23/05/2017 Conheça os vencedores do Prêmio da Biodiversidade

Conheça os vencedores do Prêmio da Biodiversidade

Cerimônia de entrega em Brasília. Foto: Gilberto Soares/MMA.

Sete iniciativas que atuam na proteção das espécies brasileiras receberam o reconhecimento do Ministério do Meio Ambiente. 

 

Reconhecimento ao esforço e à dedicação de iniciativas que se destacam por buscarem a melhoria do estado de conservação das espécies da biodiversidade brasileira. Esse foi o resultado da segunda edição do Prêmio Nacional da Biodiversidade, realizado na noite dessa segunda-feira (22/05), em Brasília. 

 

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Para o secretário de Biodiversidade do MMA, José Pedro de Oliveira Costa, o prêmio é um instrumento de conservação. “Todo o ministério ficou muito satisfeito de ver o alto nível do trabalho que tem sido feito no Brasil para a proteção da biodiversidade. Os trabalhos que foram selecionados são de enorme importância, de grande relevância e eram praticamente desconhecidos. Então a gente quer, não só dar um reconhecimento, mas também divulgação e mostrar que é possível fazer as coisas”, afirmou o secretário.

 

Sete iniciativas receberam o troféu do Prêmio Nacional da Biodiversidade nas categorias Academia, Empresas, Imprensa, Ministério do Meio Ambiente, Órgãos Públicos e Sociedade Civil, além do prêmio especial Júri Popular. A seguir, conheça um pouco mais sobre os vencedores.

 

ACADEMIA

 

O projeto vencedor na categoria Academia tem contribuído para a conservação do cervo-do-pantanal, com o aumento da variabilidade genética da espécie ao conectar a população de cativeiro com populações de vida livre. As ações do Programa de Conservação do Cervo-do-Pantanal, do Núcleo de Pesquisa e Conservação de Cervídeo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), resultaram no primeiro programa de conservação “ex situ” (fora do lugar de origem) genuinamente brasileiro. 

 

O professor José Maurício Barbanti Duarte agradeceu aos parceiros e disse que o prêmio é fruto de trabalho de muitas pessoas. “O cativeiro é muito criticado no Brasil, onde muitos zoológicos e criadouros enfrentam sérios problemas. Gostaria de dizer que esse é um potencial para que a gente consiga dar alguma atenção maior na contribuição de populações naturais. Agradeço imensamente a todos os zoológicos, a todos os criadouros. Esse prêmio é também deles”, reforçou. 

 

EMPRESAS

 

A iniciativa Legado das Águas, da Reservas Votorantim, foi a vencedora na categoria Empresas. O projeto tem como objetivo a conservação de toda a biodiversidade abrangida pelos 31 mil hectares da Reserva, além da proteção de serviços ecossistêmicos e da paisagem. O programa conserva os recursos hídricos e contribui para o desenvolvimento das comunidades locais, pesquisas e projetos de conservação na Mata Atlântica. 

 

“O Legado das Águas se propõe a ser um modelo de sustentabilidade de fato. Estamos nos esforçando muito para fazer com que essa área se torne uma reserva sustentável. Dentro desse tripé, o econômico está começando, este ano, a gerar os primeiros recursos para manutenção da própria área. Mais do que isso, o programa já é um sucesso em função da questão da pesquisa cientifica desenvolvida até agora. Temos resultados impressionantes com o trabalho desenvolvido com as comunidades que também vem crescendo”, destacou David Canassa, gerente geral de Sustentabilidade do Grupo Votorantim. 

 

IMPRENSA 

 

Reportagem do jornalista Herton Escobar, publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, foi a vencedora na categoria Imprensa. A matéria retrata o problema da defaunação da Mata Atlântica e discute causas e consequências para o futuro do bioma. 

 

Em seu discurso, Escobar ressaltou que trabalha há quase 20 anos com jornalismo cientifico e ambiental. “Essa reportagem é, sem dúvida, uma das que moram no meu coração. Uma das minhas mais queridas. Trata de duas coisas que eu sou apaixonado: Mata Atlântica e biodiversidade”, disse. 

 

O jornalista parabenizou o MMA e órgãos envolvidos pela criação do prêmio. Segundo ele, “falta esse incentivo para a imprensa dar mais atenção ao tema”.

 

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE 

 

Os Planos de Ação Nacional para a Conservação da Biodiversidade (PAN), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foram os vencedores na categoria Ministério do Meio Ambiente. 

 

A iniciativa tem por objetivo estabelecer uma ferramenta para a construção de políticas públicas de conservação de espécies da fauna ameaçadas de extinção e do patrimônio espeleológico. Os PANs atualmente protegem 478 espécies e envolvem mais de 800 instituições nacionais e internacionais.

 

Ricardo Soavisnki, presidente do ICMBio, e Marcelo Marcelino, diretor de Pesquisa, Avaliação, e Monitoramento da Biodiversidade do Instituto, receberam o prêmio em nome de todos os servidores e parceiros do programa. Segundo Marcelino, hoje existem 49 planos de ação, totalizando quase 500 espécies. “O que significa que não chegamos nem na metade do caminho. Tem muita coisa para fazer ainda. A conservação se faz com muitas mãos e esse prêmio é o reconhecimento de muitas mãos. As mãos dos nossos colegas, da nossa equipe e de um número enorme de parceiros que fazem esses planos de ação. Tenho a honra de estar aqui representando essa legião de soldados em nome da conservação da biodiversidade brasileira”, disse. 

 

Soavinski lembrou que o ICMBio é responsável pelo conjunto de unidades de conservação federais (300, atualmente) que representam quase 9% do território nacional. “São muitos servidores e colaboradores. Gostaria de expressar aqui a dedicação de todo esse time e dizer que o nosso desafio, creio que todos que estão aqui conhecem muito bem, é enorme”, ressaltou. 

 

ÓRGÃOS PÚBLICOS 

 

Na categoria Órgãos Públicos, o prêmio ficou com o programa Saúde Silvestre e Inclusão Digital, da Fundação Oswaldo Cruz. A iniciativa tem como objetivo monitorar a fauna silvestre brasileira em tempo real e com a participação da sociedade por meio de aplicativo móvel. Os resultados podem ser utilizados para a modelagem de alertas precoces e previsão de doenças, avaliação de impactos sobre espécies ameaçadas e gestão de unidades de conservação. 

 

“Nós somos uma instituição de saúde e esse projeto é fruto de uma parceria de conservação da biodiversidade com a melhoria da qualidade de vida de todas as pessoas e de todas as espécies. Gostaria de lembrar a todos que toda essa conjuntura faz com que a gente aposte na integração de forças entre diversas iniciativas e políticas públicas. Queria dizer para vocês que biodiversidade faz bem para a Saúde”, afirmou Marcia Chame, coordenadora do Centro de Informação em Saúde Silvestre e do Programa Institucional Biodiversidade & Saúde da Fundação.

 

SOCIEDADE CIVIL 

 

Na categoria Sociedade Civil, a Associação de Pesquisa e Conservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) foi a vencedora com o Projeto Periquito Cara-Suja, que tem como objetivo evitar a extinção da espécie. Com as ações de proteção, foi possível melhorar o status de conservação do periquito, que passou de Criticamente Ameaçada (CR) para Em Perigo (EN), e contribuir para a conservação de outras 29 espécies ameaçadas.

 

O representante da associação Fábio de Paiva Nunes se disse surpreso ao receber a premiação. “Concorremos com iniciativas muito boas. É um trabalho muito duro e a sociedade civil tem que se desdobrar para continuar os projetos. A gente faz por vocação”, afirmou. Nunes acrescentou que esse foi o primeiro reconhecimento público que a iniciativa teve: “É muito emocionante estar aqui e eu gostaria de agradecer”, finalizou.

 

JÚRI POPULAR – Prêmio Especial 

 

Todas as iniciativas concorreram, ainda, na categoria especial Júri Popular. O programa vencedor, “Dois papagaios ameaçados da Floresta com Araucárias: um esforço de conservação comum”, parceria da Associação dos Amigos do Meio Ambiente (AMA) e da Universidade de Passo Fundo (UPF), no Rio Grande do Sul, recebeu mais de 20 mil votos.

 

Com quase 25 anos de estrada, a iniciativa atua pela conservação da natureza, com foco em pesquisa e educação ambiental para a conservação da Floresta com Araucárias e sua biodiversidade, representada pelos papagaios-de-altitude (charão e peito-roxo).

 

Nêmora Pauletti Prestes, do Instituto de Ciências Biológicas da UPF e uma das coordenadoras do projeto, emocionou-se ao receber o prêmio. “É um esforço de 25 anos e lutamos em prol da conservação de um ecossistema, de um bioma que é a Floresta com Araucárias. Conservando os dois papagaios estaremos conservando também toda a biodiversidade dessa floresta”, destacou.

Fonte: Renata Meliga - Ministério do Meio Ambiente.




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