23/08/2013

FIESC debate agenda permanente de atenção à educação no Brasil

Hydnéa Barreto, em conversa com os participantes
Foto: Heraldo Carnieri

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) promoveu nesta quinta-feira (22) encontro com alunos e entidades ligadas à educação para discutir ações de promoção do tema no cenário nacional. A ação faz parte de uma série de atividades da Educação para o Mundo do Trabalho, uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com as Federações de Indústrias de todos os Estados. Além disso, está alinhada ao Movimento A Indústria pela Educação, promovido pela FIESC desde 2012, para estabelecer uma agenda permanente de ações para a melhoria da educação no País.

De acordo com o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, a educação é desafio de todos. "Elegemos a educação como nossa bandeira e, com isso, a responsabilidade por contribuir com a mudança desta realidade, por meio do esforço de todos. Dessa forma, a competitividade e a produtividade na indústria serão elevadas. Tenho certeza de que estamos criando um novo País", afirmou aos participantes do encontro.

Para o diretor de operações do SENAI, entidade da FIESC, Antônio Carradore, discutir a qualidade da educação deve ser prioridade. "A melhoria da qualidade da educação exige esforço conjunto para evoluir num processo que é irreversível. Os indicadores nos mostram isso", salientou durante a abertura do encontro. "Santa Catarina já está num movimento semelhante, capitaneado pela FIESC e alinhado à ação da CNI. Pretendemos contribuir para uma mobilização nacional, ampliando a discussão e envolvendo diversos atores da sociedade na reflexão do tema", completou.

Os trabalhos foram conduzidos pela especialista de negócios sociais da CNI, Hydnéa Barreto, que alertou para a urgência da ação. "A escolaridade do brasileiro aumentou muito nos últimos 20 anos, mas o investimento em ampliação do acesso à educação não veio acompanhado da qualidade. Precisamos agir no sentido de auxiliar o poder público a solucionar esta questão. Qualquer mudança em educação leva o tempo de uma geração, ou seja, cerca de 25 anos", salientou.

Por que mudar?
Segundo pesquisa da CNI realizada em 2011, pelo menos dois terços da indústria são afetados pela falta de trabalhadores qualificados, atingindo todas as áreas e categorias profissionais, com maior intensidade na área de produção, sobretudo operadores e técnicos. O nível educacional é um dos principais fatores que impactam na modernização e na competitividade.

"Precisamos qualificar nossos trabalhadores. Do contrário, continuaremos a regredir na participação no PIB. Já tivemos 19,2% e hoje somos responsáveis por 14,6%. Ou teremos uma indústria de ponta, para competir no mercado internacional, ou voltaremos a ser um país que vende apenas commodities", afirmou Hydnéa.

A indústria já percebe a necessidade de investir na qualificação dos seus colaboradores. "Pela primeira vez a educação apareceu em pesquisa do mapa da indústria como a principal preocupação do industrial. 52% apontam que a má qualidade da educação básica é uma das principais dificuldades para qualificar os trabalhadores", disse Hydnéa. Os 29 participantes do encontro trabalharam em grupos distintos e elaboraram ações que serão avaliadas pela CNI e poderão compor a agenda nacional.

Fonte: Elida Hack Ruivo / Assessoria de Imprensa da FIESC




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