31/07/2014

A lista do perigo silencioso: conheça os principais poluentes atmosféricos

Foto: divulgação.

Existem diversas substâncias no ar que respiramos e algumas delas são consideradas poluentes atmosféricos. Elas se concentram principalmente em cidades mais industrializadas.
Alguns poluentes são provenientes de atividades antrópicas ou naturais e podem ser divididos em poluentes primários e poluentes secundários:

• Poluentes primários são aqueles lançados diretamente pelas fontes de emissão, como por exemplo: o dióxido de enxofre (SO2), o ácido sulfídrico (H2S), os óxidos de nitrogênio (NOx), a amônia (NH3), o monóxido de carbono (CO), o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4)fuligem, e aldeídos.
• Poluentes secundários são aqueles formados na atmosfera através de reações químicas entre os poluentes primários, com destaque para o peróxido de hidrogênio (H2O2), o ácido sulfúrico (H2SO4), o ácido nítrico (HNO3), o trióxido de enxofre (SO3), os nitratos (NO3-), os sulfatos (SO42-) e o ozônio (O3).

Dentre esses poluentes, alguns servem como indicadores de qualidade do ar e são monitorados por instituições públicas, como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A escolha por esses tipos de poluentes foi em razão da frequência que ocorrem e de seus efeitos adversos à saúde. Estes poluentes são:


• Material particulado: conjunto de poluentes constituídos de poeiras, fumaças e todo tipo de material sólido e líquido que se mantém suspenso na atmosfera por causa de seu pequeno tamanho. Há tipos de classificação: Partículas Totais em Suspensão (PTS), Partículas Inaláveis (MP10) Partículas Inaláveis Finas (MP2,5)e Fumaça (FMC). A fumaça contém o carbono negro, também conhecido como fuligem.
• Dióxido de Enxofre (SO2): é uma perigosa substância e um dos principais formadores da chuva ácida.
• Monóxido de carbono (CO): emitido principalmente por veículos automotores. As maiores concentrações são encontradas nas cidades.
• Ozônio (O3) e oxidantes fotoquímicos: esses oxidantes fotoquímicos são a mistura de poluentes secundários formados pelas reações entre os óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis, na presença de luz solar, tendo, essa reação, como principal produto o ozônio. Assim, é utilizado como parâmetro indicador da presença de oxidantes fotoquímicos na atmosfera.
• Hidrocarbonetos (HC): gases e vapores resultantes da queima incompleta e evaporação de combustíveis e de outros produtos orgânicos voláteis.
• Óxido de nitrogênio (NO) e dióxido de nitrogênio (NO2): formados durante processos de combustão. Em grandes cidades, os veículos geralmente são os principais responsáveis pela emissão dos óxidos de nitrogênio. O NO, sob a ação de luz solar se transforma em NO2 e tem papel importante na formação de oxidantes fotoquímicos, como o ozônio.

 

 Dependendo das concentrações, o NO2 causa grandes prejuízos à saúde.


A Cetesb também monitora o Chumbo, mas apenas em áreas mais específicas porque, após a introdução da gasolina sem chumbo, é encontrado em maior quantidade em locais próximo a atividades que emitem esse tipo de poluente. 


Outros poluentes que estão presentes no ar são:


• Dióxido de carbono: gás essencial para a fotossíntese e vida, porém, em altas concentrações, agrava o efeito estufa.
• Compostos Orgânicos Voláteis VOC: componentes químicos presentes em diversos tipos de materiais sintéticos ou naturais - alguns podem levar a danos à saúde em curto ou longo prazo.
• Tolueno: é altamente danoso a saúde. Ao se volatizar, pode ser inalado e é rapidamente conduzido aos pulmões e difundido para a corrente sanguínea.
• Poluentes Climáticos de Vida Curta (PCVC ou em inglês SLCP): poluentes que permanecem na atmosfera de alguns dias a algumas décadas e apresentam efeitos nocivos à saúde, ao ambiente e também agravam o efeito estufa. Os principais PCVC são o carbono negro, o metano (CH4), o ozônio (O3) e os hidrofluorcarbonetos (HFC). Para diminuir a emissão desses poluentes, o Banco Mundial faz investimentos altos, na tentativa de evitar a morte prematura de milhões de pessoas e também prejuízos na saúde pública e agricultura.


As estimativas do número de mortes que a poluição do ar causa, segundo aOrganização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OECD), é de 3 milhões de pessoas em todo o mundo a cada ano, além de causar problemas de saúde como asma e doenças cardíacas. Isso tem custo alto ás sociedades em termos de valor das vidas perdidas e prejuízos na saúde e economia. O custo do impacto na saúde incluindo mortes e doenças nos países da OCDE foi aproximadamente de 1,7 bilhões de dólares em 2010. Evidências disponíveis sugerem que o transporte rodoviário representa cerca de 50% deste custo na OCDE, ou perto de US$ 1 trilhão.


Esses indícios surpreendem o quanto à poluição do ar impacta toda a população. Nas grandes cidades, não temos muito como fugir do ar poluído, mas há algumas dicas que você pode seguir. Veja aqui.


Recomendações


• Denuncie, se informe sobre números de denúncias de crimes ambientais na sua cidade, você pode denunciar se uma indústria estiver emitindo alguma fumaça que esteja incomodando;
• Use transportes públicos, vá de bicicleta, caminhe mais;
• Deixe as janelas abertas para que o ar circule;
• Aspire ou varra a casa, pois o material particulado se junta com a poeira;
• Quando o ar estiver seco use umidificadores de ambiente ou coloque uma bacia de água em baixo da cama;
• Utilizar purificadores de ar em casa, mas tenha alguns cuidados (saiba mais aqui);
• Existem plantas purificadoras de ar veja aqui quais podem ser cultivadas em casa;
• Troque os aromatizantes aerossóis por naturais veja aqui como;


Algumas dessas medidas eram melhorar o ar para seu ambiente familiar ou de trabalho, então não perca tempo e coloque em prática.


Veja também:


-Poluição do ar mata mais que HIV e Malária juntas, afirma órgão da ONU
-Tecnologia monitora a qualidade do ar em tempo real e apresenta suas condições via smartphones
-Novo composto químico pode absorver emissões de poluentes da queima de carvão
-Com diversas medidas, Cidade do México conseguiu amenizar poluição do ar

Fonte: ecycle.com.br.




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