FRASES

Depoimentos de importantes nomes do campo da responsabilidade social marcaram e marcam presença nas edições de Expressão ao longo dos anos, comprovando o acerto da iniciativa pioneira da publicação e o avanço do tema dentro da realidade brasileira e das empresas do país.



Herbert de Souza, o Betinho,
sociólogo, um dos
fundadores do Ibase

Só a participação cidadã é capaz de mudar o país.

Não tem coisa mais indigna que a fome.

O Brasil tem fome de ética e passa fome em conseqüência da falta de ética na política.

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Fernando Almeida,
Presidente executivo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável

Com algum grau de tragédia nós vamos ter que conviver, o que vai ser, digamos, o combustível da ruptura. A questão é o grau da tragédia, e por isso temos que planejar a ruptura.

Tanto o modelo de negócios praticado pelas empresas quanto o modelo de desenvolvimento do país, que continua sendo apenas orientado pela taxa de juros e pela taxa de câmbio, são anacrônicos.

Ainda não apareceu o Gandhi da sustentabilidade nem o Mandela da biodiversidade. Não apareceu nenhum Martin Luther King para a mudança do clima. Mas não basta um no mundo. Tem que ter aos milhões, em todas as atividades.

Em entrevista ao Anuário Expressão
de Gestão Social 2007

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Neli Barboza,
Gerente de Seleção da Manager
Assessoria em Recursos Humanos

Montar uma equipe diversa dentro da organização tem a ver com entender o comportamento de diferentes grupos e, portanto, o produto se expande para um universo maior.

Dentro de uma empresa você vai sempre encontrar preconceitos. Mas quando você tem pessoas diferentes trocando idéias e cada um contado suas histórias, a tendência desses preconceitos é acabar.

Tem que se buscar no mercado os melhores. Adotar uma política de diversidade não significa diminuir a qualidade do que você faz para atingir
o objetivo de uma responsabilidade social.

Em depoimento à seção Tendências do
Anuário Expressão de Gestão Social 2007

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Solange Sanches,
Coordenadora Nacional do Projeto Políticas de Emprego de Igualdade de Gênero e Raça nos Países do Mercosul da Organização Internacional do Trabalho


As empresas estão tomando para si a missão de construir a igualdade de oportunidades por meio da diversidade. Elas passam a investir em um corpo de funcionários mais parecido com o que é a real população.

As empresas estão preocupadas em cumprir a lei de cotas para deficientes físicos e estão tendo dificuldades para construir as condições internas para que essas pessoas possam trabalhar e até para capacitá-las.

O Brasil já é um lugar mais aberto do que outros países. Nós precisamos nos tornar, de fato, aquilo que nós gostamos de nos ver, ou seja, como um povo tolerante, e acho que estamos nesse caminho.

Em depoimento à seção Tendências do
Anuário Expressão de Gestão Social 2007

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Silvia Spessoto
Gerente de Recursos Humanos da Natura

A Natura, até pelo seu produto, tem mais mulheres do que homens. Mesmo assim, quanto mais se sobe na hierarquia vai diminuindo o número de mulheres. E não é porque elas sejam menos eficientes e menos preparadas.

Não fazemos diferença de um profissional para o outro (com relação às expectativas). Esperamos que eles atendam ao mesmo perfil que os demais, cada um dentro da atividade que realiza.

Não adianta apenas capacitar as pessoas que chegam à empresa, e sim precisamos capacitar os que estão fora, dando educação e condição técnica para que eles possam ser contratados pelas empresas.

Em depoimento à seção Tendências do
Anuário Expressão de Gestão Social 2007

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Oded Grajew, diretor-presidente
do Instituto Ethos de Empresas
e Responsabilidade Social

Aquelas empresas que buscam se comportar de maneira responsável não querem competir com empresas socialmente irresponsáveis. Por exemplo: se eu não quero corromper tenho desvantagens com os que corrompem, não vou ganhar nenhuma licitação. Por isso é preciso que todo o setor se preocupe com essas questões para que exista uma competição justa
e saudável.
Em entrevista ao Anuário Expressão
de Gestão Social 2006

Se um empresário adere publicamente a uma campanha como essa dizendo que a empresa é responsável com isso e aquilo e depois deixa de cumprir aquilo com o que se comprometeu, ele age como suicida. Por isso a gente aposta na sanidade mental e no espírito de sobrevivência do empresário, que não vai agir como um kamikaze.
Em entrevista ao Anuário Expressão
de Gestão Social 2006

A prática demonstra que um programa de responsabilidade social só traz resultados positivos
para a sociedade e para a empresa se for realizado de forma autêntica. É necessário que a empresa tenha a cultura da responsabilidade social incorporada à sua visão de negócio.
Em entrevista ao Anuário Expressão
de Gestão Social 2004

A GRI concretiza a tentativa de implementar um padrão internacional de sustentabilidade, pelo qual empresas e políticas públicas avaliem e prestem contas de suas atividades dos pontos de vista social, econômico e ambiental. Assim, por exemplo, uma corporação transnacional terá de avaliar seus negócios pelos mesmos padrões de sustentabilidade em qualquer
país onde atue.
Em entrevista ao Anuário Expressão
de Gestão Social 2004

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Helio Mattar, presidente do
Conselho da Associação
Brasileira de Desenvolvimento
de Lideranças (ABDL)

Ao se dar conta do enorme poder das empresas, a sociedade passa a exigir delas uma responsabilidade de mesma abrangência e intensidade

A empresa que sobrevive em longo prazo em um ambiente democrático reconhece sua natureza pública ao demonstrar quanto agrega de valor à sociedade e não apenas aos acionistas e dirigentes

Em um tempo de enorme transparência e visibilidade todas as ações e omissões das empresas, especialmente das grandes, serão conhecidas publicamente. É apenas uma questão de tempo

A reputação das empresas será formada cada vez mais pelo que os diversos stakeholders falam dela e cada vez menos pelo que a empresa fala de si própria

Em depoimento à seção Tendências do
Anuário Expressão de Gestão Social 2006

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Cláudio Boechat,
gerente de projetos do
Núcleo Andrade Gutierrez de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa da Fundação Dom Cabral


A gestão empresarial tem sido focada apenas na competitividade. Um mercado que não é competitivo
não é um bom mercado, mas a competição
exacerbada destrói

É preciso mudar o modelo mental dos líderes. O líder é quem traça o caminho que as pessoas vão seguir dentro da empresa. E a questão da sustentabilidade exige um novo modelo mental

Quais são os impactos de uma grande empresa na desigualdade de renda de um país? Ela tem algo a ver com isso? Se tem, como pode gerenciar esse impacto para que não contribua com a desigualdade?

Em vários setores da economia há um jogo de interesses, um jogo político, um jogo de cartéis na formação dos preços. E isso tem um impacto enorme na sociedade. Onde fica a questão da responsabilidade?

Em depoimento à seção Tendências do
Anuário Expressão de Gestão Social 2006

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Valdemar de Oliveira Neto, representante no Brasil da
Fundação Avina

Acredito que o processo de formação tem que identificar os bons exemplos estimulando as novas práticas nas empresas e atualizar os currículos da formação mais acadêmica

Enquanto não houver a internalização dos custos ambientais no sistema de preços e no sistema fiscal será mais barato e vantajoso às empresas operar numa visão de curto prazo

Os mecanismos com os quais o mercado opera hoje terminam criando incentivos perversos do ponto de vista da sustentabilidade. Mas isso tende a mudar

Um dos desafios é olhar para a cadeia produtiva, olhar para a própria empresa e pensar quais novos negócios é possível gerar e que tenham um impacto social positivo, gerando maior inclusão

Em depoimento à seção Tendências do
Anuário Expressão de Gestão Social 2006

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Judi Cavalcante, diretor executivo adjunto do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE)


Há uma concentração de abordagem em
determinadas empresas, que provoca um rápido esgotamento, porque existe um limite estabelecido
pela lei.

Há grandes empresas desperdiçando dinheiro com projetos pouco eficazes e de pouca relevância do ponto de vista social, ou fazendo filantropia.

Em depoimento à seção Tendências do
Anuário Expressão de Gestão Social 2004

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Waldir Mendonça,
gerente corporativo de
Controle de Gestão da Tigre

O terceiro setor está se estruturando cada vez mais e nessa área as coisas são bem fiscalizadas. Os recursos são direcionados para bons projetos
Em depoimento à seção Tendências do
Anuário Expressão de Gestão Social 2004

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Cristina Albuquerque,
gerente da área de parcerias da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República


Mudamos a estratégia. A responsabilidade da empresa não termina na doação, ela acompanha a aplicação dos recursos e o resultado

A nossa perspectiva é pular dos R$ 17 milhões arrecadados em 2003 para R$ 40 milhões este ano. E a prioridade é o adolescente em conflito com a lei.

Em depoimento à seção Tendências do
Anuário Expressão de Gestão Social 2004

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Marcos Kisil,
Presidente do Instituto para Desenvolvimento Social


O investimento social é uma atividade planejada, tem o interesse de mudar o status quo e, portanto, tem caráter transformador da sociedade.

Cada organização defe definir quanto pode investir. Isso sempre vai variar de acordo com o negócio, o contexto e o volume de recursos.

Chegamos a uma momento em que cada um deve pensar: se eu fizer algo, de que forma posso provocar o Estado para fazer melhor?

Em entrevista ao Anuário Expressão
de Balanço Social 2002

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Nathalie Beghin,
Pesquisadora do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada

O percentual de empresas que se preocupam em melhorar a sua imagem no mercado por meio da divulgação de suas ações sociais é muito pequeno.

O conceito de responsabilidade social não é muito aplicado no país. Trata-se de uma coisa que ainda é incipiente nas empresas brasileiras .

Em depoimento à seção Tendências do
Anuário Expressão de Balanço Social 2002

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Jorge Luiz Buneder,
Coordenador do Conselho
de Cidadania da Fiergs

Nossa contribuição pode ser ainda maior, a partir do momento em que envolvermos os colaboradores, fornecedores e clientes.

A cidadania, a médio e longo prazos, substituiu o modelo assistencialista do Estado.

Em entrevista ao Anuário Expressão
de Balanço Social 2001

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Sérgio Gargioni,
superintendente
do SESI-SC

Nossa missão é estimular a responsabilidade social.

A indústria tem, além de sua finalidade principal,
que é produzir, uma atuação social muito mais abrangente do que se imagina. Só que muitas
empresas não divulgam.

Em depoimento à seção Tendências do
Anuário Expressão de Balanço Social 2001

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Luiz Fernando Furlan,

Ex-Ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior

No passado, os países mediam sua força por critérios como território, população, situação geográfica e recursos naturais. Hoje o grande fator chama-se
capital humano.

Se você fizer uma pesquisa sobre o que é prioridade, ou o que incomoda mais, ou aonde deveriam ser colocados os recursos, as questões sociais apareceriam sempre em primeiro lugar.

Em entrevista ao Anuário Expressão
de Balanço Social 2000.

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