27/09/2018 Companhias estão subestimando futuras demandas energéticas, diz estudo

Companhias estão subestimando futuras demandas energéticas, diz estudo

Foto: divulgação.

A pesquisa descreve as limitações dos modelos atuais que não consideram as mudanças climáticas em suas previsões

 

Um novo estudo sugere que a indústria de energia está subestimando como a mudança climática pode afetar a demanda por eletricidade nos Estados Unidos. Publicado na revista Risk Analysis, na última segunda-feira (24), ele foi liderado pela Universidade de Buffalo (UB) e Universidade de Purdue, ambas norte-americanas.

 

A pesquisa descreve as limitações dos modelos atuais que não consideram as mudanças climáticas em suas previsões. Além disso, apresenta um novo modelo de medição que considera a temperatura média do ponto de orvalho.

 

“Os modelos existentes de demanda de energia não acompanharam nosso crescente conhecimento de como o clima está mudando”, diz a principal autora do estudo, Sayanti Mukherjee, professora assistente de engenharia industrial e de sistemas na Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da UB. “Isso é problemático porque pode levar a mais cortes de energia, o que pode afetar tudo: desde a segurança nacional e a economia digital até a saúde pública e o meio ambiente”, ressalta.

 

As limitações dos modelos existentes

 

Uma das plataformas de modelagem de energia mais comuns usadas para prever a demanda futura de eletricidade, a Markal, não considera a variabilidade climática.

 

Outro modelo econômico de energia comum, o Sistema Nacional de Modelagem de Energia (NEMS), considera o clima, mas é limitado a dias de aquecimento e resfriamento.

 

Ponto de orvalho é a chave

 


Sayanti Mukherjee, principal autora do estudo.

 

Para resolver essas limitações, Sayanti e sua equipe estudou mais de uma dúzia de medidas meteorológicas descobrindo que a temperatura média do ponto de orvalho – a temperatura na qual o ar está saturado com vapor de água – é a melhor forma de prever o aumento da demanda de energia.

 

Os pesquisadores combinaram os indícios com três categorias – o setor (residencial, comercial e industrial) consumindo energia, dados meteorológicos e dados socioeconômicos para criar o modelo.

 

A solução então foi aplicada ao estado de Ohio onde ficou claro que o setor residencial é mais sensível às variações climáticas. Com um aumento moderado na temperatura do ponto de orvalho, a demanda por eletricidade pode aumentar até 20%. A previsão salta para 40% com um aumento severo.

 

Para fins de comparação, a Comissão de Utilidade Pública de Ohio (PUCO), que não considera a mudança climática em seus modelos, prevê aumentos na demanda residencial de menos de 4% até 2033. É semelhante no setor comercial, onde os pesquisadores dizem que a demanda pode aumentar para 14%. Mais uma vez, as projeções da PUCO são mais baixas, 3,2%.

 

Embora o estudo esteja limitado a Ohio, os pesquisadores dizem que o modelo pode ser aplicado a outros estados. Para comunicar os resultados, eles usaram mapas de calor, que fornecem um resumo visual imediato dos dados representados pelas cores. A ideia, dizem eles, é que os tomadores de decisão tenham informações precisas e fáceis de entender.

 

Veja o estudo completo aqui.

Fonte: Marcia Sousa - CicloVivo.




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