26/11/2014 Solar: a energia que transforma vidas

Solar: a energia que transforma vidas

A renda obtida através da venda da energia solar poderá ser usada para a melhoria das áreas públicas, como transformar o quiosque vazado em centro comunitário. Foto: Greenpeace/Carol Quintanilha.

Conheça o projeto de energia solar que mudou a vida em condomínios populares.

 

Mulheres levantando escadas, subindo ao telhado e carregando um tanto de painel que ninguém sabia pra que era, virou uma cena rotineira no cotidiano dos condomínios Praia do Rodeadouro e Morada do Salitre, em Juazeiro, Bahia.

 

Em fevereiro de 2014 o projeto piloto no sertão baiano - nascido da parceria entre a Caixa Econômica Federal e a empresa Brasil Solair - instalou nove mil painéis solares em mil casas do programa Minha Casa Minha Vida, além de três aerogeradores de energia eólica. A energia limpa e renovável é distribuída na rede elétrica comum e vendida no mercado livre.

 

A participação popular na montagem da miniusina solar foi fundamental para a união dos moradores, já que pessoas dos mais diversos lugares chegam para viver nos condomínios populares. 

 

“A autoestima da comunidade aumentou surpreendentemente, sobretudo entre as mulheres que têm filhos e não podiam trabalhar fora. Além de aprenderem um novo ofício, são elas que recebem o dinheiro da renda e decidem onde a família deve investir”, explica Jean Aragão, técnico de manutenção da Brasil Solair.

 

O destino de 60% da renda cai diretamente na conta das famílias. 30% vai para um fundo de investimento e 10% para a manutenção dos painéis. 

 

No dia do pagamento, R$ 123,00 entravam na conta de cada uma das famílias beneficiadas (o valor oscila de acordo com o preço da energia no mercado). No fim da tarde, Marinalva Rodrigues chegava em casa sorridente e cheia de sacolas: “Comprei iogurte, queijo e Toddynho para meus filhos, além de bolinhas para a árvore de Natal. Vou montar meu presépio”, contou.

 

O destino dos 30% que vai para o fundo de investimento é assunto até na rádio local. A intenção das síndicas de usar o dinheiro para melhorias das áreas comuns – como a construção de creche, lombadas, postos médico e policial e um centro comunitário – não é aceita por muitos moradores, que preferem investir a verba em gastos pessoais.

 

“Fazemos um apelo aos moradores para que pensem a longo prazo. Investir em um centro comunitário onde podemos oferecer cursos aos nossos jovens, por exemplo, significa prepará-los para o mercado de trabalho”, explica Gilsa Oliveira, síndica do Morada do Salitre.

 

É o que mais deseja Neide Silva, a personagem principal do 5º episódio da minissérie Linhas - ligando os pontos das energias do Brasil elaborada pelo Greenpeace. Aos 43 anos, mãe de oito filhos e sem ter tido a oportunidade de estudar, ela encontrou nos painéis fotovoltaicos a chance de trabalhar com o que gosta e montar sua microempresa. Assista! 

 

 

Fonte: Greenpeace.




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