26/08/2014

População de borboletas Monarca desaba nos EUA e ambientalistas pedem socorro

Foto: Ann Heisenfelt/AP.

Noventa por cento das borboletas Monarca morreram nos últimos 20 anos nos Estados Unidos e seu declínio é tão acelerado que uma coalizão de grupos de saúde e meio ambiente solicitou no dia 26/8 (terça-feira) que sejam incluídas na lista de espécies protegidas.

A causa do rápido desaparecimento dos insetos é a destruição das asclépias, plantas da qual se alimentam e onde se criam, devido, em grande parte, a herbicidas como o Roundup, usado em cultivos de milho e soja transgênicos da Monsanto no meio-oeste americano, explicaram os grupos em uma petição enviada ao Serviço de Vida Selvagem e Pesca dos Estados Unidos.

Outros fatores que explicariam a abrupta diminuição da população destas borboletas de cor preta e alaranjada são os parasitas, as mudanças climáticas e a perda de seu hábitat natural.

"As Monarcas estão desaparecendo rapidamente, o que pode levar à sua extinção. E as ameaças que enfrentam são tão grandes que a lei de proteção deve ser aplicada o mais rápido possível, pois ainda há tempo de reverter seu declínio", disse Lincoln Brower, especialista em borboletas Monarca, as quais estuda desde 1954.

As borboletas Monarca são encontradas em todos os Estados Unidos, assim como em algumas partes do Canadá e do México. A petição indica que, nas últimas duas décadas, elas perderam mais de 66 milhões de hectares de habitat - área do tamanho do Texas - e isto inclui quase um terço de sua zona de reprodução.

"Incluí-las na lista (de espécies ameaçadas) tornará ilegal matar borboletas Monarca intencionalmente ou modificar seu habitat sem permissão", anunciou em comunicado o Centro para a Diversidade Biológica e o Centro para a Segurança Alimentar.

"Também levará a uma designação e proteção do 'habitat crítico' para ajudar na recuperação abundante das populações de Monarca", acrescentou.

Desconhece-se o número exato de borboletas Monarca e suas populações flutuam ano após ano, explicou o grupo.

"Alguns testemunhos sugerem que as Monarcas eram muito abundantes no século XIX. Um observador das migrações de Monarcas no Vale do Mississippi, na década de 1850, relatou ter havido tantas Monarcas que elas formavam uma nuvem que escurecia o céu", destacou o comunicado.

"Uma testemunha na Califórnia relatou três galhos que se quebraram devido ao peso de tantas Monarcas juntas", acrescentou.

Diferentes estudos feitos nas últimas duas décadas sugerem "um abrupto e estatisticamente significativo declínio de quase 90%" da população dos insetos, destacou.

O próximo passo é que o Serviço de Vida Selvagem e Pesca emita uma "investigação de 90 dias" sobre a petição para ver se há informação suficiente que justifique a proteção destas borboletas. Se isso acontecer, seria feita uma revisão adicional de um ano para analisar a situação.

Fonte: UOL / AFP (Em Washington).




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