23/03/2017 Uso inteligente de recursos naturais poderia injetar US$ 2 tri na economia até 2050, diz ONU

Uso inteligente de recursos naturais poderia injetar US$ 2 tri na economia até 2050, diz ONU

A energia geotérmica é convertida em eletricidade e usada para aquecer estufa de plantação de tomates e pimentas na Nova Zelândia.
Foto:
ONU/Evan Schneider.

A ONU informou na semana passada (17) que o uso mais inteligente e eficiente dos recursos naturais do mundo atualmente poderia injetar 2 trilhões de dólares na economia global até 2050 e compensar os custos de uma ação ambiciosa contra a mudança climática.

 

A ONU informou na semana passada (17) que o uso mais inteligente e eficiente dos recursos naturais do mundo atualmente poderia injetar 2 trilhões de dólares na economia global até 2050 e compensar os custos de uma ação ambiciosa contra a mudança climática.

 

Em comunicado à imprensa, o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, citou uma nova pesquisa do chamado Painel Internacional de Recursos, um grupo de especialistas de gestão de recursos naturais ligado à agência da ONU.

 

De acordo com estimativas, a população mundial deve crescer 28% até 2050 e usar 71% mais de recursos por pessoa. Sem medidas urgentes para aumentar a eficiência, o uso global de metais, biomassa, minerais e outros materiais vai subir de 85 bilhões para 186 bilhões de toneladas por ano no mesmo período.

 

O relatório “Eficiência de Recursos: Potencial e Implicações Econômicas”, de 2015, aponta que o investimento em uma ação climática ambiciosa causaria uma queda de 3,7% na PIB global per capita até 2050.

 

No entanto, segundo o documento, o uso mais sustentável de materiais e energia não apenas cobriria o custo de manter o aquecimento global abaixo dos 2 graus Celsius, mas também adicionaria 2 trilhões de dólares na economia global até 2050.

 

“Fazendo um uso melhor dos bens naturais do planeta, é possível injetar mais dinheiro na economia para criar empregos e aprimorar meios de subsistência, além de criar os fundos necessários para financiar uma ação climática ambiciosa”, acrescentou Solheim.

 

Outras conclusões apontam para ganhos econômicos assimétricos pela eficiência de recursos e extração mais lenta que afetaria algumas indústrias como mineração e extração.

 

Além dos benefícios econômicos, a análise mostra que a eficiência e ação climática reduziriam o uso global de recursos em cerca de 28% em 2050 em comparação com tendências atuais.

Fonte: ONU Brasil.



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