10/01/2018 Avanço da soja em áreas de desmatamento na Amazônia é o maior em cinco anos

Avanço da soja em áreas de desmatamento na Amazônia é o maior em cinco anos

Plantio de soja cresceu 27,5% em relação à última safra. Foto: divulgação.

Plantio do grão em área devastada cresceu 27,5% em relação à safra anterior, revela relatório da Moratória da Soja. Mato Grosso concentra a maior parte (76,2%) da soja plantada em floresta destruída

 

A soja ocupa ilegalmente 47,3 mil hectares de floresta desmatada da Amazônia, revelou nesta quarta-feira (10) o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, ao apresentar o relatório da Moratória da Soja. A área é 27,5% maior do que o registrado na safra anterior (37,2 mil hectares) e a maior dos últimos cinco anos.

 

A Moratória é um compromisso de não aquisição ou financiamento de soja cultivada em áreas desmatadas do bioma estabelecido há 11 anos pelo Grupo de Trabalho da Soja (GTS), constituído por empresas do agronegócio, organizações da sociedade civil, Ministério do Meio Ambiente e pelo Banco do Brasil. A Moratória monitora regularmente 89 municípios de sete estados do bioma.

 

O Mato Grosso é o estado com a maior participação no plantio de soja em áreas em desacordo com a Moratória, com 36,1 mil hectares (76,2%); seguido pelo Pará, com 7,4 mil hectares (15,7%); Maranhão, com 2,2 mil hectares (4,7%) e por Rondônia, com 1,6 mil ha (3,4%).

 

O governo argumenta, no entanto, que a taxa média de desmatamento observada nos 89 municípios depois da Moratória (2009-2016) é 6,5 vezes menor do que no período anterior (2002-2008) e que a área cultivada com soja no bioma Amazônia mais do que triplicou após o início da Moratória. Destaca também que de toda a soja cultivada na Amazônia na última safra (4,48 milhões de hectares), pouco mais de 1% (47,3 mil hectares) ocorreu em áreas de desmatamento dentro da Moratória no último ano.

 

O GTS é formado por representantes do governo (MMA e Banco do Brasil), do setor privado (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais e Associação Nacional de Exportadores de Cereais) e de entidades não governamentais (Greenpeace, Imaflora, Ipam, The Nature Conservancy, Earth Innovation e WWF-Brasil). (LUCIANA VICÁRIA)

Fonte: Luciana Vicária – Observatório do Clima.




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