27/06/2014

PNUMA e príncipe Albert II de Mônaco alertam sobre degradação dos oceanos

Foto: Paul Mauricio/Scripps Institution of Oceanography, UC San Diego (via UNESCO).

Durante as reuniões de alto nível da Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA), esta semana, o Príncipe Albert II, de Mônaco, anunciou na última quinta-feira (26) sua entrada na Comissão Oceânica Global, organização de líderes mundiais que trabalha para conservação dos oceanos.


Mais de 100 ministros de meio ambiente estão presentes na sede do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), no Quênia, para debater temas-chave para o meio ambiente global.


“Os ecossistemas marinhos oferecem uma série de serviços importantes à humanidade, assegurando meios de vida em todo o planeta. No entanto, as ameaças aos oceanos serão cada vez mais intensificadas com o crescimento populacional. A comunidade internacional deve se basear no Futuro que Queremos, documentoadotado na Rio+20, e aproveitar a oportunidade para estabelecer uma ‘economia azul’. Não há desenvolvimento social e econômico sem mares resilientes e produtivos”, afirmou Albert de Mônaco.


Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do PNUMA, reforçou que a adesão dos governos a iniciativas de governança dos oceanos – como o Programa de Mares Regionais do PNUMA, que completa 40 anos em 2014 – é fundamental para reverter a degradação dos mares.


“Apesar de sua relevância para a economia, os oceanos não são recursos infinitos. Há evidências que estamos no limiar de causar mudanças ambientais irreversíveis. É tempo de a comunidade internacional adotar uma economia baseada nos oceanos, que dê o valor adequado aos os serviços que eles provêm. O Programa de Mares Regionais do PNUMA oferece um arcabouço para que países vizinhos possam trabalhar juntos e reverter o dano causado”, alertou Steiner. O Programa de Mares Regionais do PNUMA une 18 convenções e planos de ação regionais para mobilizar governos em iniciativas de proteção dos ecossistemas marinhos.


Cerca de 350 milhões de empregos estão relacionados com os oceanos, enquanto 40% da população mundial mora a menos de 100 quilômetros de distância dos mares. Ainda assim, as atividades humanas comprometeram cerca de 20% dos mangues e 30% dos sargaços no mundo, além de afetar 60% dos recifes de corais.


Outras ações resultaram em mais de 500 “zonas mortas”, pobres em oxigênio, que cobrem 245 mil quilômetros quadrados. Emissões de gases de efeito estufa e o aumento do nível do mar coloca em risco a existência de alguns estados insulares.


Fonte: ONU Brasil.




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