18/01/2018 Cinco coisas que você provavelmente não sabia sobre a Antártida

Cinco coisas que você provavelmente não sabia sobre a Antártida

Lançamos uma campanha para criar um Santuário do Oceano Antártico - a maior área protegida da Terra. Mas por que? Bem, além de estar no lar de animais incríveis, como pinguins, baleias e focas, a Antártida desempenha um papel importante em manter nossa Terra saudável. Mas o continente de gelo é muito mais do que isso. Foto: Greenpeace/Roger Grace.

A Antártida é repleta de coisas estranhas e maravilhosas que nos ensinam sobre a história da Terra (e seu futuro), nossos oceanos e as mudanças do clima. Então, para ficar tão animado quanto nós sobre protegê-la, aqui estão cinco fatos dignos da "mesa de bar" que você, provavelmente, não sabia...

 

1. A Antártida tem uma cachoeira vermelha

 


© National Science Foundation/Peter Rejcek

 

Apropriadamente chamada de “Cachoeira de Sangue” (Blood Falls, em inglês), esta queda d´água parece que ele diretamente de um romance de Stephen King. Desde a sua primeira descoberta em 1911, os cientistas quebraram a cabeça para explicar esse fenômeno.

 

Agora, graças à pesquisa da University of Alaska Fairbanks, conhecemos a verdadeira origem da “Cachoeira de Sangue”. Essencialmente, a água vem de um lago abaixo da geleira de Taylor, um grande glacial da Antártida, que ao longo do tempo retirou ferro das rochas. Quando o ferro na água salgada entra em contato com oxigênio, ele se oxida e assume uma coloração avermelhada, dando esse efeito mortífero para a água, com sua intensa cor vermelha. Simplesmente, é praticamente o mesmo processo que dá ao ferro a cor vermelha escura quando enferruja.

 

2. Neve de melancia

 


© Bryant Olsen

 

Pode parecer delicioso, mas a neve da melancia não é para comer. Em parte, porque ela é laxante mas, principalmente, não é melancia, como você pode imaginar.

 

A neve de melancia aparece no Ártico, na América do Norte, na Antártida e praticamente em qualquer lugar com a neve. À medida que o sol do verão se aquece e derrete os resquícios do inverno, as algas verdes (chamadas Chlamydomonas nivalis) que vivem no gelo começam a reagir a esse “bronzeado”. A partir daí, produzem um tipo natural de protetor solar que pinta as encostas de rosa e vermelho. Ai está: neve de melancia!

 

É bonito, mas os cientistas sugerem que ela poderia acelerar o derretimento do gelo. A cor torna a neve mais escura, o que significa que aquece mais rápido. É como usar uma camiseta preta em um dia ensolarado, você logo vai ficar quente e sentir mais calor. Essa alga então pode se espalhar em mais gelo, criando um ciclo contínuo de neve, algas e derretimento. Mas, até agora, esta é uma teoria e mais dados precisam ser coletados antes de termos certeza desse efeito.

 

3. Há regiões sem chuva ou neve há muuuito tempo

 


© Eli Duke

 

A Antártida é um monte de coisas. É o continente mais seco, com mais ventos, mais alto e mais frio da Terra. Mas aqui está algo ainda mais impressionante: alguns lugares não viram quase nenhuma chuva ou neve por cerca de dois milhões de anos. São convenientemente chamados de Vales Secos.

 

As montanhas que cercam os Vales Secos são suficientemente altas para impedir que o gelo das camadas glaciais do leste da Antártida cheguem ao Mar do Ross. Essas condições únicas são causadas, em parte, por ventos katabáticos; são ventos super poderosos que ocorrem quando o ar frio e denso é puxado para baixo pela força da gravidade. Os ventos podem atingir velocidades de 320 km/hora, se aquecendo quando são empurrados para baixo. Evaporam toda a água, gelo e neve. 

 

Os cientistas dizem que os Vales Secos da Antártida parecem semelhantes ao ambiente encontrado em Marte. Alguém já imaginou isso, pinguins espaciais?!

 

4. As baleias-azuis comem krill... muito krill

 


©Doc White/Seapics.com

 

As baleias-azuis são o maior animal da Terra. Faz sentido então terem um apetite do seu tamanho. Mas sua principal fonte de alimento é o krill, um crustáceo tipo camarão, com apenas 5 centímetros de comprimento. Uma baleia pode investir sobre um grupo de krill acelerando em alta velocidade, com a boca totalmente aberta. Empurrado pelo fluxo da água, sua boca se expande e sua língua (do tamanho de um elefante) se move para criar mais espaço. A baleia absorve até 110 toneladas de água e qualquer krill dentro desse bocado é filtrado e engolido.

 

Se uma grande baleia-azul abocanhar uma população particularmente grande, ela pode engolir até 500 quilos de krill. Isso significa comer 457,000 calorias em um único e monstruoso bocado. Fizemos as contas, isso equivale a cerca de 200 pizzas médias, estimada em 853 calorias... humm.

 

De forma preocupante, grandes barcos de pesca estão pegando krill para serem vendidos em suplementos de saúde (são ricos em ômega-3) e como alimento para peixes cultivados. As empresas de pesca têm o objetivo de capturar cada vez mais essa minúscula criatura da qual tantos animais incríveis da Antártida dependem. Mas um santuário marinho do Oceano Antártico proibiria essa atividade, deixando uma grande área fora do alcance da pesca industrial e da exploração corporativa. Isso permitiria que animais selvagens, como baleias e pinguins, continuassem se alimentando de krill em paz, mas que as populações de peixes, já tão pressionadas, encontrassem um refúgio para se recuperar.

 

5. Um Tinder na Antártida que fará seu coração derreter

 


© Markus Mauthe / Greenpeace

 

Companheiros solitários em todo o mundo, esta é para você. No verão austral de 2013/2014, um cientista americano estava fazendo pesquisas na estação McMurdo, na Antártida, sozinho, sem ninguém para aquecê-lo. Decidiu se logar no Tinder "apenas por diversão". No  início, nenhum perfil apareceu. Mas quando o aplicativo expandiu seu raio de localização, ele encontrou alguém: outra pesquisadora, trabalhando em um acampamento-base nos Vales Secos – distante a 45 minutos de sobrevoo de helicóptero da estação. Ele deslizou rapidamente para a direita e, alguns minutos depois, eles deram match!

 

Eles se encontraram, mas infelizmente o romance antártico não floresceu. Ela iria embora no dia seguinte ao encontro e foi aí que tudo terminou. No entanto, é uma ótima história para você compartilhar na próxima vez que estiver fora... ou não perder as esperanças de encontrar uma cara-metade, ainda que seja no fim do mundo.

 

Com tudo isso, é difícil não se apaixonar por esse lugar incrível. Agora, junte-se a nós nesse esforço global para criar o Santuário do Oceano Antártico.

Fonte: Greenpeace Brasil.




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