29/10/2013

ANP apresenta detalhes sobre licitação para exploração de gás natural no Paraná

Luciano Pizzatto, Edson Campagnolo e Magda Chambriard, durante reunião na Fiep.
Foto: Gilson Abreu

Diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo se reuniu com empresários na Fiep e afirmou que Estado tem grande potencial a ser explorado.


A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) recebeu nesta segunda-feira (28/10), em Curitiba, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard. Ela apresentou a empresários paranaenses detalhes sobre a 12ª rodada de licitações lançada pelo órgão, que inclui 14 blocos com potencial para exploração de gás natural no Estado.

A diretora ressaltou que, hoje, cerca de 80% da produção de petróleo e gás do Brasil vêm da Bacia de Campos. Com as licitações recentes, a ANP tem a intenção de incentivar a busca por novas áreas de exploração. “Nas três rodadas de licitações que realizamos este ano, buscamos a descentralização do investimento exploratório”, disse.

Segundo Magda Chambriard, nas próximas décadas o Brasil dará um salto na produção de gás natural, especialmente quando for iniciada a exploração do pré-sal. Somente no campo de Libra, licitado na semana passada, a previsão é que sejam extraídos 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Mas, até que isso aconteça, a ANP quer agilizar a exploração de gás em outras fronteiras. “Esta 12ª rodada de licitações tem tudo para trazer gás de maneira mais rápida do que será trazida pelo pré-sal”, declarou.

Ela afirmou ainda que, pelos estudos da ANP, a Bacia do Paraná é uma das que possuem maior potencial para a extração de gás natural em território brasileiro. Em suas palavras, falta, no entanto, “puxar o fio certo” para viabilizar essa exploração. “Entendemos que a Bacia do Paraná é rica para gás. Como vamos acessar esse gás é a grande questão”, acrescentou.

O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, afirmou que investimentos para ampliar a oferta de gás natural no Brasil são necessários para aumentar a competitividade da indústria nacional. “Há alguns anos o setor produtivo foi incentivado a utilizar o gás natural como combustível, mas a oferta dessa molécula não acompanhou a demanda. É necessário que haja mais fornecimento principalmente para a indústria”, disse. Campagnolo acrescentou que, nos dois últimos anos, a busca por soluções para a questão do gás na região Sul do país vem sendo amplamente debatida em conjunto pela Fiep e as Federações das Indústrias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Fiesc e Fiergs). Em sua opinião, o modelo da licitação para os novos blocos de exploração pode alcançar bons resultados, já que permite também a participação de pequenas e médias empresas interessadas em investir no setor.

Quem também participou da reunião foi o diretor-presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), Luciano Pizzatto. Assim como Campagnolo, ele elogiou o fato de o processo não se restringir a grandes empresas, o que, segundo ele, é importante para desenvolver uma cadeia de petróleo e gás no Paraná. Ele afirmou que a Copel, controladora da Compagas, estuda a possibilidade de participar da licitação, junto com outros grupos.

Blocos
A 12ª rodada de licitações da ANP, marcada para os dias 28 e 29 de novembro, ofertará 240 blocos exploratórios terrestres com potencial para gás natural, localizados em sete bacias sedimentares, nos estados do Amazonas, Acre, Tocantins, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Maranhão, Paraná e São Paulo. A área total chega a 168 mil quilômetros quadrados. No Paraná, os 14 blocos se espalham por 123 municípios.

Em todo o país, serão 110 blocos em áreas de novas fronteiras nas bacias do Acre, Parecis, São Francisco, Paraná e Parnaíba. Segundo a ANP, o objetivo é atrair investimentos para regiões ainda pouco conhecidas ou com barreiras tecnológicas a serem vencidas, permitindo o surgimento de novas bacias produtoras de gás natural e de recursos petrolíferos convencionais ou não convencionais.

Também foram incluídos no processo 130 blocos nas bacias maduras do Recôncavo e de Sergipe-Alagoas, com a intenção de dar continuidade à exploração e produção de gás natural a partir de recursos petrolíferos convencionais e não convencionais contidos nessas regiões.

Fonte: Agência FIEP / Notícias do Sistema




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