30/05/2017 Encontro na FIESC debate mudanças climáticas e obras de prevenção de cheias em SC

Encontro na FIESC debate mudanças climáticas e obras de prevenção de cheias em SC

Na reunião, secretário Rodrigo Moratelli fez um balanço das ações da defesa civil para prevenção de enchentes.

Temas foram abordados no seminário mudanças climáticas e a indústria de Santa Catarina: desafios e soluções, promovido pela Câmara de Qualidade Ambiental da FIESC, nesta terça-feira (30), em Florianópolis

 

Florianópolis, 30.5.2017 – A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) realizou reunião da Câmara de Qualidade Ambiental nesta terça-feira (30), em Florianópolis, e debateu as mudanças climáticas e os desafios e soluções para a indústria e a sociedade. No encontro, a entidade apresentou a situação de 32 obras de prevenção e mitigação de enchentes em Santa Catarina acompanhadas pelo sistema Monitora FIESC. A iniciativa integra o Plano de Sustentabilidade para a Competitividade da Indústria Catarinense

 

O conjunto das obras totaliza R$ 477 milhões, das quais, 40,6% estão paradas ou com prazo expirado, 34,4% estão com andamento comprometido e 25% foram concluídas. Entre os motivos que culminaram nesse quadro estão atrasos em projetos e estudos, espera pela emissão de termo aditivo de prazo, falta de recurso financeiro, rescisão contratual, atraso nas licitações, fatores climáticos, entre outros. As obras são de responsabilidade da Defesa Civil, prefeituras de vários municípios, Agência de Desenvolvimento Regional de Rio do Sul, Fatma e Ministério da Integração. Clique aqui e veja o status das obras.  

 

O secretário de Estado de Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, disse que o órgão acompanha 52 projetos e fez um balanço das principais ações que buscam a mitigação das enchentes. Entre elas, citou a construção do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd). Ele também destacou que até o final de 2017 a meta é alcançar 1 milhão de pessoas com os alertas por mensagem de celular. O projeto-piloto começa em agosto com 20 municípios. “Os radares meteorológicos somados à rede observacional, que ainda é incipiente, mas está com projeto de ampliação, vai nos dar a possibilidade de uma cobertura observacional plena em nosso Estado. Isso é fundamental na gestão de crise e na resposta durante e após os eventos climáticos”, disse Moratelli.

 

A diretora executiva da consultoria norueguesa MMC, Claudia de Andrade Melim, apresentou os principais resultados de uma pesquisa sobre os efeitos das mudanças climáticas nas indústrias de Santa Catarina e disse que de 1995 a 2014 o Estado perdeu cerca de R$ 1 bilhão. O levantamento mostrou que 56% das empresas ouvidas têm tomado medidas de mitigação de riscos, entre elas estão: a gestão dos recursos hídricos nas bacias hidrográficas, criação de planos de emergência e de programas de captação de água da chuva e água de reuso, além de investimentos na preservação de nascentes e reflorestamento de áreas degradadas.

 

Claudia abordou ainda o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima, instrumento elaborado pelo governo federal em colaboração com a sociedade civil, setor privado e governos estaduais que busca promover a redução da vulnerabilidade do Brasil à mudança do clima, além de tratar de assuntos como gestão do risco associada a esse fenômeno. O documento também aborda as consequências das mudanças no clima para o Brasil. Entre elas, destacam-se o aumento das estiagens e inundações e mudanças na qualidade da água, o que gera consequências para a atividade industrial em quase todos os setores. Em relação às zonas costeiras, o plano ressalta que grande parte da indústria ou produção de matéria-prima está localizada próximo a zonas costeiras.

 

O presidente da Câmara, José Lourival Magri, disse que este é um tema que diz respeito à indústria e a população como um todo. “A nossa discussão hoje é a questão da mudança climática e a relação com a indústria e os desafios para a adaptação com esse cenário de transformações. Santa Catarina está numa rota de eventos extremos, como enchentes, chuvas e vendavais. Sabemos o que isso significa para a população”, ressaltou.

 

No encontro, Daniel Casarin Ribeiro, da diretoria de mudanças climáticas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, destacou as ações do órgão na área.  

Fonte: FIESC.




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