22/07/2014

Revista Indústria & Competitividade reporta dificuldades da agroindústria

Esta é a quarta edição da publicação, na qual a Editora Expressão é encarregada da comercialização de anúncios institucionais.

A competitividade da agroindústria catarinense está em xeque. O Estado que criou as bases da moderna suinocultura e avicultura industriais, com elevados padrões genéticos e sistema integrado de produção, sofre com o alto custo de trazer insumos da região Centro-Oeste, o que torna a produção local mais cara do que em outras regiões do País. O tema é um dos destaques da quarta edição da revista Indústria e Competitividade, que a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) lançada na última reunião de diretoria, dia 18 de julho. A publicação traz, entre outros assuntos, reportagens sobre o bom momento da Serra Catarinense, a Carta da Indústria - documento que a FIESC levará aos candidatos de 2014 -, os desafios do setor da panificação e os avançados equipamentos tecnológicos implantados no Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufaturas, em Joinville. Outro destaque é o perfil do industrial César Bastos Gomes, do Grupo Portobello.

Problemas de infraestrutura encarecem insumos e dificultam o escoamento da produção, tirando a competitividade da agroindústria, segmento que move a economia do Oeste do Estado. Em um setor altamente globalizado, com os centros decisórios cada vez mais distantes de Santa Catarina, o Estado corre o risco de ser empurrado para a periferia da atividade. Mas o alto padrão sanitário e a qualidade dos produtos são diferenciais que podem ser decisivos para a atração de novos investimentos para Santa Catarina caso haja melhorias na infraestrutura do setor, notadamente com a construção de ferrovias.

Lages

Na Serra, uma safra recorde de investimentos de R$ 500 milhões movimenta a economia de Lages diversificando e renovando setores tradicionais, como o florestal, que incorpora novas tecnologias. Além dos investimentos já em curso em setores como têxtil, alimentos, bebidas e máquinas, a região aguarda a chegada da fabricante de aviões Novaer Craft e da montadora de caminhões Sinotruk. As empresas colocarão a cidade no roteiro das indústrias emergentes (aeronáutica e automotiva) que deverão renovar o parque catarinense nos próximos anos, segundo estudo da FIESC. A escolha de Lages é uma alternativa à "litoralização" do Estado, a tendência de concentração de investimentos no litoral observada nos últimos anos.

Perfil

Cesar Bastos Gomes, do Grupo Portobello, é o líder de uma família de empreendedores. Ele preside os conselhos de administração da Cerâmica Portobello, Multilog e Pedra Branca, enquanto seus filhos se encarregam da gestão executiva. Dentre os resultados do grupo destaca-se o crescimento médio anual superior a 20% da indústria cerâmica, cuja receita ultrapassou R$ 1 bilhão em 2013. O segredo do sucesso, segundo Gomes, é contar com profissionais competentes e comprometidos ao redor. "O principal papel de um líder é promover a harmonia e a cooperação da equipe", ensina.

Panificação

Enfrentando a concorrência dos supermercados e com os custos crescentes, as padarias têm que se reinventar para sobreviver. Estão se transformando em "butiques de pão", dedicadas à fabricação artesanal de alta qualidade, ou em padarias gourmet, espaçosas, modernas e com grande variedade de produtos. Adotam novas tendências, como mesas coletivas e autosserviço, novas tecnologias, como a do congelamento de pães, e novas ferramentas de gestão, como as compras coletivas. Com isso conseguem aproveitar a tendência de crescimento do consumo de pães no País e fermentar seus lucros.

Tecnologia

Equipamento de microsuinagem, do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura, de Joinville, permite a construção de moldes para peças de 1 mm. Capaz de fazer cortes correspondentes à centésima parte de um fio de cabelo (0,0001 mm), o sistema permitirá à indústria local acompanhar uma das principais tendências mundiais, a de miniaturização de produtos. Graças ao equipamento a empresa Biokyra, de Florianópolis, que desenvolve produtos médicos voltados a cirurgias minimamente invasivas, já não depende exclusivamente de fornecedores de outros países. Em parceria com o Instituto de Joinville, a empresa desenvolve o protótipo para um filtro de veia cava.

Carta da Indústria

Seis em cada dez industriais percebem Santa Catarina crescendo lentamente. Para dois em cada dez, o Estado está estagnado. Para destravar a produção é preciso mais ação do setor público, na construção de um ambiente favorável à produção. Esse é o espírito do documento Carta da Indústria, elaborado pela FIESC, que será apresentado aos candidatos ao Governo do Estado e aos cargos parlamentares, com o objetivo de influenciar seus planos de governo. Fruto de uma pesquisa com centenas de industriais que apontaram, em detalhes, os entraves ao crescimento do Estado, o documento permitirá a aproximação da realidade das empresas e a formulação de políticas públicas, constituindo-se numa proposta de parceria entre os setores público e privado para o desenvolvimento de Santa Catarina.

Fonte: Assessoria de Imprensa da FIESC.




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