19/07/2013

Indústria paranaense avança na discussão sobre logística reversa

Encontros reúnem empresários dos diferentes setores com representantes da Sema e Fiep.
Foto: Mauro Frasson

Fiep e Sema promovem série de reuniões e cadeias produtivas iniciam definição de cronogramas para elaboração de planos setoriais

 

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) estão promovendo uma série de reuniões para definir cronogramas para a implantação de planos setoriais de logística reversa na indústria paranaense. As atividades – que já incluíram mais de 40 reuniões oficiais de sensibilização e de trabalho, além de diversos outros encontros de articulação desde o início do ano – envolvem 14 cadeias produtivas. O trabalho de estruturação dos planos continua no segundo semestre, com a previsão de que ações concretas sejam implantadas já no início de 2014.

 

As atividades conjuntas entre Fiep e Sema nessa área são decorrência de um termo de compromisso assinado em dezembro passado entre a entidade e o governo do Estado. Com a medida, a indústria paranaense se comprometeu a adequar seus processos para atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada pelo Congresso Nacional em 2010. A política instituiu, entre outros pontos, a obrigatoriedade da logística reversa – o caminho contrário que o produto faz após o seu consumo, passando por toda cadeia produtiva, voltando até o fabricante, que lhe dará a destinação final ambientalmente correta. Prática que envolve também o comércio, importadores e os consumidores, entre outros atores.

 

Na Fiep, a questão está sendo tratada pelo Conselho Temático de Meio Ambiente, com apoio técnico da Gerência de Fomento e Desenvolvimento. Irineu Roveda Junior, assessor da presidência da Federação e coordenador do Comitê de Logística Reversa do Conselho, explica que o ciclo de reuniões setoriais é mais uma etapa do processo de construção conjunta de soluções para o tema. “Desde o primeiro dia que nos reunimos com a Sema, a Fiep e o setor industrial do Paraná já iniciaram uma discussão concreta sobre a logística reversa, com todos os segmentos participando e atuando em sinergia para buscar soluções em conjunto com os órgãos ambientais”, afirma.

 

Atualmente, as diferentes cadeias produtivas estão se reunindo para fechar um cronograma de ações que pretendem adotar para finalizar a elaboração de seus planos setoriais. Depois disso, terão mais 180 dias para estruturar as estratégias previstas nos cronogramas, concretizar essas ações e colocar em prática o processo de logística reversa. Além dos 14 segmentos envolvidos, outros dois que têm atuação no Paraná – Fumo e Automotivo – participam de discussões que ocorrem em âmbito nacional.

 

Para Laerty Dudas, da coordenadoria de Resíduos Sólidos da Sema, o diálogo com cada um dos segmentos industriais é fundamental para garantir o sucesso do processo de Logística Reversa no Paraná. “A ideia é sentir quais são as dificuldades de cada setor e buscar soluções conjuntas”, diz. Além disso, ele aponta a educação da população e a possibilidade de geração de novos negócios a partir dos resíduos como outros pontos importantes. “Os segmentos precisam nos dizer o pepino que têm nas mãos e, a partir daí, o governo do Estado vai buscar os parceiros que possam utilizar esse pepino como matéria prima”, ilustra Dudas. “Para isso, toda a cadeia produtiva daquele segmento tem que ser envolvida na discussão”, completa.

 

Dudas afirma ainda que é importante que os segmentos apresentem suas dificuldades também aos municípios. Para isso, convidou os empresários a participarem das reuniões do chamado R20, grupo criado dentro da Política Estadual de Resíduos Sólidos e que reúne 86 municípios de 20 regiões do Paraná. Segundo a Sema, essas cidades são responsáveis por 92,6% das 20 mil toneladas de resíduos gerados por dia no Estado e também estão envolvidas na busca por soluções para a questão da logística reversa.

 

O empresário Aurélio Sant’Anna, que participa das reuniões do segmento de madeira e móveis, destacou que a presença de representantes das indústrias na formulação dos planos de logística reversa no Paraná deve minimizar problemas futuros – ao contrário do que poderia ocorrer caso o poder público definisse isoladamente as regras a serem seguidas, sem conhecer a realidade dos setores. “É importante podermos participar da solução conjunta desse problema”, declarou Sant’Anna, que é vice-presidente da Fiep e do Sindicato da Indústria do Mobiliário e Marcenaria do Paraná (Simov).

 

As cadeias produtivas envolvidas nas discussões até agora são: Alimentos; Borracha; Cerâmica e Minerais Não Metálicos; Construção Civil; Eletricidade; Gráfico; Metalmecânico; Móveis e Madeira; Papel e Celulose; Plástico; Química; Reparação de veículos; Tecnologia da Informação e Comunicação; e Têxtil e Vestuário.

Fonte: Agência de Notícias / Sistema Fiep




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