31/03/2015 Sindicatos paranaenses apresentam resultados de projeto de reciclagem

Sindicatos paranaenses apresentam resultados de projeto de reciclagem

Presidente do Sistema Fiep destacou importância da educação ambiental para sucesso do processo de logística reversa. Foto: Gelson Bampi.

Instalada em 2012, Central de Valorização de Materiais Recicláveis já processou mais de 7 mil toneladas de resíduos; ainda este ano, projeto deve se expandir para o interior do Paraná.

 

Sindicatos industriais paranaenses que integram o projeto da Central de Valorização de Materiais Recicláveis (CVMR) se reuniram no dia 31/3 (terça-feira), na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), para apresentar os resultados alcançados pela iniciativa até aqui. Desde abril de 2012, quando iniciou a operação de sua primeira unidade, instalada em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a CVMR já processou mais de 7 mil toneladas de materiais recicláveis. Ainda neste ano e em 2016, o projeto vai se estender para o interior do Paraná, com centrais a serem instaladas em Maringá, Londrina, Francisco Beltrão e Guarapuava.

 

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O Presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, que participou da abertura do encontro, afirmou que a CVMR, assim como os planos setoriais de logística reversa que estão sendo desenvolvidos na indústria paranaense com a articulação da entidade, mostram a proatividade dos empresários do Estado. “Temos aqui pessoas comprometidas não só com o meio ambiente, mas com a sociedade. Existe uma questão de ordem legal, que se as empresas não buscarem soluções, podem incorrer em multas, mas existe principalmente a consciência de que a indústria tem responsabilidade na questão dos resíduos sólidos”, disse. Para Campagnolo, o sucesso da Política de Logística Reversa, com a correta destinação de resíduos, depende de uma maior conscientização de toda a sociedade. “Precisamos avançar, inclusive na questão da educação ambiental. Para fazer melhor, precisamos de conscientização”, completou.

 

Nilo Cini Junior, Coordenador do projeto CVMR e Presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas do Paraná (Sindibebidas), instituição que lançou a iniciativa, destacou a importância de sindicatos de outros setores terem aderido ao programa. “É muito importante que os setores estejam envolvidos. O resíduo é composto de uma massa muito grande de produtos, então a solução tem que ser compartilhada”, declarou. Além do Sindibebidas, hoje também integram o projeto os sindicatos paranaenses das indústrias de Plástico (Simpep), do Leite (Sindileite), de Papel e Celulose (Sinpacel) e da Mandioca (Simp).

 


Rui Gerson Brandt, presidente do Sinpacel. Foto: Gelson Bampi.

 

O Presidente do Sinpacel, Rui Gerson Brandt, destacou que a entrada do sindicato no projeto foi uma forma de atender seus associados. Atualmente a entidade tem 390 empresas associadas em todo o Paraná, espalhadas por 97 municípios. “A maioria delas são pequenas empresas. Aderimos ao programa da central para atender inicialmente o que a normativa pedia, para ganhar o tempo necessário até que tenhamos o plano próprio de logística reversa do setor”, afirmou, referindo-se ao plano que está sendo elaborado através de articulação da Fiep e com consultoria técnica do Senai. “Ninguém quer negar sua participação na busca por soluções para um problema que existe”, disse.

 

Também participaram do evento os presidentes do Simp, Roland Schurt, e do Simpep, Denise Dybas Dias, além do ex-presidente do Sindileite, Wilson Thiessen. Quem também esteve presente foi o Coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), Vinício Bruni.

 

O projeto da CVMR foi lançado em 2010. Em abril de 2012, foi inaugurada a primeira usina de reciclagem do programa, em Pinhais. A estrutura recebe e recicla embalagens de resíduos sólidos, como garrafas pet, papel, papelão, latas e vidros, entre outros. Além disso, vende o produto da reciclagem para indústrias de diferentes setores.

 

Um grande diferencial do projeto é que ele beneficia diretamente os catadores de materiais recicláveis. Os catadores recolhem os materiais e entregam nas associações, que fazem uma primeira triagem e, em seguida, levam até a CVRM, que faz a reciclagem e a venda das embalagens. O lucro vai para as famílias dos catadores, por meio das respectivas associações. Atualmente, 31 associações de catadores participam do projeto, através da Rede CataParaná, beneficiando diretamente 550 catadores, que têm renda média mensal de R$ 1.200,00.

 

Desde o início de sua operação, a Central de Pinhais já processou mais de 7 mil toneladas de materiais recicláveis, número que cresce ano a ano. Foram 800 toneladas em 2012, mais de 1.700 em 2013 e outras 4 mil no ano passado. Em 2015, levando em conta apenas os dois primeiros meses do ano, a CVRM já contabiliza 800 toneladas de resíduos processadas.

 

Luiz Roberto dos Santos, gestor representante das empresas que participam do projeto, explica que, ainda este ano, a expectativa é que outras duas centrais de reciclagem sejam instaladas no Paraná. A primeira, com previsão de inauguração em abril, será em Maringá. Ainda no primeiro semestre, Londrina também deve ganhar uma CVRM. Para o próximo ano, o projeto prevê ampliação para Francisco Beltrão e Guarapuava. Segundo Santos, cada central tem condições de atender municípios em um raio de até 100 quilômetros de distância, através de convênios com as associações de catadores locais.

Fonte: Agência Fiep.




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