30/10/2015 Precisamos de mais ambição para o planeta não aquecer 2°C, diz ONU

Precisamos de mais ambição para o planeta não aquecer 2°C, diz ONU

Voluntários no Dia de Ação Global pelo Clima mostram o que fazem para colaborar com o planeta. Foto: Greenpeace.

Relatório lançado hoje, sobre metas dos países para a COP 21, mostra que estamos no caminho certo, mas falta ambição no corte de emissões.

 

Nesta sexta-feira, dia 30 de outubro, a ONU lança uma análise dos compromissos assumidos por todos seus países-membro para a COP 21 – importante conferência que começa em um mês, e que deverá gerar um novo acordo global para combater as mudanças climáticas.

 

O relatório indica que vamos na direção certa, mas a soma dos esforços apresentados ainda é insuficiente para evitar que o mundo aqueça mais do que 2°C – limite máximo para não enfrentarmos consequências drásticas e imprevisiveis. Esse teto de dois graus é um consenso tanto entre governantes quanto cientistas.

 

Os principais destaques do relatório são:

 

- No atual ritmo de emissão de gases de efeito estufa, que são a causa das mudanças climáticas, aqueceríamos o mundo entre 4°C e 5°C. Contudo, se todos os países cumprirem os compromissos que já apresentaram para a COP 21 conseguiremos ficar abaixo dos 3°C.

 

- Apesar de países terem sido solicitados a apresentar metas para 2025 e/ou 2030, metade deles foi além e também apresentou planos para datas mais distantes. Isso é importante já que compromissos de longo prazo são cruciais para a questão das mudanças climáticas.

 

- Apenas um quarto dos compromissos de redução de emissões são condicionados ao recebimento de apoio financeiro ou técnico por outros países. Ou seja, o caminho para as ações é mais livre uma vez que a maioria dos esforços é independente de contrapartidas.

 

- A transição rumo a uma economia de baixa intensidade de emissões de gases de efeito estufa é nítida. Cada vez mais os países investem na chamada “economia de baixo carbono”.

 

“Os países poderiam fazer mais”, diz Martin Kaiser, coordenador do Greenpeace Internacional para política climática. Apesar do progresso indicado pelas propostas apresentadas ser relevante, para que não superemos os 2°C “o acordo que sairá da COP 21 precisa incluir um mecanismo para que os países elevem sua ambição o quanto antes. E precisam indicar claramente que há compromisso com um mundo de energias limpas e renováveis, sem combustéveis fósseis como petróleo e carvão”, completa Kaiser.

 

O governo brasileiro, que decepcionou ao apresentar compromissos permitindo um amplo desmatamento de nossas florestas, ainda tem um papel importante a desempenhar nas negociações. “O Brasil é um dos países que tem defendido que as metas nacionais sejam revistas a cada 5 anos, quando os governos também devem aumentar as ambições. É fundamental que isso esteja no texto final do acordo”, diz Pedro Telles, coordenador do projeto de Mudanças Climáticas do Greenpeace Brasil. “Seguindo a linha da promessa que a presidente Dilma Rousseff já fez – de que o país descarbonizará sua economia ao longo do século – também é importante que nossos negociadores defendam a existência de uma meta de longo prazo. Termos 100% de energias renováveis até 2050 é crucial”.

Fonte: Greenpeace.




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