Anuário Expressão de Gestão Sustentável
Newsletter Social 18/06/2008
Temporada de caça aos ratos
A sucessão de escândalos políticos e de ações espetaculares da Polícia Federal ajuda a espalhar uma sensação de que a corrupção cresce no país. Mas está em construção um consenso segundo o qual a corrupção aumenta o custo das empresas
e lhes corrói a competitividade ...
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Ilustração - Anuário Expressão de Gestão Social 2007

Global Forum começa nesta
quarta-feira (18/06) em Curitiba

Evento promovido pelo Sistema FIEP terá
a duração de três dias e vai discutir a educação para os negócios com foco
na sustentabilidade...
  OPINIÃO: Sérgio Gargioni - SESI/SC
"O papel da indústria, no que refere à sustentabilidade, tem que estar baseado na revisão de seu modelo de gestão, não apenas em ações pontuais e isoladas, com foco limitado no investimento social..."
 

Campanha do Agasalho da Alliance One arrecada mais de 4,4 mil peças
Iniciativa beneficia entidades assistenciais dos três estados do Sul visando o bem-estar dos colaboradores e da comunidade...
 
 

Publicação aponta destaques em gestão de responsabilidade social empresarial
A edição mostra o perfil das organizações da região Sul que atingiram o mais elevado nível em gestão de responsabilidade social...
 
 
 

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Temporada de caça aos ratos
Cresce a percepção de que negócios sujos corroem a competitividade e companhias perseguem o conceito de “empresa limpa”

A sucessão de escândalos políticos e de ações espetaculares da Polícia Federal ajuda a espalhar uma sensação de que a corrupção cresce no país. Em 2006, o Brasil obteve sua pior nota em 11 anos de pesquisa sobre a percepção de corrupção da ONG Transparência Internacional. Caiu da 62ª para a 70ª posição no ranking de 163 países. Se piorou mesmo ou se, como argumenta o governo, é o barulho do combate à corrupção que amplifica a percepção do problema ninguém consegue garantir ao certo (e um fator não necessariamente exclui o outro).

  21% das empresas brasileiras admitem pagar propinas em troca de favores, de acordo com a Transparência Brasil.
   
   
  70% dos municípios brasileiros têm casos identificados de corrupção envolvendo principalmente verbas sociais e de infra-estrutura, segundo a Controladoria Geral
da União.
   
   
  10% das multinacionais já decidiram não investir em países emergentes devido à percepção da existência de fraudes.
   

Os dados da pesquisa divulgada em 2004 pela Transparência Brasil, organização não-governamental que monitora o grau de honestidade em vários quadrantes da sociedade brasileira, revelaram o grau de disseminação da corrupção em nosso ambiente empresarial. Nada menos do que 21% das empresas entrevistadas admitiram a prática freqüente de pagar propina para conseguir favores. Os gastos com a corrupção, segundo a pesquisa, têm espectro variável. Entre as que pagam suborno, 25% despendem até 10% de suas receitas com propinas. A proporção é de 70% quando o percentual do faturamento destinado a propinas baixa para 3%. Metade dos empresários ouvidos admitiu que foi vítima de achaques de
fiscais tributários.

O economista Marcos Fernandes, coordenador da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo e autor do livro A Economia Política da Corrupção no Brasil, calculou a sangria que os desvios produzem na economia brasileira. Concluiu que o Produto Interno Bruto do país deixa de crescer dois pontos percentuais por ano graças à corrupção. Um estudo apresentado no Fórum Global de Luta Contra a Corrupção, promovido pelas Nações Unidas, estimou que a corrupção seja a origem de 70% de todo o dinheiro lavado no Brasil.

Empresários são protagonistas freqüentes de tais escândalos, invariavelmente no papel de corruptores. Sempre buscam benefícios de curto prazo financiando campanhas políticas com dinheiro de caixa dois, fraudando licitações, sonegando e subornando. Há, porém, uma boa novidade no horizonte. Está em construção um consenso segundo o qual a corrupção aumenta o custo das empresas e lhes corrói a competitividade, de que as propinas são um motor da ineficiência do setor público e um obstáculo para o país ter uma política tributária razoável e crescer mais. Não por coincidência, 96% das empresas ouvidas pela Transparência Internacional, aquele mesmo grupo em que se revelou a amplitude do pagamento de propinas, admitiram que a corrupção é um obstáculo importante para o desenvolvimento
do Brasil.

Não se trata de um problema novo, como todo mundo sabe. Mal os portugueses aportaram no Brasil, os primeiros episódios de apropriação de bens públicos por interesses privados inconfessáveis começaram a ser registrados em nossa história. Em dezembro de 1548, Antonio Cardoso de Barros foi nomeado pelo imperador Dom João III para o cargo de provedor-mor da Fazenda no Brasil. Desembarcou em Salvador no ano seguinte, mas acabaria escorraçado do cargo, cinco anos mais tarde, quando se comprovou que desviara dinheiro da coroa para construir engenhos de açúcar de sua propriedade na Bahia (seu fim foi trágico: viajava com o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha no navio que naufragou na Nordeste e também foi devorado pelos índios caetés).

Fonte: Anuário Expressão de Gestão Social 2007


Global Forum começa nesta quarta-feira em Curitiba
Evento promovido pelo Sistema FIEP vai discutir a educação para os negócios com foco na sustentabilidade

Cerca de mil empresários, executivos, representantes da academia, do poder público e da sociedade civil participam das discussões do Global Forum América Latina (GFAL), que começa nesta quarta-feira (18), em Curitiba. O evento, que termina na sexta-feira (20), vai debater o papel da educação para os negócios, com foco na sustentabilidade. O GFAL traz a Curitiba grandes nomes do mundo corporativo e acadêmico nacional e internacional, como o indiano Ram Charan, um dos mais conceituados consultores de empresas da atualidade, e Oscar Motomura, fundador e principal executivo do Grupo Amana-Key, centro de excelência em gestão de alcance mundial com núcleo em São Paulo.

Todas as palestras do Global Forum serão transmitidas ao vivo via web no site do evento e em pontos na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Faculdades do Brasil (Unibrasil), em Curitiba; Universidade do Norte do Paraná (Unopar), em Londrina; Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, e Banco Real, em São Paulo. Outros pontos de transmissão estarão disponíveis em 23 unidades do Sistema FIEP no interior. Além das palestras, o público poderá assistir a dois telejornais diários, às 8h e às 18 horas, com os principais acontecimentos do dia.

A promoção do GFAL é do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), com apoio do Serviço Social da Indústria (SESI), em parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp) e Case Western Reserve University (EUA).

O painel de abertura será às 19 horas e terá como tema os “Princípios da educação em administração e gestão responsável” com a participação dos palestrantes Jonas Haertle, da ONU, o presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (Anpad), Carlos Osmar Bertero, e do presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Israel Klabin.

Global Forum América Latina
Data: 18 a 20 de junho (quarta a sexta-feira)
Horário: 19 hs (dia 18) - Das 8h30 às 18h30 (dias 19 e 20)
Local: Cietep (Av. Comendador Franco, 1341, Curitiba- PR)
Informações: www.globalforum.com.br
Fonte: Comunicação Social - Sistema FIEP - imprensa@fiepr.org.br - (41) 3271-9131


OPINIÃO
 
Sérgio Gargioni
Superintendente do SESI/SC
Dentro de uma idéia de sustentabilidade que compreende a inclusão social a indústria poderia assumir novos papéis para acelerar esse processo? Que papéis seriam esses?
O papel da indústria, no que refere à sustentabilidade, tem que estar baseado na revisão de seu modelo de gestão, não apenas em ações pontuais e isoladas, com foco limitado no investimento social, mas dentro da visão de que é preciso saber gerenciar riscos e aproveitar as oportunidades. O jeito de se produzir e fazer negócios deve estar alinhado aos novos tempos, considerando a sustentabilidade do mercado e da economia, juntamente com a do planeta. A indústria que acompanha essa tendência é aquela que consegue ainda fazer o seu modelo de gestão ir além do negócio, influenciando as políticas públicas e a comunidade, evidenciando a premissa de que todos ganham a partir da prática da sustentabilidade.

Diante dos desafios da sustentabilidade, o que mudou na forma do SESI olhar a questão social e como isso se refletiu em sua atuação?
Para auxiliar as indústrias a incorporarem a sustentabilidade em seu modelo de gestão, considerando também sua prática como uma estratégia de negócio, o SESI desenvolve produtos que contemplam as necessidades sociais do trabalhador, sem perder de vista as necessidades de produtividade e resultado das empresas. Um exemplo de produto é a Gestão da Saúde, no qual o investimento na melhoria das condições de trabalho e na prevenção de doenças resulta também numa economia e ganho de produtividade para a empresa, que têm índices de absenteísmo e afastamento reduzidos.

Fonte: Anuário Expressão de Gestão Social 2007


Campanha do Agasalho arrecada mais de 4,4 mil peças

Iniciativa da Alliance One faz parte do Projeto Abraço Solidário


 
“O resultado mostra a solidariedade dos colaboradores da empresa, cujas doações estão beneficiando cerca de 800 famílias neste inverno”
Deise Kanitz
Coordenadora de Responsabilidade Social
da Alliance One
   

O inverno deste ano será menos rigoroso para 800 famílias que residem nos municípios de Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Vera Cruz, no Rio Grande do Sul; Araranguá, Rio do Sul e Palmitos, em Santa Catarina, e Rio Azul, no Paraná. Elas serão beneficiadas com a distribuição de mais de 4,4 mil peças entre roupas, calçados e artigos de cama arrecadados na Campanha do Agasalho da Alliance One, dentro do Projeto Abraço Solidário, que em 2007 coletou 2,7 mil peças entre os colaboradores efetivos e temporários nas unidades da empresa.

  Projeto Abraço Solidário beneficia entidades assistenciais dos
três estados do Sul
visando o bem-estar
dos colaboradores e
da comunidade
   

No Rio Grande do Sul, a campanha beneficiou as famílias atendidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Vera Cruz, com 529 peças; os moradores dos bairros Batisti, Macedo, São João Batista, Coronel Brito, Freese e Vila Tata, em Venâncio Aires, com 1.551 doações, e os moradores do Bairro Bom Jesus, em Santa Cruz do Sul, com 1.570 unidades.

  Divulgação
  Pastoral da Criança, em Rio
Azul (PR), recebe os agasalhos arrecadados através do Projeto Abraço Solidário desenvolvido
pela Alliance One
   

Em Santa Catarina, na unidade de
Rio do Sul, as 164 peças de vestuário, 23 pares de calçados e 19 artigos de cama arrecadados foram repassados aos colaboradores temporários da empresa. Em Araranguá, foram coletadas 288 peças, entregues à Associação Espírita Santa Paulina e São Pio Pietreucina; e na unidade de Palmitos, 180 agasalhos, que foram encaminhados à Secretaria de Assistência Social do município.

No Paraná, a unidade de Rio Azul arrecadou 77 peças de vestuário, encaminhadas à Pastoral da Criança.

VOLUNTARIADO – A Campanha do Agasalho é parte do Projeto Abraço Solidário da Alliance One, cuja missão é contribuir para o desenvolvimento de ações sociais através do capital humano e do uso consciente dos recursos disponíveis, visando o bem-estar dos colaboradores e da comunidade. Todas as ações são coordenadas pelos colaboradores voluntários.

Fonte: Ana Cristina dos Santos e Marcus Bugs - four@fourcomunicacao.com.br
FOUR Comunicação - www.fourcomunicacao.com.br - (51) 3715-5961/3056-4404


Publicação aponta destaques em gestão de responsabilidade social empresarial da região Sul

O Anuário Expressão de Gestão Sustentável 2008, que circulará em julho, mostrará uma análise das companhias que responderam à Pesquisa de Responsabilidade Social Empresarial da Região Sul nestes cinco anos de realização e os cases de destaque de 2008. A edição mostra o perfil das organizações do Sul que atingiram o mais elevado nível em gestão de responsabilidade social e adotaram definitivamente o conceito de Desenvolvimento Sustentável através da incorporação de práticas de Responsabilidade Social Empresarial ao planejamento estratégico.

Em 26 de setembro acontece o 5º Congresso de Responsabilidade Social Empresarial da Região Sul, que será realizado em parceria com o SESI/PR, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná. O evento contará com a entrega de certificados para as empresas que se destacaram na pesquisa, apresentação de cases, palestras e comemoração dos 10 anos do Ethos, com a participação da diretoria desse instituto.

O anuário de 2008, que será distribuído gratuitamente durante o evento, terá como tema principal “Uma Década de Desenvolvimento Sustentável no Brasil”, um período de avanços significativos, com as empresas passando a ser peças fundamentais para garantir a mudança de rumo. Esse processo de transformação é protagonizado por setores de vanguarda empresarial e por empresas inovadoras que passaram a incluir a responsabilidade social em sua pauta. A inovação social será outro tema de destaque na edição.

Fonte: Editora Expressão - Redação


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