22/07/2014

Editora Expressão realiza Fórum de Gestão Sustentável no dia 25 de julho

O XXI Prêmio Expressão de Ecologia homenageia neste Fórum de Gestão Sustentável os 190 anos de imigração alemã no Brasil. Foi no sul do país que os pioneiros que chegaram em julho de 1824 deixaram sua maior herança e conheceram seus mais afortunados sucessos. Em Santa Catarina, mais de 25% de seus 6 milhões e 320 mil habitantes são descendentes deles. A própria Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina tem um acentuado DNA germânico. Afinal seus três maiores polos industriais, Joinville, Blumenau e Jaraguá, eram selvas com onças, cobras e índios pouco amistosos antes da chegada dos pioneiros. Dessa região emergiram indústrias com sotaque alemão que são gigantes nacionais e até globais. Elas geram muitas riquezas, empregos e impostos para Santa Catarina.


O sabor alemão no caldeirão cultural do Sul brasileiro, pode ser encontrado em todos os setores. Seja no calendário turístico, com Blumenau organizando há 30 anos a maior Oktoberfest do mundo fora da Alemanha. Ou na cultura, com o Festival de Dança animando os palcos de Joinville há 32 anos, e reconhecido pelo Guiness como o maior do mundo em seu gênero. Essa herança econômica, turística, cultural, arquitetônica e social dos alemães na região Sul é o tema de capa do Guia de Sustentabilidade 2014 da Editora Expressão. E também o embrião do livro que a editora prepara, aprovado pela Lei Rouanet, sobre esses quase dois séculos de imigração alemã no Brasil.


O maior elo do Prêmio Expressão de Ecologia com estes 190 anos é o meio ambiente. Junto com os pioneiros germânicos vieram naturalistas, botânicos, cientistas atraídos pela exuberância das florestas e fauna. Eles foram também nossos primeiros ambientalistas. Fritz Müller foi precioso colaborador de Charles Darwin na elaboração da Teoria das Evolução das Espécies, graças a suas pesquisas em Santa Catarina. Outro apaixonado ambientalista, Fritz Plaumann, além de apresentar as borboletas aos brasileiros, conquistou o maior prêmio científico da Alemanha por suas pesquisas no sertão catarinense.


As gerações seguintes de descendentes alemães mantiveram o interesse no meio ambiente. Mais de 60% das personalidades ambientais selecionadas pelo júri do Prêmio Expressão tem sobrenome alemão, como José Lutzenberger, considerado o decano dos ecologistas brasileiros.


A tradição repete-se neste ano com Wolfgang Weege, fundador da Malwee, eleito in memoriam pelos jurados do Prêmio. Ao contrário, no cenário normalmente desolador de outras cidades operárias e fabris brasileiras, brilha em Jaraguá do Sul um dos principais pontos turísticos de todo o norte catarinense. O Parque Malwee, um verdadeiro santuário ecológico de 1 milhão e meio de metros quadrados é um privilegiado centro de lazer aberto à comunidade e protege as nascentes do Rio Jaraguá. Recebe 70 mil animados visitantes anuais. Wolfgang entusiasmou-se com os parques e centros que conheceu na Europa e no Japão e decidiu realizar um sonho de infância, de transformar em um imenso jardim os pastos e plantações onde brincava quando criança. Foi um sonho bom para a comunidade. Poucas cidades brasileiras têm o privilégio de contar com semelhante paraíso.

                                                                                      
Números do Prêmio

Os cases dos bilionários participantes do vigésimo primeiro Prêmio Expressão de Ecologia são uma aposta em um futuro menos tenebroso para as novas gerações. Grande parte dos 112 inscritos são pesos pesados da economia. Juntos eles faturam 174 bilhões de reais. Isso mesmo, bilhões. Eles investem quase R$ 500 milhões em ações ambientais, um dinheiro importante para o meio ambiente da região sul. Os 164 projetos inscritos este ano tiveram investimentos de R$ 123 milhões. Na verdade, essas ações de prefeituras, escolas, comunidades e empresas têm traçado as melhores ações e políticas ambientais da região.


O júri do Prêmio Expressão de Ecologia é composto por consultores, mestres, ongueiros extremamente profissionais, diretores ambientais, homens que vão a campo, atentos às pesquisas, de vários estados. São pessoas abnegadas ao meio ambiente. Alguns são guardiões da Mata Atlântica, combatem a grave e silenciosa caça e tráfico de animais nativos; outros buscam acelerar a lerda conscientização ambiental dos brasileiros, no trato com rios, lixo ou animais.  Durante três dias eles selecionaram os cases vencedores no paradisíaco cenário do Resort Costão do Santinho, em Florianópolis, com o coordenador do Prêmio, o sociólogo e diretor ambiental Odilon Macedo.

 

Lixões fora da lei

A lei que obriga as prefeituras a acabar com os seus lixões a céu aberto, até o próximo mês de agosto, não será cumprida. Cerca de 70% dos prefeitos dos mais de 5 mil municípios brasileiros sequer se deram ao trabalho de fazer um projeto para seu lixo. Os lixões envenenam a atmosfera, a camada de ozônio, os lençóis de águas, as pessoas e as cidades. Esse grave tema sequer é abordado nas eleições deste ano.  Segundo o jargão político nacional, lixo não dá voto.


O Brasil ocupa um lugar de destaque global nesse perigoso ranking: é o quinto maior gerador de resíduos sólidos do mundo, algo como assombrosos 64 milhões de toneladas anuais. Desse total, 24 milhões, que lotariam 168 Maracanãs, são atirados em mais de 2 mil lixões que empesteiam nossas comunidades. Cerca de 8 bilhões de reais são jogados no lixo a cada ano, com resíduos que poderiam ser reciclados, mas apenas 14% dos municípios se dão ao trabalho de reciclar seu lixo.

 

A situação dos três estados do Sul é melhor que a média brasileira nos cuidados com o lixo. Uma pequena cidade do oeste catarinense, Presidente Castello Branco (o prefeito está no Fórum), conquistou o Prêmio Expressão na categoria Reciclagem, com eficientes programas de conscientização que envolvem toda a comunidade. E talvez seja a única cidade brasileira que faz coleta seletiva do lixo de toda a população. Lembrando que os municípios pequenos respondem pelo maior número de lixões do país e não conseguem fazer um planejamento ambiental.

 

Ranking dos rios poluídos

A situação dos rios e bacias brasileiros também é preocupante. Eles recebem todos os dias espantosos 15 bilhões de efluentes de esgotos. Isso mesmo, 15 bilhões. Além de agrotóxicos, resíduos industriais, milhões de garrafas e recipientes de plástico, pneus, sofás. Suas matas ciliares são devastadas, causando assoreamento; suas nascentes são ameaçadas. A crise da água mostra a ponta desse perigoso iceberg, com São Paulo, maior cidade do país, ameaçada de racionamento. Centenas de milhões de litros de água captados são desperdiçados pelos furos das tubulações das companhias de saneamento.


Nesse quesito, o Sul conta com quatro dos 10 rios mais poluídos do país. O Tietê, que abastece a cidade de São Paulo, é disparado o mais poluído. O segundo do ranking nacional e campeão sulista de poluição é o paranaense Iguaçu, que faz divisa com Santa Catarina e fronteira com a Argentina, onde forma as maiores quedas em volume de água do planeta, as Cataratas do Iguaçu. Ele é agredido por uma população ribeirinha de 2 milhões e quinhentas mil pessoas, que despeja nele lixo e esgotos clandestinos. No Rio Grande do Sul, se nada mudar, 55 municípios terão graves problemas de abastecimento de água em breve.
  
Santa Catarina não figura no ranking dos rios poluídos, mas o deprimente cenário do Itajaí-Açu, famoso por suas trágicas enchentes, chamou a atenção do Consórcio Empresarial Salto Pilão (seu presidente está no evento), o Cesap, que tem uma usina de energia no rio. Com 400 quilômetros, suas águas carregam de tudo, desde perigosos índices de coliformes fecais a dezenas de milhares de garrafas PET, pneus, sofás, agrotóxicos, resíduos industriais e até mesmo geladeiras. O Cesap fez uma expedição de 190 quilômetros pelas águas do rio, outros 1.500 quilômetros por terra, fotografou, filmou e monitorou os pontos de maior agressão. Com o diagnóstico criou o projeto Rio Itajaí Pede Nossa Ajuda, um vasto programa de conscientização de comunidades, entidades empresariais, escolas e políticos. Vem dando certo. A média mensal de volume de lixo no rio caiu pela metade, mas ainda são 79 quilos a cada mês.


Cases vencedores sobre água

1) A fábrica da Klabin, maior produtora de papéis do Brasil, de Otacílio Costa, no Planalto Serrano Catarinense, criou um programa com o qual reduziu em 40% o volume de água que capta no Rio Canoas. Isso corresponde a uma diminuição de 720 mil metros cúbicos no consumo de água bruta por mês.


2) A AGUA – Associação Guarujaense de Amparo à Vida, de Guarujá do Sul, na fronteira com a Argentina, dedica-se à proteção e revitalização da agredida Bacia Hidrográfica do Rio das Flores, que abrange 10 municípios da região. Mobilizou associações, capacitou 78 lideranças municipais e escolas de 22 municípios. Promove plantio de árvores, oficinas, trilhas ecológicas, passeios de barco e mutirões para retirar lixo do rio. Graças a esse trabalho, atualmente o Rio das Flores conta com milhares de guardiões.


Cases ganhadores sobre animais

O Brasil tem a segunda maior população de cães e gatos do mundo. Algo como 55 milhões e 500 mil animais. O descontrole da procriação indiscriminada tem se agravado nas grandes cidades brasileiras, com a proliferação de doenças de animais, acidentes, abandonos e maus-tratos. Graças ao incansável esforço de nosso jurado, o analista em planejamento e logística Halem Guerra, presidente do Instituto Ambiental Ecosul, essa categoria ganhou espaço no Prêmio Expressão.


1) Porto Alegre é a capital brasileira que registra o maior número de animais domiciliados por habitante. Estima-se que 500 mil animais estejam abandonados em suas ruas, o que corresponderia a um para cada três habitantes. Ela foi uma das primeiras cidades do país a criar uma Secretaria Especiais dos Direitos Animais (SEDA). Seu projeto Bicho Amigo, que protege também os cavalos, conscientiza a população através de palestras. A SEDA já esterilizou mais de 15 mil animais, faz cirurgias e feiras de adoção.


2) Em Blumenau, a Aprablu – Associação Protetora de Animais de Blumenau – mobiliza desde 2012 voluntários e convênios com clínicas veterinárias, para o controle populacional através de castrações cirúrgicas. Também realiza atendimento e vacinação de animais de famílias carentes ou abandonados. O projeto já contabiliza o significativo número de 730 cães e gatos esterilizados, 270 animais assistidos nas clínicas veterinárias e 380 animais doados para adoção.


3) Responsável pela administração de 175 quilômetros de estradas entre Curitiba e o litoral paranaense, a Ecovia Caminho do Mar, preocupada com o grande número de mortes de animais silvestres atropelados, organiza desde 2008 uma campanha de conscientização dos motoristas através de painéis, sonorizadores em locais de maiores índices de atropelamentos, adesivos, vídeos, feiras, jornais e tevês e fôlderes. Cercas e redutores de velocidade também fazem parte do programa.

                                                                                               
Outros cases vencedores

1) Nunca, em toda a história da humanidade, a quantidade de carbono foi tão alta na atmosfera. A última vez que a Terra viu essa quantidade de carbono foi há 15 milhões de anos. O planeta era de 3 a 6 graus mais quente do que hoje e o mar estava de 25 a 40 metros mais alto do que atualmente. O recorde evidencia o atual estado de paralisia das políticas de combate e mitigação das mudanças climáticas. O Grupo Bosch, um gigante mundial de tecnologia e serviços, sediado em Stuttgart, e com 11 fábricas no Brasil definiu a proteção ao clima como uma meta global e lançou o desafio de que todas suas unidades mundiais reduzam em 25% as emissões do gás até 2020. Um grupo multidisciplinar passou a monitorar o consumo de energia elétrica e a emissão de CO2 e a trocar equipamentos. Os resultados foram excelentes. Alguns setores tiveram redução de até 42% na emissão de gases e houve grande queda no consumo de energia.


2) A produção de arroz no sul de Santa Catarina é de quase um milhão de toneladas anuais e seus resíduos geram um enorme passivo ambiental. No passado era comum queimar a palha do arroz após a colheita, o que gerava a elevação do temível CO2 que ataca a camada de ozônio. Como a legislação não permite mais isso, passaram a enterrar a palha, que emite gás metano. Líder do setor privado de energia elétrica no Brasil, a Tractebel Energia tem na região o Complexo Jorge Lacerda. Em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, descobriu uma fórmula de queimar a palha de arroz junto com o carvão na usina e gerar 20% da energia com ela. Com isso evita a disposição de resíduos no meio ambiente e economiza carvão.


3) O ar-condicionado é fonte de conforto nos shopping centers, mas gera alto consumo de energia, água e produz gás que agride a camada de ozônio. Para amenizar o problema o Shopping Paulista, contratou a APS, empresa de Porto Alegre especializada em soluções de energia. Ela implantou uma nova central e equipamentos modernos. Deu certo. O shopping passou a economizar 46% de energia, consumo que daria para abastecer 1.725 residências e sua conta de energia caiu R$ 1,2 milhão ao ano. O consumo de água baixou 24 milhões de litros anuais. De quebra evitou a emissão de 70 toneladas anuais de CO2, o que equivale a 16.200 árvores plantadas.


4)
  Após quase 30 anos desenvolvendo apenas ações pontuais em relação ao meio ambiente, a gráfica Baumgarten de Blumenau criou um comitê de sustentabilidade, que entre outras ações, reduziu sua emissão de gases efeito estufa, o consumo de energia e água e o volume de resíduos.


5)
O Brasil é um dos campeões mundiais de resíduos sólidos. Um dos mais graves problemas ambientais são os resíduos da produção industrial que atulham aterros, alguns já saturados. A Tuper, de São Bento do Sul, com mais de 40 anos de atuação no mercado do aço, criou um programa de gerenciamento de resíduos que reduziu em 20% os entulhos que vão para o aterro, passou a reaproveitar 500 quilos anuais de papéis e recicla corretamente 98% de seus resíduos.


6)
Líder no mercado latino-americano de eletrodomésticos, a dona de marcas como Consul e Brastemp, a Whirlpool, com sede em Joinville, adotou em 2011 o Programa Zero Resíduos para Aterro, se comprometendo a eliminar o envio de resíduos para aterros industriais em duas etapas. Até 2014 a meta é alcançar a eliminação de todos os resíduos dos processos produtivos e até 2016 eliminar todos os resíduos gerados nas atividades de rotina da empresa. O poliuretano, que é a espuma utilizada para o isolamento térmico de refrigeradores, representa o maior volume entre os resíduos gerados e não havia tecnologia para sua reciclagem. Eles passaram a ser doados a parceiros da construção civil e fabricantes de peças decorativas. Desde o ano passado, o poliuretano da Whirlpool não vai mais para os aterros industriais, livrando-os de 500 toneladas anuais de resíduos e reduzindo os custos da empresa com o transporte deles.


7)
O câmpus de Gaspar, no Vale do Itajaí catarinense, vem se tornando referência entre as unidades do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – no que se refere às questões ambientais. Ele foi pioneiro na adesão voluntária ao Programa Agenda Ambiental na Administração Pública, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente. O Programa é dirigido a instituições da administração pública que optem por rever suas posturas, atitudes e práticas, consolidando uma agenda ambiental. Entre outras ações, recicla 110 quilos de resíduos semanais gerados pelo câmpus e 120 litros de óleo, usados depois na confecção de sabão.

 

8) O Brasil passa por um período energético complicado e dependendo das condições climáticas e do desperdício não se descarta a possibilidade de um racionamento. Ao identificar a necessidade de provocar a redução nos padrões de consumo junto a seus clientes, a RGE, uma companhia de energia com sede em Caxias do Sul e que atua em 246 municípios gaúchos, criou em 2010 a Caravana RGE, uma das maiores iniciativas nessa área no Sul do país, percorrendo comunidades que não têm acesso a ações culturais e educativas diferenciadas. Ele já percorreu 180 municípios até 2013 e atingiu cerca de 150 mil pessoas com ações que combinam arte, cultura, ciência e meio ambiente. Cerca de 7 mil professores foram capacitados no tema, em 2.399 escolas. Mais de 12 milhões de reais já foram investidos no projeto.


9)
O consumo de energia cresceu quatro vezes mais que o PIB brasileiro no último ano. A Celesc Geração decidiu aumentar em quase seis vezes a geração de sua Pequena Central Hidrelétrica Pery, sem causar impacto no Rio Canoas, em Curitibanos. Contratou a Prosul - Projetos, Supervisão e Planejamento, de Florianópolis, que com equipamentos e técnicas modernas poupou as águas do rio e a vegetação. Considerado um dos maiores projetos do atual governo catarinense, de cerca de R$ 130 milhões, ele trouxe mais energia ao estado, evitando danos ao meio ambiente.


10)
O Programa Parque Escola da Secretaria de Estado de Meio Ambiente paranaense promove ações educativas com participação das escolas estaduais nas Unidades de Conservação, envolvendo milhares de alunos e professores. Seu principal objetivo é a formação de novos valores na sociedade, com estímulo e orientação para a adoção de atitudes práticas e sustentáveis para a conservação da natureza. A partir das escolas, o objetivo é disseminar as práticas conservacionistas na sociedade. As ações incluem trilhas ecológicas, teatro, e já contaram com mais de 40 mil visitantes. Quase 4 mil técnicos foram formados e 38 mil famílias foram influenciadas por ações de educação ambiental.


11)
A paranaense Araupel foi a única empresa a conquistar dois troféus nesta vigésima primeira edição do prêmio. Na categoria Tecnologias socioambientais ganhou com o case da lavanderia móvel para a higienização de roupas e botas usadas na aplicação de herbecida, para evitar que funcionários levassem material contaminado para suas casas. Ela coleta os efluentes dessa lavagem em tanques, que depois são usados como caldas de defensivos agrícolas.


O outro case foi um dos mais elogiados pelo júri. Sua Reserva Particular do Patrimônio Natural Corredor do Iguaçu, uma área grande, de mais de 5 mil alqueires, protege fauna e flora da Mata Atlântica, considerada pela Unesco uma hotspot, ou seja, área de alta diversidade e ameaçada no mais alto grau. A reserva mantém uma das últimas faixas contínuas da mata e gera milhões de reais em ICMS Ecológicos para municípios que participam do projeto. Preserva 205 espécies da fauna, como os pumas e 12 mamíferos em extinção. Com ele ganhou o troféu na categoria Conservação de Recursos Naturais.


12)
O frigorífico catarinense Irmão do Valle, de Santa Cecília tinha problemas em suas lagoas de tratamento de efluentes, que tinham contato direto com o solo. E o gás metano produzido era disperso na atmosfera. Optou por usar tecnologia para evitar a contaminação do solo e seguiu usando o método biológico em seu tratamento. Porém inovou e passou a usar o gás produzido por seu método biológico para geração de energia, através da aquisição de um biodigestor. Deu certo. Ele passou a gerar 25 mil kilowatts por mês de energia, evitando poluição e reduzindo os custos do frigorífico.


13)
 Preocupada com a recomposição das áreas destinadas a Reserva Legal das propriedades de seus mais de 6 mil associados em mais de 25 municípios do Paraná e Goiás, a Cooperativa Cocari contratou alunos da Associação de Paes de Alunos dos Excepcionais de Mandaguari, sua sede no Paraná, para o plantio de mudas. Com apoio do Instituto Ambiental do Paraná, conseguiu sementes e estufas e já produziu quase 250 mil mudas de árvores nativas e nobres, como ipê, capixingui e guaritá. Elas são distribuídas aos associados, que assim conseguem alcançar as metas de reflorestamento exigidas pelo novo Código Florestal Brasileiro. De quebra ajudam na inclusão social dos alunos da APAE.


14)
Os associados da Copercampos, de Campos Novos, Santa Catarina, costumavam atirar os resíduos de sua produção avícola intensiva, sem maiores cuidados, no meio ambiente, especialmente a chamada cama de aviário. A cooperativa decidiu transformar essa cama avícola, agregando outros nutrientes, em fertilizante, o BioCoper. Desde que foi criado, em 2009, o projeto já resultou na venda de 6 mil toneladas de fertilizantes. O que antes eram resíduos poluentes, transformou-se em poderoso adubo, que aumenta a produção agrícola e a renda dos cooperados.


15)
O açaí, valorizado por suas qualidades nutritivas, virou moda no país a partir dos anos 80, mas exerceu grande pressão sobre o quase dizimado palmito-juçara, que gera a fruta. A ONG Ecovila São Josés usa uma área própria de 80 hectares nas proximidades do Parque Estadual do Rio Vermelho, em Florianópolis, para plantio de mudas e viveiros desse palmito. Com isso aumenta a renda de 25 famílias moradoras da região, enriquece a cobertura florestal e biodiversidade, disponibiliza alimentos para animais, organiza oficinas para a produção de polpa e frutos e dissemina a produção.


16)
Diante das dificuldades de se criar novas Unidades de Conservação de matas nativas em áreas extensas, devido aos poucos remanescentes significativos, o Instituto Ambiental do Paraná decidiu investir nas 58 unidades existentes. Seu diagnóstico mostrou que as espécies exóticas invasoras representavam grande ameaça à flora nativa. Seu projeto de manejo florestal já recuperou mais de 15 mil hectares.


17)
O cheirinho de churrasco e de outras comidas dificilmente seria associado a um problema ambiental. Mas foi exatamente isso que motivou o projeto desenvolvido pelo Tecpar. Em outubro de 2009, o instituto de tecnologia paranaense foi procurado pelo proprietário de um restaurante de Curitiba em busca de uma solução para o problema de emissão de odor e da fumaça liberada pela chaminé do seu estabelecimento. Depois de muito estudo, os técnicos acabaram por desenvolver uma solução sustentável e inovadora, partindo do conceito da fotossíntese e empregando microalgas para evitar a emissão de um dos vilões do efeito estufa, o dióxido de carbono. O fotobiorreator foi instalado no telhado. O trabalho rendeu uma patente, 10 trabalhos de conclusão de curso, e três dissertações de mestrado, além vários novos clientes com problemas atmosféricos. E muito churrasco, é lógico.


18)
Uma casa capaz de purificar o ar poluído gerado por 12 carros. Ou de purificar o ar numa proporção equivalente a uma área florestada do tamanho de um campo de futebol. O que parece ficção é o que possibilita a revolucionária tecnologia que a Eliane, de Cocal do Sul, Santa Catarina foi buscar no Japão. Assim como as plantas aproveitam a luz solar para realizar a fotossíntese, o Hydrotect, permite que os revestimentos cerâmicos atuem da mesma maneira. Outro projeto da empresa também rendeu a premiação, a Fachada Ventilável, um conceito que permite a circulação do ar nas fachadas de prédio, melhorando as condições térmicas das edificações e reduzindo significativamente o consumo energético com o uso de ar-condicionado e facilitando o trabalho de limpeza. Além disso contribui para a redução do consumo e do desperdício de materiais na obra.

Fonte: Editora Expressão.




Últimas notícias
Envio de Matérias
Portfólio editorial
Cadastro
Siga-nos no facebook

ENDEREÇO

Caixa Postal 21725
CEP 88058-970
Florianópolis - SC

CONTATO

expressao@expressao.com.br
Fone: (48) 3222-9000

Facebook Editora Expressão Twitter Editora Expressão SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS


Copyright © 2014 Editora Expressão. Todos os direitos reservados.