28/10/2013

CNMA mostra histórias de sucesso relacionadas à sustentabilidade

Betty: educação ambiental na escola
Foto: Martim Garcia/MMA

Pessoas de todas as idades confraternizam durante reunião em Brasília.


Pessoas de todas as partes do Brasil se reuniram na 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA). Com uma diversidade de culturas, experiências e ideais, 1.352 delegados se deslocaram até a capital do país para participar do ao evento, que teve como tema a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Todos com o mesmo objetivo: discutir medidas de proteção dos recursos naturais e de garantias dos direitos da população.

Para os participantes, o saldo foi positivo.

Os catadores de materiais recicláveis compareceram em massa à conferência. O diretor de uma cooperativa de Petrópolis (RJ), Jorge Rocha, 56 anos, elogiou o destaque dado às questões da profissão nos debates e propostas do evento. "Essa lei começa a dignificar o trabalho dos catadores, que tem extrema importância para a sociedade. É preciso contemplar todos que vivem dessa profissão", defendeu. "Uma reunião como essa propicia um grande aprendizado e dá força para a aplicação da Política de Resíduos Sólidos".

Juventude
Jovens preocupados com as políticas ambientais do país também marcaram presença. Entre as mais novas participantes do encontro, a estudante Jéssica Boniatti, 16 anos, veio de Nova Pádua (RS) com o intuito de se engajar mais no tema. "Comecei a me envolver no assunto participando das conferências municipais e estadual. Foi importante analisar as propostas e discutir a destinação correta dos resíduos sólidos. Esse é um assunto importante e pude perceber que há muita gente interessada no assunto", avaliou.

A diversidade cultural propiciou a troca de experiências entre os participantes dentro e fora das plenárias e salas em que foram realizados os painéis temáticos. Pelos corredores, pessoas dos lugares mais distantes puderam conversar e contar a realidade do local onde vivem. "Uma das coisas mais interessantes é poder encontrar gente nova com muita coisa a dizer. Assim, vamos conhecendo um pouco mais do Brasil", observou Júlio Magalhães, 47 anos, da etnia Macuxí, que vive em Conde (PB).

O que não falta são bons exemplos pelo país afora. Diretora de uma escola estadual de Carangola (MG), Betty Oliveira, 54 anos, contou que, na escola onde trabalha, não se usam copos descartáveis nem se desperdiça energia. No local, os alunos também são acostumados a separar o lixo. "A educação ambiental é muito importante para o sucesso da Política Nacional de Resíduos Sólidos", avaliou. Betty comemorou que propostas ligadas ao tema forma contempladas na Conferência. "É possível, sim, fazer a lei de resíduos sólidos valer. Os municípios só precisam se organizar", opinou.

Diante de tanta riqueza cultural, os participantes encontraram um ponto em comum. O presidente da Associação Empresarial de São Francisco do Sul (SC), Carlos Veiga, 42 anos, concluiu que a conferência serviu como um espaço democrático capaz de reunir as diferenças e semelhanças da população brasileira. "Apesar das peculiaridades de cada local, ficou evidente que as necessidades básicas dos municípios são bem parecidas. Todos estão buscando melhorias", afirmou.

 

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Fonte: Lucas Tolentino / Ministério do Meio Ambiente




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