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16/12/2017 Novas espécies são descobertas diariamente na Amazônia

Novas espécies são descobertas diariamente na Amazônia

 

Estudo feito pela WWF e o Instituto Mamirauá, relatou que 381 novas espécies foram encontradas entre 2014 e 2015.

 

Veja vídeo sobre o assunto no site da National Geographic

 

A Amazônia brasileira é tão cheia de vida que, em média, exploradores têm descoberto novas espécies de plantas ou animais todos os dias.

 

Esta é a conclusão de um estudo de 2 anos sobre as espécies recém-descobertas, conduzido pela World Wildlife Fund (WWF) e por um grupo ambientalista baseado em Mamirauá, Brasil. Essas organizações acompanharam o número de novos vertebrados e espécies de plantas reportados na Amazônia em 2014 e 2015. Eles usaram apenas revistas científicas, o que significa que cada alegação de uma nova espécie teve de ser apoiada por outros pesquisadores.

 

No total, a equipe coletou relatórios de confiança de 381 espécies descritas recentemente, sendo 216 plantas, 93 peixes, 32 anfíbios, 20 mamíferos, 19 répteis e uma ave.

 

Encontrar esse tanto de espécies novas na Amazônia não é de todo surpreendente. A região é imensa, estende-se por mais de 10,3 milhões de km2 e abriga 10% das espécies de plantas e animais conhecidas no mundo, em um conjunto diverso de ecossistemas.

 

O que espantou os especialistas envolvidos foi o número de grandes mamíferos e répteis que evitaram ser detectados por tanto tempo, diz Pablo Nassar, biólogo do instituto ambiental de Mamirauá.

 

As descobertas mais surpreendentes incluem um novo macaco apelidado de zogue-zogue rabo de fogo, encontrado em 2015, e um boto (em inglês) anunciado em 2014.

 

IMEDIATAMENTE AMEAÇADAS

 

O relatório aponta, entretanto, que índices acelerados de destruição do habitat na região podem levar muitas dessas espécies à extinção, antes que cientistas tenham a oportunidade de estudá-las. A União Internacional para Conservação da Natureza já classificou vários dos recém-identificados animais e plantas como ameaçados ou em perigo.

 

Espécies encontradas nas regiões sul e leste da Amazônia talvez estejam em maior risco, diz Nassar, porque é onde o desenvolvimento acontece mais rápido. E, enquanto diversas regiões da Amazônia são reservas protegidas na esfera federal, provavelmente elas não continuarão desse jeito por tanto tempo.

 

Em 24 de agosto, o governo do Brasil aprovou um plano controverso que dissolveu uma área protegida do tamanho da Suíça, para permitir a extração de ouro e minérios. Em um anúncio (em inglês), o diretor executivo da WWF-Brasil, Mauricio Voivodic, descreveu a ação como uma caçada ao ouro e reforçou que isso teria efeitos irreversíveis tanto no status da população selvagem como no conflito com povos indígenas.

 

No início do verão, Laura Marsh, diretora do Instituto Global de Conservação, descobriu na Amazônia um raro macaco que não fora visto vivo por 80 anos (em inglês). Em entrevista à National Geographic, ela observou que sua empolgação inicial foi rapidamente substituída pela preocupação de que tivera encontrado o animal tão rapidamente – um feito que ela em parte relaciona à perda de habitat na região.

 

Nassar não está certo de que o desenvolvimento tem acelerado o volume de descobertas de novas espécies. Mas ele se preocupa com o fato de que a atividade humana invasiva represente o maior risco às espécies nas regiões desprotegidas da Amazônia.

 

“Para mim, ele [estudo] mostra que temos uma Amazônia muito rica”, diz Nassar. “Temos de preservar [essas espécies].”

 

O grupo de Mamirauá planeja manter a busca por novas plantas e animais, particularmente ao longo dos rios da região. Algumas porções do extremo norte e oeste da Amazônia nunca foram exploradas cientificamente, e Nassar suspeita que é lá que encontrarão as mais novas espécies do mundo.

Fonte: National Geographic.




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