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No programa da Rigesa, professores recebem treinamento para
orientar estudantes |
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Na última década, o desenvolvimento da consciência ambiental se tornou mais abrangente no Brasil, com a criação do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental e com a multiplicação de instituições, de blogs e de páginas na internet que ajudaram a difundir o assunto. Ao mesmo tempo em que as discussões foram aprofundadas e novas propostas surgiram, a abordagem da educação ambiental tornou-se cada vez mais especializada, com técnicas e orientações variadas de acordo com o ecossistema e o público-alvo.
No Brasil, um dos públicos mais visados nos últimos anos tem sido o das crianças e adolescentes. De 2001 a 2004, o número de escolas do Ensino Fundamental que oferecem educação ambiental cresceu 32% no país, de 115 mil para 152 mil. No mesmo período, em Santa Catarina, 97,9% das escolas passaram a incluir o tema em seus currículos.
Esse novo cenário também se refletiu na edição de 2008 do Prêmio Fritz Müller. Das sete empresas vencedoras, a maioria foca seus investimentos na conscientização de crianças e jovens e entre elas estão Rigesa, Lunelli e Primo Tedesco. A ênfase na educação ambiental infantil é defendida pelos coordenadores dos projetos das empresas. Para a responsável pelo programa de educação ambiental da Rigesa, Ana Flávia Vallim, é preciso conscientizar as pessoas desde pequenas. “As crianças são disseminadoras do que aprendem e mudam seu comportamento mais facilmente do que os adultos”, afirma o analista de meio ambiente da Primo Tedesco, Claudemir de Lima.
Fabricante de papel e papelão que conta com 2,5 mil funcionários distribuídos por 13 estados, a Rigesa desenvolve um programa de conscientização ambiental há sete anos, mas as primeiras atividades na área surgiram muito antes. Uma das propostas mais antigas da empresa é o projeto Aprendendo com a Árvore (PACA), que foi criado em 1987 e rendeu à Rigesa o Prêmio Fritz Müller de 1996. Realizado apenas na região Sul, o projeto envolve crianças, adolescentes e professores no ensino de temas ambientais, como fauna, flora, ar, água e terra. O objetivo é demonstrar que é possível harmonizar o desenvolvimento social e econômico com respeito e proteção à natureza.
Em 2007, a novidade do programa de conscientização ambiental foi a criação do Prêmio Rigesa de Educação Ambiental. Após anos seguidos de trabalho com as instituições de ensino, a premiação foi criada para valorizar os projetos desenvolvidos em algumas escolas e incentivar a participação de outras. Dividido em duas categorias – projetos de seis meses a um ano de desenvolvimento ou com mais de um ano –, o prêmio recebeu a inscrição de 71 projetos com temas variados, refletindo as diferenças e peculiaridades de cada região. Analisados sob critérios como inovação, participação e sustentabilidade, 11 trabalhos foram premiados, entre eles dois de Três Barras. Os vencedores receberam kits compostos por equipamentos de informática, como computadores e scanners.

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Alunos de escolas públicas participam
de atividades educativas promovidas
pela Lunelli |
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Natureza e cultura
Um pouco mais recente que o programa da Rigesa, o projeto Preservar é Amar, da Lunelli Beneficiamentos Têxteis, foi criado em 2002 e a cada ano aborda o meio ambiente sob uma perspectiva diferente para atrair a atenção e conscientizar os alunos da 8ª série das escolas públicas de Corupá, município do Norte catarinense. Para proporcionar um melhor aprendizado, a cada edição do projeto a empresa disponibiliza materiais didáticos como fôlderes, gibis e cartilhas, além do acompanhamento de profissionais. Várias atividades já foram realizadas no âmbito do projeto, entre as quais se destacam a recuperação da mata ciliar, os trabalhos artísticos com materiais reciclados e a implantação da coleta seletiva de lixo. Todos os anos os estudantes visitam a empresa e participam de palestras e aulas que servem de base para o desenvolvimento dos projetos.
De acordo com a coordenadora do Preservar é Amar, Adenilda Sievers, o projeto envolveu mais de 15 mil adolescentes nos últimos seis anos. “A perspectiva é tornar ainda maior o número de alunos que percebem a necessidade de preservar, formando propagadores de conscientização e atitudes concretas que recuperem e preservem o ambiente em que vivemos”, afirma.
Na edição de 2008, com a temática “A Natureza dá Frutos. Preserve!”, os participantes do Preservar é Amar vão desenvolver projetos sobre a coleta seletiva, diminuição do uso de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais, mata ciliar, água, eletricidade e turismo ecológico, entre outros temas. As propostas serão avaliadas pela Câmara de Vereadores e poderão até ser transformadas em projetos-de-lei.

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Caminhada pela sede campestre da Primo Tedesco: diversão e aprendizado |
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Educação na empresa
Do outro lado do estado, em Caçador, no Oeste catarinense, a fabricante de papel Primo Tedesco desenvolve desde 2005 um programa de educação ambiental durante a Semana do Meio Ambiente, no começo de junho. A cada ano, são selecionadas escolas públicas e particulares para enviar alunos que participam de palestras e atividades relacionadas à preservação da natureza.
Com apoio da Polícia Militar e de acadêmicos dos cursos de Engenharia Ambiental e Artes Visuais da Universidade do Contestado, os estudantes são levados até a sede campestre da empresa, onde têm uma aula com técnicos e caminham cerca de cinco quilômetros em volta de um lago, para entrar em contato com a fauna e a flora e receber orientações sobre desenvolvimento sustentável e ecologia.
De acordo com Claudemir de Lima, analista de meio ambiente e um dos 428 funcionários da empresa, o projeto tem como objetivo contribuir para a consciência ecológica das crianças da comunidade e dos colaboradores da empresa, valorizar a auto-estima da população local e mostrar para a comunidade as ações da Primo Tedesco para a preservação da natureza. “A força comercial da região é a madeira. Então é preciso ter a consciência de que é possível se desenvolver e cuidar do meio ambiente”, afirma. Segundo ele, além do trabalho com as crianças, a empresa promove a recuperação de áreas degradadas e gerenciamento dos resíduos sólidos.
Ao longo dos três anos de realização do programa, a Primo Tedesco envolveu mais de 800 crianças e adolescentes das escolas de Caçador. No último ano, quase 200 alunos participaram.


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