27/06/2018 Seis razões por que o oleoduto na América do Norte é uma furada

Seis razões por que o oleoduto na América do Norte é uma furada

 

Empresas petrolíferas norte-americanas querem construir oleodutos gigantescos indo das areias betuminosas do Canadá até os Estados Unidos, ameaçando terras indígenas e a qualidade da água e o clima, que afeta a todos nós, inclusive aqui no Brasil.

 

Eles querem fazer você acreditar que estes projetos são seguros e vantajosos, inclusive até já processaram a nós e outros parceiros que ousaram falar o contrário. Mas nós não vamos nos calar, então aí vão 6 razões do porquê oleoduto é uma furada:

 

1 - Ameaça povos indígenas

 

As comunidades indígenas norte-americanas, direta ou indiretamente, estão ameaçadas pela construção de um oleoduto em suas terras, seu território tradicional. Os oleodutos KeyStone XL, Transmountain e Bayou Brigde atravessam comunidades e territórios indígenas. Essas propostas são, por vezes, feitas sem o consentimento necessário das comunidades locais, violando a soberania e os direitos indígenas. Estes oleodutos ameaçam ainda o fornecimento de água e lugares de enorme importância cultural. As comunidades indígenas estão na linha de frente para impedir a construção dos oleodutos. Nós apoiamos essa resistência aos projetos de infraestrutura para combustíveis fósseis.

 

2 - Péssimo para o meio ambiente

 

 

Já está bem documentado que os oleodutos vazam regularmente. Nesta última década, 34 MILHÕES de galões de líquidos perigosos vazaram de oleodutos apenas nos EUA. Esses novos oleodutos propostos apresentam um risco irreversível de danificar o solo e o abastecimento de água que comunidades de todo o país necessitam. Isso, sem contar que explorar mais combustíveis fósseis é péssimo para todos os seres humanos no mundo, devido ao aquecimento global que mostra sua cara através de secas e tempestades mais severas.

 

3 - Bom para diretores executivos, ruim para você

 

 

Ao contrário do que as petrolíferas querem que você acredite, esses oleodutos não contribuirão com a estabilidade de emprego a longo prazo. Uma vez que a construção termine, a maior parte dos empregos desaparecerão. Por outro lado, está aí a indústria de energias renováveis, com milhares de novos empregos e oportunidades no setor de energia solar e eólica.

 

4 - O dinheiro não pode falar mais alto

 

 

Esse tipo de obra só acontece com muito dinheiro, normalmente dinheiro de empréstimo de bancos. Por isso, internacionalmente estamos pressionando bancos para que eles se comprometam a analisar os financiamentos que fazem para grandes empresas petrolíferas. Isso significa não aprovar empréstimos para a construção de projetos como os oleodutos, que os bancos sabem que causariam impactos socioambientais com o dinheiro deles. Cada um das instituições financeiras que estamos pressionando fez empréstimos para a Energy Transfer Partners ou companias relacionadas. Queremos que eles façam uma análise dos projetos com que trabalham e parem de dar dinheiro a empresas que o usarão para poluir a água, ameaçar direitos indígenas e afetar o clima global, como no caso desses oleodutos.

 

5 - Uma ameaça global

 

 

Da América do Norte, com os oleodutos da ETP ameaçando os povos indígenas, à América do Sul, com os planos da Total de explorar petróleo nos Corais ameaçando esse ecossistema novo, as energias fósseis fazem as suas vítimas diretas. O pólo Norte e o pólo Sul são suas vítimas indiretas com o degelo, que coloca em risco os animais da região e todas as pessoas que vivem em regiões costeiras. O petróleo é o grande vilão da nossa geração, que luta e, se continuar assim, lutará ainda mais para sobreviver aos efeitos do aquecimento global. Estes efeitos vão de tempestades e secas mais severas até a inundação de cidades costeiras caso as geleiras derretam. Precisamos impedir a exploração de petróleo. Precisamos parar essa ameaça global.

 

6 - Eles querem nos calar

 

 

A ETP, empresa norte-americana, quer nos silenciar. É exatamente por isso que precisamos falar cada vez mais, e mais alto, a nossa oposição aos projetos devastadores desta empresa. Eles estão assustados com o poder que temos quando nos unimos. Assustados de como nós estamos trazendo para o conhecimento de todas e todos os planos sujos da empresa e com medo das verdades que revelaremos aos tomadores de decisão. As intimidações da ETP não vão nos parar!

 

Essa batalha é maior que só um oleoduto ou empresa. É sobre direitos dos povos indígenas, sobre direitos humanos, proteger recursos hídricos (água limpa), é sobre justiça.

 

Não podemos mais aceitar a exploração de petróleo. Sua produção, distribuição e uso causam danos ao meio ambiente. Não ao petróleo. Sim às renováveis!

Fonte: Greenpeace Brasil.




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