26/05/2016 OMS: Zika é resultado de políticas desastrosas que levaram ao abandono do controle de mosquitos

OMS: Zika é resultado de políticas desastrosas que levaram ao abandono do controle de mosquitos

O zika vinha sendo encarado apenas como doença leve, mas a suspeita associação dele com quase 5 mil casos suspeitos de crianças com malformação congênita, apenas no Brasil, é alarmante. Foto: Portal Brasil.

Durante abertura de Assembleia Mundial da Saúde, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, destacou que epidemia do vírus ‘revelou incapacidade de certos países em propor acesso universal a serviços de planejamento familiar’. Saúde reprodutiva e controle de vetores devem estar no centro das estratégias de resposta à doença.

 

“A epidemia de zika revelou a incapacidade de certos países em propor acesso universal a serviços de planejamento familiar”, além de ser o resultado de uma política “desastrosa” que levou ao abandono do controle de mosquitos nos anos 1970.

 

A conclusão é da diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, que destacou nesta segunda-feira (23), durante abertura da 69ª Assembleia Mundial da Saúde, que a América Latina e o Caribe são as regiões com maior proporção de gravidezes indesejadas em todo o mundo.

 

O surto da doença – possivelmente associada a um aumento no número de casos de microcefalia e outras condições neurológicas – revelou “falhas nas respostas coletivas” de saúde, que envolvem demandas de saúde reprodutiva e contenção de vetores.

 

“Para proteger as mulheres em idade fértil, o que nós podemos fazer? Oferecer aconselhamento: evitar picadas de mosquitos, atrasar a gravidez, não viajar para as regiões afetadas”, alertou Chan.

 

A diretora ressaltou ainda que, ao lado da zika, o atual reaparecimento da dengue e a ameaça crescente da chikungunya são fruto da negligência em controlar populações de mosquitos como o Aedes aegypti.

 

No contexto da epidemia de zika, a OMS tem solicitado aos países que garantam às mulheres acesso pleno a serviços de saúde reprodutiva, como contracepção, informação e interrupção da gravidez.

 

Assembleia vai discutir até sábado (28) desafios globais de saúde

 

Nesta segunda-feira (23), teve início a 69ª Assembleia Mundial da Saúde, que vai reunir até o próximo sábado (28) ministros e autoridades de saúde de 194 países. Cerca de mil delegados são esperados no fórum – órgão máximo de tomada de decisões da OMS.

 

Entre as pautas dos debates, estão a resposta da agência da ONU a emergências, o cuidado da saúde ao longo da vida, as estratégias para o enfrentamento de doenças transmissíveis como a hepatite viral e a AIDS, a contaminação ambiental e a resistência de bactérias.

 

Representantes de cada nação também discutirão a escassez global de medicamentos e o acesso seguro das crianças a essas drogas. Reformas da OMS, seu orçamento e o relacionamento da organização com atores não estatais serão ainda outras questões que devem ser abordadas durante a Assembleia.

 

A região das Américas estará presente com representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), liderados pela diretora regional Carissa F. Etienne. Também participarão do evento as delegações de cada país que lideram as respectivas autoridades nacionais de saúde.

 

A OPAS apresentará informações sobre a resposta ao surto do vírus zika nas Américas, assim como outros materiais que explicam seu trabalho nos mais distintos temas de saúde.

 

Durante a Assembleia, delegações receberão informações técnicas sobre como fortalecer a segurança em saúde por meio da implementação do Regulamento Sanitário Internacional. O encontro deve discutir ainda um plano de ação sobre violência e saúde e saúde dos imigrantes, além de promover debates sobre políticas públicas de saúde sobre uso de drogas.

 

Delegações das Américas promoverão encontros em paralelo à Assembleia para debater temas que vão desde o papel de mulheres e adolescentes na eliminação da AIDS, até uma mesa-redonda sobre a resposta à dengue, intervenções bem-sucedidas para acelerar a prevenção e o controle de doenças não transmissíveis até 2030 e o fortalecimento e a qualidade dos serviços de saúde para alcançar a cobertura universal.

Fonte: ONU Brasil.




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