30/08/2013

Haitianos são capacitados para trabalhar na indústria catarinense

Sede da Mertisa, localizada em Timbó (SC). Foto: divulgação

Indústrias catarinenses estão investindo na qualificação de trabalhadores vindos do Leste do Haiti, região que foi devastada por um terremoto em 2010. Em parceria com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), e por meio do SESI, a Metisa, de Timbó, está capacitando haitianos que vieram em busca de melhores condições de vida. As aulas, que ocorrem duas vezes por semana, ensinam a língua portuguesa aos trabalhadores.

Um dos alunos é Jocelyn Celiantus, de 27 anos, que morava em Gonaye e deixou o filho, a mãe e os irmãos para trabalhar no Brasil. O jovem fala francês e espanhol, além do crioulo, que é a língua oficial do País de origem. "Antes de vir para o Brasil vivi por alguns anos na Republica Dominicana e no Equador e trouxe muitos sonhos, como a esperança de reconstruir minha vida e poder trazer a família para cá", fala. Antes de atuar na Metisa, Jocelyn era pedreiro. Ele conta que teve que se adaptar à nova função. "Está sendo bom aprender outro ofício e, principalmente, outro idioma. Estou aproveitando a oportunidade que a empresa está oferecendo".

Já Adius Celiantus, de 28 anos, quer juntar as economias para trazer seus dois filhos, a esposa e a mãe para o País. "Aproveitei uma oportunidade única e decidi vir trabalhar no Brasil. Quero reconstruir minha vida com minha família aqui", declara o trabalhador da Metisa, lembrando o acordo de cooperação firmado entre os dois países. De acordo com relatório emitido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) o Brasil destinou, em 2010, R$92 milhões para auxiliar na reconstrução do Haiti.

Outra indústria que também está investindo na qualificação de haitianos é a BRF, de Chapecó. A indústria cedeu uma sala de aula para a realização das aulas. "Nosso atendimento inicial visava a nivelar o conhecimento em língua portuguesa e matemática. A partir disso, vamos encaminhá-los à formação básica, já que muitos não concluíram o ensino médio", explica a educadora Ivana Santos, do SESI de Chapecó.

O superintendente do SESI, Hermes Tomedi, afirma que a iniciativa representa a inclusão dos trabalhadores. "Conhecer o nosso idioma é fundamental para que eles se comuniquem com as demais pessoas e adquiram autonomia no trabalho e na sociedade". A gerente de educação do SESI, Maria Tereza Cobra, complementa ao comentar que "atender à demanda da indústria catarinense implica grandes exigências. Nesse contexto, é necessário se recriar para atender pessoas e culturas até então desconhecidas". Os trabalhadores permanecerão em curso até outubro.

Fonte: Elida Hack Ruivo / Assessoria de Imprensa da FIESC




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