23/07/2013

Nova tendência na indústria, o ecodesign pensa o produto do início ao fim do seu ciclo de vida

"A indústria catarinense vem ampliando gradativamente investimentos em sustentabilidade e na preservação da natureza", disse Côrte
Foto: Ivonei Fazzioni

 

Blumenau - Pensar o produto, em todo o seu ciclo de vida (criação, produção, distribuição, uso e descarte), com a perspectiva ambiental. Essa é a premissa essencial do ecodesign, um modelo de gestão que vem sendo desenvolvido na Universidade Autônoma de Barcelona (UAB). O tema foi apresentado na noite desta segunda-feira, 22, em Blumenau, pelo pesquisador da UAB Joan Rieradevall Pons, na abertura do Workshop Internacional SENAI Ambiental, promovido pelo Sistema FIESC.

 

"O ecodesign tem uma visão global integrada, dos materiais usados do produto, como aperfeiçoar a produção, melhorar a logística de distribuição, o uso e a gestão final (descarte ou reciclagem)", afirmou o pesquisador espanhol. Ele citou como exemplos a desmaterialização (a carta substituída pelo e-mail), a multifunção (um celular que serve como máquina fotográfica e despertador, entre outras funções), redução de volumes para o transporte, reciclagem, entre outros aspectos. Para Joan Rieradevall Pons, esta perspectiva de produção, além da preservação de recursos ambientais, torna o produto mais competitivo, tendo em vista que pressupõe a redução de custos e racionalização do uso dos recursos naturais.

 

O pesquisador destacou que "o ecodesign é um motor da inovação" ao salientar que a concepção de um produto a partir da filosofia do ecodesign prevê conhecer todas as etapas do ciclo de vida de um produto, ouvindo os especialistas das diversas áreas. Pons relatou que durante o desenvolvimento do projeto de uma bicicleta à prova de furtos, os designers da UAB resolveram entrevistar um ladrão de bicicletas. Este revelou que uma das formas do crime consistia em fixar um segundo cadeado nas bicicletas no estacionamento. Quando o proprietário saia para pedir ajuda, o ladrão tinha facilidade em apanhar o produto, sem esforço.

 

"O workshop ambiental tem o objetivo de conscientizar, despertar e provocar o debate sobre questões relacionadas ao desenvolvimento da indústria de maneira equilibrada com o meio ambiente", destacou o presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte. "A iniciativa integra o Plano de Sustentabilidade do Sistema FIESC, que tem mais de 60 propostas de ações concretas", afirmou. Côrte salientou que, conforme pesquisas anuais da FIESC, "a indústria catarinense vem ampliando gradativamente investimentos em sustentabilidade e na preservação da natureza".

 

O diretor regional do SENAI/SC, Sérgio Roberto Arruda, lembrou que a realização do workshop ambiental tem a função de definir o modelo de negócio do Instituto SENAI de Tecnologia Ambiental, que será implantado em Blumenau. A mesma estratégia é adotada para a implantação de outros seis institutos de tecnologia e três de inovação, previstos para Santa Catarina. "Queremos ouvir as necessidades das indústrias para definir os equipamentos, laboratórios e formas de ação dos institutos", salientou.

 

Segundo Arruda, a instituição já vem realizando, e vai ampliar com o novo instituto, ações de apoio ao desenvolvimento de políticas ambientais por parte das indústrias. "Estamos conscientizando as empresas quanto ao fortalecimento de marca e melhoria de processos, com a reutilização de produtos", comentou. "Por meio de serviços metrológicos e consultorias, o SENAI motiva a indústria a desenvolver produtos e processos com uma perspectiva ambiental e que contribuem para aumentar as vendas, o reconhecimento da marca e a capacidade de produção".

Fonte: Ivonei Fazzioni - Assessoria de Imprensa do Sistema FIESC




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