões, e se comprometeram com metas ambiciosas”, completou.

 

De acordo com a presidente, o desafio de enfrentar a mudança do clima torna imprescindível o aumento progressivo do nível de ambição dos países desenvolvidos. “Ao reiterar compromisso do Brasil com os objetivos do Acordo de Paris, quero assegurar que estamos cientes de que firmá-lo é apenas o começo”, disse.

 

“É fundamental ampliar o financiamento do combate à mudança do clima para além do compromisso de 100 bilhões de dólares anuais”, declarou. ”Realizar os compromissos que assumimos exigirá a ação convergente de todos nós, de todos os nossos países e sociedades.”

 

“O caminho que teremos de percorrer agora será ainda mais desafiador: transformar nossas ambiciosas aspirações em resultados concretos”, completou Dilma. “Sua conclusão exitosa, em dezembro de 2015, representou um marco histórico na construção do mundo que queremos.”

Dilma também defendeu o cumprimento das metas estabelecidas na Agenda 2030, e completou ser necessário que o setor privado desenvolva um esforço robusto de redução de emissões em todos os países.

 

Sobre o Brasil, Dilma lembrou ter anunciado durante a cúpula da Agenda 2030 a contribuição brasileira de 37% de redução dos gases de efeito estufa até 2025, além da meta de redução de 43% até 2030 – tomando 2005 como ano-base, em ambos os casos.

 

“Alcançaremos o desmatamento zero na Amazônia e vamos neutralizar as emissões originárias da supressão legal de vegetação”, disse, completando que o desafio brasileiro é restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e outros 15 milhões de hectares de pastagens degradadas. “Promoveremos também a integração de cinco milhões de hectares de lavoura-pecuária-florestas.”

 

Foto: ONU

Foto: ONU

 

Dilma ressaltou que todas as fontes renováveis de energia terão sua participação na matriz energética brasileira ampliada até alcançar 45%, em 2030.

 

“Meu governo traçou metas ambiciosas e ousadas porque sabe que os riscos associados aos efeitos negativos recaem fortemente sobre as populações vulneráveis de nosso país”, disse. “Sem a redução da pobreza e da desigualdade, não será possível vencer o combate à mudança do clima.”

 

Sobre a crise política brasileira, Dilma declarou ser grata a todos os líderes internacionais que expressaram sua solidariedade à presidente, que enfrenta um processo de impeachment.

 

Ela disse ainda que o povo brasileiro tem grande apreço pela liberdade. “Saberá, não tenho dúvidas, impedir qualquer retrocesso”, declarou. “Digo que o Brasil é um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia”, afirmou.

 

‘Era do consumo sem consequências acabou’

 

Durante a abertura da sessão de coleta de assinaturas para o Acordo de Paris, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a “era do consumo sem consequências acabou”.

 

“Precisamos intensificar esforços para descarbonizar nossas economias. E precisamos apoiar os países em desenvolvimento nessa transição”, declarou. “Os povo e mais vulneráveis não podem sofrer mais com um problema que eles não criaram”, disse.

 

Mais de 170 países confirmaram que assinarão o histórico acordo do clima fechado em dezembro do ano passado em Paris. Foto: ONU/Rick Bajornas

Mais de 170 países confirmaram que assinarão o histórico acordo do clima fechado em dezembro do ano passado em Paris. Foto: ONU/Rick Bajornas

 

Ban lembrou que os últimos anos vêm registrado recorde de temperaturas, de derretimento das geleiras e de níveis de carbono na atmosfera. “Estamos correndo contra o tempo.”

 

“Peço a todos os países que se movam rapidamente a se unir ao acordo no nível nacional para que o Acordo de Paris possa entrar em vigor o mais cedo possível”, disse.

 

O acordo tem como meta manter a elevação da temperatura global abaixo de 2 graus Celsius neste século. Mais de 170 países confirmaram que assinarão o histórico acordo do clima fechado em dezembro do ano passado em Paris.

Fonte: ONU Brasil.




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