30/06/2015 Greenpeace reage ao plano chinês de redução de emissões carbono

Greenpeace reage ao plano chinês de redução de emissões carbono

Plantação de trigo próxima à fábrica de aço Niutoushan.
Foto:
Lu Guang/Greenpeace.

China apresenta meta de redução de emissão de carbono para a próxima Conferência do Clima das Nações Unidas. Pico de emissões deve acontecer até 2030.

 

A China apresentou oficialmente seu plano de redução de emissão de carbono que visa cortar suas emissões de gases de efeito estufa entre 60% e 65% por unidade de PIB até o ano de 2030 como parte do acordo do Plano Climático (INDC), elaborado pelas Nações Unidas. Este cálculo de redução tem como parâmetro as emissões do ano-base de 2005. O anúncio foi feito pelo Primeiro-Ministro chinês Li Kequiang, em Paris, durante visita oficial à França, país que presidirá a conferência de mudanças climáticas das Nações Unidas ao final do ano, a COP21.

 

"A China sempre esteve na defensiva quando o assunto é mudanças climáticas, mas o anúncio feito hoje é o primeiro passo para um papel mais ativo do país neste tema. Para obter sucesso em Paris, entretanto, todos os países envolvidos, incluindo a China e a União Européia, precisam aprimorar suas propostas", disse Li Shuo, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace China.

 

Com o anúncio chinês, os principais países poluidores - China, EUA e União Europeia - já tornaram públicos seus planos para redução de emissões antes mesmo do início da COP21.

 

"O compromisso apresentado precisa ser encarado apenas como um ponto de partida para ações mais ambiciosas. Este plano não representa totalmente a transição energética que vem ocorrendo na China. Considerando a intensa queda no consumo de carvão mineral, a implantação consistente de energias renováveis e a necessidade urgente de se reduzir a poluição do ar, acreditamos que o país pode ir muito além das propostas apresentadas hoje", acrescentou Li Shuo. 

 

As atuais metas de redução de carbono da China exigem que se busque um corte de emissão de CO2, por unidade de PIB, de 40% a 45%, até 2020 - considerando as emissões do ano-base de 2005. Partindo do princípio que a China alcançará a redução planejada de 45% em 2020, a redução de emissões de carbono próximas a 65% ou 60% significarão quedas de 4,4% e 3,1%, respectivamente, nos níveis anuais de emissão de carbono, no período compreendido entre 2020 e 2030. Caso atinja 45% de redução até 2020, a queda nas emissões de carbono poderiam chegar a até 3,9% anualmente.

 

Além de agravar as mudanças climáticas, a queima de combustíveis fósseis também é responsável por poluição atmosférica, um grave problema na China. Veja abaixo galeria de fotos do premiado Lu Guang:

 

 

Fonte: Greenpeace.




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