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| 2007 |
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Avanços na região Sul Essa é a principal conclusão da 4ª Pesquisa de Responsabilidade Social Empresarial da Região Sul, mas os seus resultados não se limitam a apontar as empresas que atingiram tal padrão de excelência. Desde o início da pesquisa, em 2004, cerca de 230 empresas responderam a extensos questionários. A observação de seus resultados em termos comparativos permite a realização de um bom diagnóstico de como o assunto é tratado nas principais empresas e a visualização de sua evolução nos últimos anos. Uma das principais constatações é que essa evolução é positiva. A análise dos melhores resultados de 2005, 2006 e 2007, aquilo que é considerado o benchmark da pesquisa, mostra um aumento relevante nos índices médios apresentados pelos grupos de elite. Em 2007 as 10 principais empresas apresentaram, na média, avaliação positiva em 83% dos itens pesquisados, contra 73% no ano anterior. Além do grupo de empresas que se encontra no nível 4, o mais avançado, a pesquisa aponta empresas que se destacam em cada um dos sete temas da pesquisa. São casos em que o conjunto das ações ainda não pode ser considerando como de excelência em nível nacional segundo critérios do Ethos, porém em pelo menos um dos temas esse padrão já foi alcançado. Além do avanço genérico do grupo principal neste ano, observado pelo indicador de benchmark, os resultados de benchmark de cada um dos temas demonstra tendências interessantes no mundo corporativo. Tiveram crescimento significativo de respostas positivas os temas Público Interno, Comunidade; Valores, Transparência e Governança e Governo e Sociedade. Nos dois últimos casos a relação é direta com o aumento da maturidade de empresas em relação a posturas mais transparentes e éticas nos seus negócios.
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| 2006 |
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Empresas reduzem parcerias
sociais O questionário exigiu 434 respostas das 91 empresas e revelou que 26 empresas estão no nível mais avançado em gestão social. 149 empresas diferentes partciparam da pesquisa nos três anos em que foi realizada. Outro dado interessante: As 91 empresas participantes da pesquisa empregavam 278.608 funcionários em dezembro de 2005, sendo que 17.438 dessas vagas haviam sido abertas durante o ano passado. Também foi constado na pesquisa que de cada 10 gerentes, 9 são homens. Os exemplos estão espalhados por todo o Sul. Cinquenta e sete empresas da região já publicam balanços sociais e têm código de ética. A pesquisa qualitativa mostra que os maiores aumentos de investimentos das empresas foram em ações sociais na comunidade e em meio ambiente.
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| 2005 |
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Empresas exigem práticas de responsabilidade A pesquisa registrou um crescimento de 55% no número de empresas participantes em relação à primeira edição, de 2004. Levando em conta o número de empresas respondentes e a quantidade dos indicadores avaliados - 404 indicadores, distribuídos em 35 subtemas - , é a maior e mais completa pesquisa de responsabilidade social da região Sul. Uma constação da pesquisa foi o fato de que cresceu a proporção das empresas (45,5% do total das respondentes) que alcançaram os estágios 3 e 4 - os dois estágios mais avançados. 25 companhias atingiram o estágio 4, enquanto na primeira pesquisa, feita no ano passado, 13 empresas haviam atingido esse mesmo patamar. O número das empresas que se encontram no estágio 1 diminiu – apenas 20 das 99 que responderam o questionário foram classificadas nesse estágio, enquanto na pesquisa do ano passado 22 (34%) das 64 estavam nesse grupo.
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| 2004
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Diagnóstico social do Sul: empresas A 1 ª Pesquisa de Responsabilidade Social Empresarial da Região Sul mostra que um grupo de 13 empresas atingiu o estágio de excelência. Outras 35 companhias obtiveram as melhores pontuações em cada um dos sete temas avaliados. Entre as empresas pesquisadas, 72% discutem com os fornecedores os impactos causados por seus produtos e serviços e 25% estão próximas de atingir alto nível de comprometimento com a sustentabilidade ou possuir processos que não impactam o ambiente. A pesquisa revelou também que 82% contribuem com melhorias na infra-estrutura comunitária e 67% desenvolvem parcerias com instituições governamentais para melhorar a qualidade do ensino público. Nada menos que 74% procuram evitar demissões. Por outro lado,
61% das empresas pesquisadas responderam que possuem processos de seleção
e avaliação dos fornecedores levando em conta a responsabilidade
social.
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Empresas aderem ao Fome Zero no combate à fome. No jogo do ganha-ganha, empresas e comunidade são vitoriosas. O Programa Fome Zero, principal iniciativa social do governo Lula, nasceu com o desafio de ser mais do que uma grande campanha contra a miséria. No Sul, as iniciativas já começavam a surgir. Em 2003, O Fome Zero atendia 40 programas destinados a garantir a qualidade, a quantidade e a regularidade dos alimentos consumidos por 21,4% das famílias brasileiras. Até a segunda quinzena de maio de 2003, o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza recebeu cerca de R$ 800 mil em doações, enquanto o Mutirão de Combate à Fome já havia coletado quase 900 toneladas de alimentos. No dia 16 de maio, 240 empresas e entidades já haviam apresentado propostas de parceria com o Fome Zero e 800 empresas se inscreveram para usar a logomarca do programa. Nesse cenário, cada vez mais os empresários estão convencidos de que não existe negócio se por trás dele há uma sociedade fracassada. Na prática, as empresas continuam correndo em busca de seu lucro. Só que nessa nova dimensão, sabem que com ele deverá vir não só a sua própria sustentabilidade, mas também a dos seus funcionários e das comunidades nas quais estão inseridas. No jogo do ganha-ganha, que tem mudado a maneira de as empresas dirigirem seus negócios, todos têm que lucrar.
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| Empresas discutem
a ética no processo eleitoral. Boa parte do orçamento dos candidatos é bancado pelo setor
empresarial. Para tentar coibir a prática do caixa dois e promover
a participação ética e transparente das empresas
no processo eleitoral, o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade
Social divulgou em abril de 2002 o documento "A Responsabilidade
Social das Empresas no Processo Eleitoral". Longe de propor uma reformulação
do sistema de financiamento de campanhas no Brasil, a cartilha explica
as determinações legais vigentes no Brasil e propõe
que as empresas adotem determinados parâmetros éticos na
hora de decidir se e como participar do processo eleitoral. Outro projeto de destaque é o Projeto Pescar, um programa iniciado há 26 anos, no Rio Grande do Sul. As escolas técnicas do Projeto Pescar são mantidas por empresas ou entidades, cujos funcionários muitas vezes trabalham voluntariamente como professores. Em 2003, o Pescar formava uma rede de escolas apoiadas por mais de 30 empresas gaúchas. De seus cursos técnicos já haviam saído 15 mil alunos. Uma pesquisa demonstrou que 89% dos ex-alunos estavam no mercado formal de trabalho. Cerca de 8% conseguiram seu negócio próprio.
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| Metade das empresas
do Sul já participa de ações sociais. Esses recursos representam 7% do dispêndido social federal na região,
excluídos os gastos com a previdência social. Pode até
ser pouco, mas já demonstrava a postura de empresários de
serem ativos participantes de um processo que deseja devolver a cidadania
de tantos excluídos. Outro instituto, o Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), que teve o sociólogo Betinho como um dos seus fundadores, detacava-se como um dos pioneiros no estímulo ao exercício da responsabilidade dos cidadãos, das empresas e dos estados. Betinho, em seu ultimo ato público, conclamou as empresas a divulgarem seus balanços sociais e apresentou um modelo elaborado pelo Ibase. Com o selo criado pelo Ibase, as empresas com preocupação
social passaram a mostrar, em seus anúncios, embalagens de produtos,
balanços sociais e campanhas publicitárias, que investem
em educação, cultura, saúde e meio ambiente.
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| Empresas sulistas
publicam seus primeiros balanços sociais. Entre as empresas do Sul, cerca de 20 publicaram o balanço social referente ao exercíco de 99, cinco delas no modelo do Ibase: Azaléia, Copel, Inepar, Marisol e Brasil Telecom. Ao mesmo tempo em que crescia o número de empresas que publicavam o balanço social, surgiam projetos para torná-lo obrigatório. Em pesquisa realizada pelo Ceats/USP, 60% das empresas do Sul tinham
funcionários envolvidos em atividades de voluntariado contra 42%
no Nordeste e 41% no Sudeste.
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Expressão
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