28/11/2014 Estudo analisa clima dos últimos 20 mil anos para prever mudanças

Estudo analisa clima dos últimos 20 mil anos para prever mudanças

Universidade de Granada, uma das participantes do projeto.
Foto:
www.htmnet.fiu.edu.

Um estudo apresentou novos dados sobre o clima na bacia do Mediterrâneo durante os últimos 20 mil anos a partir de sedimentos do fundo do mar, que servirão para conhecer a atual mudança climática e os possíveis cenários futuros. Na equipe internacional de cientistas há pesquisadores da Espanha, Estados Unidos, Alemanha e Noruega.

 

A Universidade de Granada, no sul da Espanha, uma das participantes do projeto, detalhou em comunicado que a pesquisa, publicada pela revista Quaternary Science Reviews, analisou a composição química dos sedimentos no fundo do mar.

 

Francisca Martínez Ruiz, pesquisadora do Instituto Andaluz de Ciencias de la Tierra, em Granada, explicou que o estudo da composição química dos sedimentos marítimos é fruto "de especial interesse" porque "somente os indicadores indiretos podem oferecer informação sobre como era o nosso clima no passado".

 

O estudo dos sedimentos marítimos permite conhecer as características do clima no passado, o que contribuirá para analisar a mudança climática atual e abordar os possíveis cenários futuros.

 

O Mediterrâneo é um laboratório natural excepcional para as pesquisas paleoambientais porque seu caráter de bacia semi-fechada o torna um amplificador particularmente sensível dos efeitos da mudança global", explicou Martínez.

 

A época estudada neste artigo científico é de especial interesse pelas mudanças climáticas tão significativas que ocorreram desde o Último Máximo Glacial.

 

Esse período inclui um momento em que muitos icebergs se desprenderam das geleiras e atravessaram o Atlântico Norte, uma fase de esfriamento climático entre o final do Pleistoceno e as oscilações climáticas holocenas.

 

Os cientistas avaliaram indicadores geoquímicos e mineralógicos de variabilidade climática para reconstruir ciclos áridos e úmidos, conhecer variações nos aportes fluviais e analisar a produtividade biológica.

 

"Muitas das mudanças climáticas têm um caráter cíclico. Conhecer a evolução do futuro clima e seus mecanismos de controle, tanto naturais como antropogênicos, requer o entendimento do sistema climático no passado", concluiu Martínez.

Fonte: EFE (Em Granada).




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