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Newsletter Social |
26/06/2008 |
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É preciso inovar. E mudar de verdade
Uma das principais virtudes do capitalismo é a sua enorme capacidade de adaptação. Ele se firmou como o sistema hegemônico em escala planetária por ser a maneira mais eficiente de gerar riqueza e também por conseguir incorporar demandas e dar respostas aos maiores desafios. Porém, por contraditório que possa parecer, nunca houve noção tão nítida e generalizada de que este mundo tornou-se insustentável... Leia mais |
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Informação para uma nova era
No próximo mês de julho, a Editora
Expressão lança o Anuário Expressão
de Gestão Sustentável, uma nova
publicação voltada à responsabilidade
social corporativa, que traz os resultados
da 5ª Pesquisa de Responsabilidade Social... |
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Sustentabilidade: o sonho possível
Global Forum América Latina revela casos de práticas sustentáveis adotadas por empresas multinacionais e idéias simples que podem mobilizar milhares de pessoas em direção a um mundo sustentável. Conheça as iniciativas de Wal-Mart, Banco Real e Banco Bilbao Vizcaya... |
A essência do negócio
"No segmento de comunicação, a responsabilidade social não é tema que possa ser abordado isoladamente e de
forma periférica ao negócio. É a sua própria essência”, diz Clarice Lopez de Alda,
diretora executiva do Instituto RPC... |
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AlphaVille desenvolve cooperativa
para catação de materiais recicláveis
Atividade mudou a vida dos moradores
da região da Vila Zumbi dos Palmares, no município paranaense de Colombo, que
viviam em um cenário de problemas
sociais e ambientais... |
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Patrocínio
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| É preciso inovar. E mudar de verdade
O mundo tornou-se insustentável e cresce a noção de que para garantir
o futuro são necessárias mudanças ainda mais profundas do que as realizadas até agora pelas empresas
Uma das principais virtudes do capitalismo é a sua enorme capacidade de adaptação. Ele se firmou como o sistema hegemônico em escala planetária por ser a maneira mais eficiente de gerar riqueza e também por conseguir incorporar demandas e dar respostas aos maiores desafios. Alguns exemplos: os trabalhadores que outrora se organizavam na Europa para derrotar o capital acabaram conquistando uma fatia do bolo e formaram a classe média; a crise de alimentos que se prenunciava nos anos 50 e 60 foi derrotada no nascedouro pela Revolução Verde, que lançou mão de novas tecnologias e métodos de gestão e criou o agribusiness, turbinando a economia de boa parte do Terceiro Mundo.
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60%
da população mundial vive com apenas 6% da renda do planeta. |
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51 empresas e 49 países compõem atualmente o bloco das 100 maiores economias do mundo. |
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2 bilhões de pessoas vivem com menos de dois dólares por dia. Segundo o Nobel da Paz Muhammad Yunus a pobreza é uma ameaça à paz. |
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Após essas e outras vitórias os países atravessam hoje um dos períodos de maior prosperidade econômica da história. Porém, por contraditório que possa parecer, nunca houve noção tão nítida e generalizada de que este mundo tornou-se insustentável: a se continuar o estado das coisas grandes tragédias se avizinham. O que deu errado? O que fazer?
Fernando Almeida, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, comentou em entrevista ao Anuário Expressão de Gestão Social 2007 sobre a dimensão dos megaproblemas que afligem o planeta. Em resumo, muita exclusão social e degradação ambiental acelerada.
No mesmo tom se encontra o inglês John Elkington, fundador da consultoria SustainAbility, que costuma ser ouvido atentamente por alguns dos maiores empresários e executivos do planeta. Além do diagnóstico de insustentabilidade dos negócios tal como estão concebidos atualmente, a SustainAbility produziu o relatório “Melhorando o jogo – a globalização é sustentável?”, apresentado no 20º Simpósio de Responsabilidade Social, realizado em São Paulo. Ele projeta cenários para a humanidade, considerando a evolução das questões ambientais e sociais (veja os quadros abaixo).
COBERTOR CURTO
Cenários traçados pela SustainAbility prevêem grandes sacrifícios, mais cedo ou mais tarde |
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Ganhos sociais
e ambientais |
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Ganhos sociais,
perdas ambientais |
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Harmonização entre demografia, política, economia e sustentabilidade, conquistada a duras penas. Nos primeiros anos de construção desse cenário há crise generalizada que paralisa o comércio global, mas os desafios suscitam respostas positivas que enfatizam soluções compartilhadas e inclusão. Círculos virtuosos se estabelecem com o tempo, e o resultado é um segundo Renascimento. |
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Sociedades democráticas permitem aumento do padrão de vida de fatias crescentes da população, e dentre as principais conseqüências estão a elevação dos preços dos recursos naturais e a degradação dos ecossistemas. A maioria dos governos não assume o ônus político de pedir sacrifícios em nome do bem comum, e a degradação ambiental corrói ilhas de prosperidade. |
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Perdas sociais
e ganhos ambientais |
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Perdas sociais
e ambientais |
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Neste cenário as elites usam a sustentabilidade ambiental como desculpa para negar aos pobres o acesso aos recursos naturais.
Assim é possível que diminua a velocidade da destruição em ecossistemas locais, mas a um preço de tensões sociais e insurreições. Sociedades se fecham, e com o passar do tempo as ilhas de sustentabilidade tendem a se deteriorar. |
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Cenário trágico em que decisões erradas e desajeitadas derrubam, em efeito dominó, as peças econômicas, sociais e ambientais. Aumento da população e expansão do modo de vida ocidental devastam os ecossistemas. Os desafios enormes causam paralisia nos responsáveis pela tomada de decisões, o medo obstrui a criatividade e surgem círculos viciosos na política, economia, tecnologia e governança. |
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Fonte: Anuário Expressão de Gestão Social 2007
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Informação para uma nova era
No próximo mês de julho, a Editora Expressão lança o Anuário Expressão de Gestão Sustentável, uma nova publicação voltada à responsabilidade social corporativa. Em diversas reportagens, os leitores poderão compreender a evolução que marcou a última década nas companhias brasileiras, em especial na Região Sul. Mais consciente de sua função social, o empresariado deixou de lado as
ações assistencialistas para atuar de forma mais consistente, focada em resultados.
No Anuário, as maiores companhias do Sul do Brasil revelam como se deu essa transição no interior das organizações, que elevou a área de responsabilidade socioambiental a setor estratégico. Além de refletirem sobre o passado, empresários e especialistas no tema apontam os desafios para o futuro. “As grandes questões estão colocadas e os próximos 10 anos serão determinantes para mostrar se todo o esforço foi válido. As contradições entre discurso e prática começarão a aparecer e a gerar rupturas. Temos 10 anos de desafios pela frente: chegou a hora de sermos testados e cobrados”, afirma o presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young.
Além das reportagens focadas na década de desenvolvimento sustentável, o Anuário traz os resultados da 5ª Pesquisa de Responsabilidade Social Empresarial da Região Sul, um panorama atualizado do nível de consciência socioambiental das companhias sulinas. A publicação do Anuário Expressão de Gestão Sustentável reflete o engajamento da Editora Expressão na criação de canais que divulguem com clareza e competência as ações efetivas das organizações na área de sustentabilidade.
Fonte: Editora Expressão - Redação
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Sustentabilidade: o sonho possível
Iniciativas simples resultam em práticas que mobilizam milhares
de pessoas ao redor do mundo
Profissionais de empresas como Wal-Mart, Banco Real e Banco Bilbao Vizcaya (BBVA) mostraram no Global Forum América Latina (GFAL) casos de práticas sustentáveis adotadas por empresas multinacionais, durante o painel "O sonho possível: a sustentabilidade como a oportunidade de negócios do século 21".
O evento promovido por iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) foi realizado em Curitiba na semana passada. Os executivos apresentaram à platéia de mais de 1.200 participantes que idéias simples podem mobilizar milhares de pessoas em direção a um mundo sustentável.
Na abertura do último dia do evento, o presidente do Sistema FIEP, Rodrigo da
Rocha Loures, lembrou que o esforço do GFAL é "uma iniciativa da maior importância para o destino da humanidade". "As empresas precisam funcionar de maneira diferente, organizadas por outros pressupostos e pela referência maior da sustentabilidade", afirmou.
Wal-Mart: dez plataformas de sustentabilidade no Brasil
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Maria Cláudia de Souza apresentou durante o Global Fórum as ações sustentáveis promovidas pelo grupo varejista Wal-Mart Brasil (20/06/2008 - Divulgação) |
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A primeira apresentação do painel coube à diretora de relações governamentais do Wal-Mart Brasil, Maria Cláudia de Souza, que apresentou as ações sustentáveis promovidas pelo grupo varejista que atingem os mais de 70 mil funcionários que atuam nas 317 lojas do grupo no Brasil. Signatária do Pacto Global, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), a empresa tem como um de seus objetivos estratégico as ações sustentáveis. "Para atingirmos nossa visão de futuro, que é ser a melhor rede varejista do Brasil na mente e no coração dos consumidores, temos que ser o que a sociedade demanda atualmente: uma organização sustentável", afirmou.
Com base nas metas globais estabelecidas pela rede – gerenciamento de resíduos, uso consciente de recursos naturais e comercialização de produtos sustentáveis –, a corporação definiu dez plataformas de sustentabilidade para serem trabalhadas no Brasil. "As ações são desenvolvidas e direcionadas a todos os atores envolvidos nos negócios: fornecedores, consumidores e colaboradores", informou a executiva. Entre os projetos apresentados, Maria Cláudia destacou a criação de escritórios sustentáveis; o "Lixo Zero", para estímulo à reciclagem; lojas e CDs sustentáveis; venda de sacolas retornáveis; e o projeto "Clube de Produtores", que cria a oportunidade para que pequenos produtores se tornem fornecedores da rede. "Os funcionários tornam-se disseminadores da sustentabilidade, sugerindo ações e dando boas idéias para que mais mudanças sejam feitas", afirmou.
Gestão Sustentável: um dos pilares estratégicos do Banco Real
O diretor do Banco Real Altair Assunção falou aos participantes do evento sobre a inserção da sustentabilidade no negócio. De acordo com o relato de Assunção, o Real implementou a gestão sustentável como um de seus pilares estratégicos em 2001. "Na época a coisa mais simpática que nos diziam era: ‘vocês são malucos’. E hoje, tanto tempo depois, estamos aqui diante dessa platéia de mais de mil pessoas falando sobre sustentabilidade. Esse é um assunto que não tem mais volta. Veio para ficar", declarou.
De acordo com o diretor, o tema da sustentabilidade encontra "ressonância enorme" nos clientes da instituição. "A gestão está mudando. Hoje as pessoas pensam diferente e agem diferente", disse. Assunção ressaltou que o lucro faz parte da gestão sustentável, "até para as empresas se sustentarem nas comunidades em que atuam", e que o grande desafio das corporações hoje é atingir o conceito dos três "P": lucro (profit, em inglês), pessoas e planeta.
Blogs Sociais da BBVA mobilizam 110 mil funcionários
Carlos Cilveti e Fernando Summets, executivos do BBVA, apresentaram ao público do GFAL o projeto da Blogsfera BBVA, rede social de blogs mantida pelos 110 mil funcionários da empresa criada em janeiro deste ano. "É a cultura de se mobilizar debaixo para cima", classificou Cilveti. De acordo com os executivos do banco, a rede promove a democratização do fluxo de informações e processos criativos da organização. Calcado na inovação, o projeto da rede é nomeado "Planta 29", em referência ao edifício-sede da empresa, em Madri, de 28 andares – a 29ª planta (andar, em espanhol) representa, então, o espaço de criação e inovação, por estar acima do terreno físico e ser imaginário.
"A Blogsfera nos permite explorar novas formas de relação. Queremos a inovação, queremos nos comportar como grandes comunidades", afirmou Cilveti. Com o projeto, conta o executivo, os funcionários não separam mais tempo de ócio do tempo de trabalho. "Estamos descobrindo um novo mapa de valores", definiu.
Fonte: Comunicação Social - Sistema FIEP
Fone: (41) 3271-9131 Fax: (41) 3271-9145
E-mail: imprensa@fiepr.org.br
Site: www.fiepr.org.br
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A essência do negócio
Para grupo como a RPC, responsabilidade social não pode ser periférica
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“Queremos atuar e ser percebidos como um fórum onde se discutem e se buscam as soluções que afetam o bem comum, em cada uma das comunidades nas
quais atuamos”
Clarice Lopez de Alda
Diretora executiva do IRPC |
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Poder social: Instituto RPC tem assento no Comitê Executivo do grupo. Ou seja, influi diretamente nas decisões da maior
rede de comunicações do Paraná. |
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Qual é a razão de existir de uma rede regional de comunicação? Informação, entretenimento e serviços são seus produtos, mas isso tudo só faz sentido e se torna sustentável se estiver em sintonia com os interesses sociais da região. “No segmento de comunicação, a responsabilidade social não é tema que possa ser abordado isoladamente e de forma periférica ao negócio. É a sua própria essência”, diz Clarice Lopez de Alda, diretora executiva do Instituto RPC (IRPC), ligado à Rede Paranaense de Comunicação, a maior do estado, com 13 veículos.
Na RPC toda a cartilha da consciência socioambiental é cumprida à risca. A
criação do instituto, em 2001, formalizou a institucionalização do tema. A empresa passou a preencher os indicadores Ethos e mudou contratos com fornecedores, estabelecendo exigências como proibição de mão-de-obra infantil. Pelo lado ambiental, a água usada na impressão dos jornais é tratada, o volume de material de escritório tem sido reduzido e o papel que sobra é reciclado. Isso tudo é conseqüência de um compromisso mais abrangente. Segundo Clarice, o grupo busca se posicionar como um fórum permanente em busca do bem comum no Paraná.
Exemplo disso foi uma série de eventos realizada em 2005 em conjunto com outras 10 empresas e entidades: o Fórum Futuro 10. Em oito regiões reuniram-se lideranças empresariais, sociais e políticas para apresentar um plano estratégico integrado para o desenvolvimento do Paraná. Cada conjunto de municípios estabeleceu definições para solução de problemas e busca de investimentos. O presidente Lula definiu o documento final como uma Bíblia para governantes e candidatos ao governo.
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Projeto que utiliza jornal como recurso pedagógico melhora indicadores de
escolas no Paraná |
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Royalties e mais leitura
Um dos projetos mais marcantes foi a campanha pelo pagamento de royalties da Itaipu Binacional aos municípios do entorno da hidrelétrica. Desde 1985, somente o Tesouro Nacional os recebia. A campanha via jornal Gazeta do Povo defendia que fossem repassados às cidades atingidas pelo reservatório. O assunto gerou comoção popular e ganhou força política, até que a chamada Lei dos Royalties, de 1991, estabeleceu 16 municípios beneficiados. Só na primeira parcela de junho de 2007 (são dois repasses por mês), eles receberam US$ 7,69 milhões. Outro projeto, o Ler e Pensar, insere o jornal como recurso pedagógico e tem apoio da Unesco. Em 2006, quase 800 escolas participaram, registrando redução da evasão escolar, melhoria nos índices de leitura, escrita e nas notas de boa parte de 201 mil alunos atendidos.
Fonte: Anuário Expressão de Gestão Social 2007
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Fundação AlphaVille desenvolve cooperativa
para catação de materiais recicláveis
Iniciativa realizada na Vila Zumbi dos Palmares, no município
paranaense de Colombo, é vencedora do Prêmio Top Social 2008
A Fundação AlphaVille é o braço de sustentabilidade da AlphaVille Urbanismo. Maior do país em seu setor de atuação, a empresa está presente hoje em 36 cidades de 17 estados brasileiros. A marca tornou-se referência, graças aos seus complexos urbanísticos sustentáveis, cujos projetos contemplam a preservação ambiental, ocupação ordenada e integram moradia, lazer, serviços e permanente contato com a natureza.
Há pouco mais de cinco anos, a Fundação AlphaVille deparou-se com a Vila Zumbi dos Palmares, no município paranaense de Colombo, localizado na região metropolitana de Curitiba, e se deparou com um desolador cenário de problemas sociais e ambientais. Grande parte da população local não possuía emprego e recorria à catação de lixo como meio de sobrevivência, desenvolvendo a atividade em condições extremamente precárias, comprometendo chances comerciais, renda, auto-estima e saúde. Vale lembrar que os catadores não possuíam local específico para armazenar o lixo coletado e o residual não vendido era deixado à margem do Rio Palmital.
A Fundação AlphaVille se uniu, então, à prefeitura de Colombo e convocou os moradores do AlphaVille Graciosa para dar início a uma série de ações, com o intuito de fomentar lideranças entre os carrinheiros e construir o formato de uma associação. A Fundação investiu na capacitação do grupo e, em paralelo, adquiriu um terreno nas proximidades da Vila Zumbi para a construção da sede da associação. Para ampliar a infra-estrutura, a compra de equipamentos e a participação no mercado de reciclagem paranaense, a Fundação AlphaVille buscou mais parceiros, alguns decisivos para o processo, entre eles, a Aliança Empreendedora e o projeto “Wal-Mart de apoio à cooperativa de catadores”.
A CoopZumbi tornou-se um modelo a ser seguido por outras cooperativas do Paraná e a catação de materiais recicláveis é, hoje, a maior atividade econômica da Vila Zumbi dos Palmares. Além de possibilitar a melhoria de condições de trabalho e a elevação de renda para as famílias que vivem do lixo, o projeto alcançou a conscientização da população, reduzindo problemas ambientais e de saúde no bairro. A qualidade final do material processado possibilitou a venda a preços competitivos, a comercialização direta com a indústria e o aumento de doação de resíduos junto a empresas. E, avançando mais um passo na geração de renda, as famílias dos carrinheiros aprenderam a confeccionar artesanato a partir de materiais recicláveis, com estilo e qualidade para comercialização em diversos locais. Hoje, a Cooperativa de Carrinheiros Zumbi dos Palmares comemora o sucesso de seu modelo, replicado para outras cooperativas de catadores da grande Curitiba.
Fundação AlphaVille
A organização foi criada no ano 2000, para atuar nas regiões de entorno aos empreendimentos da marca, promovendo inclusão social e desenvolvimento às comunidades vizinhas, em várias cidades do país. Para abrigar o seu conjunto de ações, a entidade criou o programa Comunidade Sustentável, cuja missão é resgatar a cidadania e tornar estas populações auto-sustentáveis. As estratégias são inúmeras, mas em comum, seus projetos disseminam a educação ambiental, o manejo sustentável dos recursos naturais, a capacitação profissional e geração
de renda.
Projeto vence Prêmio Top Social 2008
A iniciativa Fundação AlphaVille é vencedora do Prêmio Top Social 2008, concedido pela ADVB – Associação de Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil. A cerimônia de entrega acontece no próximo dia 25 de junho, às 19h, no Memorial de América Latina, em São Paulo O reconhecimento foi conquistado, graças a sua atuação no entorno do condomínio AlphaVille Graciosa, na região metropolitana de Curitiba (PR).
Fonte: Pauta Social
Link Relacionados: www.fundacaoalphaville.org.br
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