05/07/2018 Promover a biodiversidade em todos os setores agrícolas é ‘fundamental’, diz chefe da FAO

Promover a biodiversidade em todos os setores agrícolas é ‘fundamental’, diz chefe da FAO

Abastecimento de caminhões agrícolas em Bangladesh. Práticas não sustentáveis de agricultura estão tendo impactos incalculáveis na biodiversidade. Foto: FAO/Mohammad Rakibul Hasan.

Transformar a forma como os países produzem alimentos é “fundamental” para proteger o futuro dos ecossistemas, disse o chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

 

Graziano destacou que o mundo ainda mantém uma produção de alimentos baseada sobretudo em princípios de 50 anos atrás, frequentemente fazendo uso de produtos químicos hostis ao meio ambiente.

 

Transformar a forma como os países produzem alimentos é “fundamental” para proteger o futuro dos ecossistemas, declarou o chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

 

À medida que grandes áreas de superfície do planeta são utilizadas para cultivar alimentos, criar animais ou produzir insumos como madeira, o setor agrícola – quando administrado de maneira sustentável – pode fazer contribuições significativas para proteger a biodiversidade, disse o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.

 

Em discurso durante um diálogo internacional de três dias sobre a integração da administração sustentável de recursos nas políticas e práticas agrícolas, realizado no final de maio, o diretor pediu mudanças transformadoras na produção de alimentos. O objetivo é enfatizar a produção alimentos saudáveis e nutritivos, e ao mesmo tempo proteger a biodiversidade do planeta.

 

“A biodiversidade é essencial para garantir a segurança alimentar e nutricional global, melhorar os meios de subsistência no campo e aperfeiçoar a resiliência de indivíduos e comunidades”, declarou Graziano.

 

No entanto, a biodiversidade – nos níveis pertinentes à genética, espécies e ecossistemas – enfrenta uma série de ameaças, observou o diretor-geral da FAO, acrescentando que a produção de alimentos “é grande parte do problema”.

 

Graziano destacou que o mundo ainda mantém uma produção de alimentos baseada sobretudo em princípios de 50 anos atrás, frequentemente fazendo uso de produtos químicos hostis ao meio ambiente. O diretor também descreveu como a perda de biodiversidade agrícola representa um risco direto à segurança alimentar.

 

Diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, durante o Dia Mundial da Alimentação 2017. Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto
Diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva.
Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

 

“Apenas três culturas básicas – arroz, milho e trigo – e três espécies de animais – bovinos, suínos e frango – fornecem a maior parte da ingestão de energia alimentar no mundo”, disse.

 

A diversificação de fontes de alimentos poderia desempenhar um papel fundamental na garantia da segurança alimentar; como plantas geneticamente diversas, que são mais tolerantes a condições mais quentes e secas. Da mesma forma, a diversificação na criação de animais permitiria aos agricultores e pastores melhores condições de adaptação às mudanças nas condições ambientais.

 

“Isso é especialmente importante atualmente diante de desafios emergentes, como os impactos da mudança climática, a rápida urbanização e também uma população crescente com mudanças na dieta”, completou o diretor da FAO.

 

No cultivo em fazendas, a implementação de práticas de produção que priorizem a salvaguarda da biodiversidade também pode garantir que alimentos possam ser produzidos de forma sustentável.

 

Para esse fim, a conferência da FAO reuniu pessoas de todo o setor, para considerar exemplos reais de como a agricultura, pesca e silvicultura foram gerenciadas com sucesso para proteger a biodiversidade.

 

Uma série de grupos de trabalho também se concentrará nos caminhos para a integração da biodiversidade na agricultura, incluindo a governança global; políticas e legislação nacionais; incentivos e investimentos financeiros; e medidas da cadeia de suprimentos.

Fonte: ONU Brasil.




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