22/11/2016 Oficina elabora plano de controle do javali

Oficina elabora plano de controle do javali

Sem predadores naturais, os javalis se reproduzem rapidamente.
Foto:
Paulo Araújo/MMA.

Evento ocorre durante esta semana em Brasília. Espécie exótica se alastrou pelo país, causando prejuízos ao meio ambiente e às lavouras. MMA e Ministério da Agricultura buscam solução

 

Brasília (22/11/2016) – Durante toda esta semana (21 a 25), ocorre, em Brasília, a oficina de elaboração do Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali (Sus scrofa) em Estado Asselvajado no Brasil (Veja abaixo, no Serviço, o endereço do local da oficina).

O javali é uma espécie exótica que causa desequilíbrio ao meio ambiente e prejuízos às lavouras de pequenos agricultores. Sem predadores naturais, se reproduz rapidamente e logo desenvolve populações numerosas.

Os animais, importados pelo Brasil nos anos 1990 da Europa e do Canadá para criadouros no Rio Grande do Sul e São Paulo, foram soltos ou fugiram e têm se alastrado pelo país, chegando à Bahia e ao Tocantins. Atualmente, estão presentes em 13 estados brasileiros.


A oficina é organizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e suas vinculadas – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Participam do encontro representantes de órgãos federais e estaduais de meio ambiente e agricultura, exército e organizações não governamentais de defesa dos animais.

Pressão


Segundo o diretor de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Ugo Eichler Vercillo, do ponto de vista ambiental, o javali ocupa nichos ecológicos de outras espécies, reduzindo a oferta de alimentos e aumentando a pressão sobre o habitat, ao pisotear plantas e nascentes de rios.

“Precisamos atuar de forma mais holística frente ao problema, para ter uma ação efetiva”, diz Ugo. O que fazer com as carcaças dos animais em grandes abates? Como atuar para controlar a espécie, evitar que se disperse ainda mais? Essas são algumas das perguntas que os participantes da oficina tentarão responder.

Manejo

Hoje, o manejo é feito por meio da caça, autorizada pela Instrução Normativa do Ibama 03/2013, que decerta a nocividade do javali e dispõe sobre o seu manejo e controle. Armadilhas são utilizadas na captura da vara inteira (o coletivo de javalis).

O coordenador geral de Inteligência e Estratégia do Ministério da Agricultura, Jorge Caetano, afirma que além de ser uma ameaça para a agricultura, o javali pode ser um vetor transmissor de doenças. “O material coletado de um javali tem uma importância epidemiológica muito grande, pois esses animais frequentam amplas áreas geográficas. O que se detecta em seu sangue corresponde a uma área considerável do território brasileiro”.

O coordenador geral de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama, João Pessoa, explica que os “manejadores” (caçadores) são cadastrados no órgão e entregam relatórios trimestrais. “Essa oficina é importantíssima para definir as competências de cada ente. Javali não é um problema só ambiental”.

Serviço:

A oficina sobre o plano de controle do javali ocorre, de manhã e à tarde, diariamente, na 505 Norte, Bloco B, edifício Marie Prendi Cruz, auditório do subsolo. No local, funciona a Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA

Comunicação ICMBio – (61) 2028-9280 – com Ascom do MMA (Letícia Verdi) – (61) 2028-1227

Fonte: ICMBio.




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